domingo, 29 de agosto de 2010

AM: vantagem de Dilma sobre Serra é de 67 pontos, diz pesquisa

Uma pesquisa eleitoral realizada pela empresa Action Pesquisa de Mercado no Amazonas apontou diferença de 67 pontos percentuais entre a candidata petista Dilma Rousseff e o candidato tucano José Serra no Estado.

Na sondagem, Dilma venceria no primeiro turno com 76% das intenções de voto no Estado, contra 9% de José Serra, na pesquisa estimulada. O tucano aparece empatado tecnicamente com Marina Silva (PV), que obteve 8% das intenções de voto. Os outros candidatos, juntos, somaram 1%. Brancos e nulos são 1%, indecisos 11%. A margem de erro é de 2,28% pontos percentuais para mais ou para menos.
Dilma Rousseff mantém larga vantagem sobre o adversário tucano na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são informados. A candidata petista obteve 73% das intenções de voto, contra 8% de José Serra, que novamente aparece empatado tecnicamente com Marina Silva, lembrada por 7% dos entrevistados.
O resultado da avaliação administrativa contida na pesquisa indica que Dilma alavancou sua candidatura no Estado principalmente com base na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). De acordo com a pesquisa da Action, o governo Lula foi avaliado como "ótimo" por 58% dos entrevistados. Outros 37% consideraram o governo "bom" e 4% regular.
Encomendada pela Empresa de Jornais Calderaro Ltda., editora do jornal A Crítica, a pesquisa foi realizada entre os dias 23 e 25 de agosto, com 1.845 entrevistados em todo o Estado, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 26394/2010, e no Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM), sob o número de 233952/2.
Governo
Na disputa pelo governo do Amazonas, o governador e candidato à reeleição, Omar Aziz (PMN), aparece na liderança, com 49% das intenções de voto da pesquisa estimulada, contra 37% de seu principal adversário nestas eleições, o senador e ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento (PR). Considerando a margem de erro da pesquisa, Omar seria eleito ainda no primeiro turno.
O percentual de indecisos da pesquisa espontânea para o governo, de 38%, é considerado alto para o período, mas segundo o diretor-presidente da Action, Afrânio Soares, deve diminuir gradativamente nas próximas semanas. Dos eleitores entrevistados, 35% lembraram de Omar Aziz e 24% de Alfredo Nascimento. Os demais candidatos não atingiram 1% de intenções.

Senado
A pesquisa divulgada pelo jornal A Crítica demonstrou o acirramento da briga pela segunda vaga do Amazonas no Senado entre o senador Arthur Virgílio Neto (PSDB) e deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB). O ex-governador Eduardo Braga (PMDB) aparece disparado na sondagem estimulada, com 80% das intenções de voto dos entrevistados, dos quais 70% o tem como primeira opção. Já o senador tucano e a deputada comunista estão empatados com 36%, cada.
Segundo a consulta eleitoral, Vanessa Grazziotin é apontada como primeira opção de voto por 7% dos que informaram que votam nela e outros 29% a indicaram como segunda opção. Entre os que declararam votar em Arthur Virgílio, 12% o tem como primeira opção e 24% como segunda opção.
fonte: Terra

Pesquisa Ibope dá 24 pontos de vantagem para Dilma sobre Serra

Pesquisa Ibope divulgada neste sábado mostra que a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, abriu 24 pontos de vantagem sobre José Serra, candidato do PSDB.

A petista tem 51% das intenções de voto contra 27% do tucano. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
No último levantamento, os índices eram de 43% e 32%, respectivamente. A enquete anterior foi feita antes do início do horário eleitoral na TV e no rádio. A vantagem de 24 pontos, portanto, reflete os dez dias de exposição dos candidatos nos meios eletrônicos.
A candidata do PV, Marina Silva, caiu para 7%, ante os 8% averiguados na última pesquisa.
Somados, todos os adversários de Dilma tem 35% das intenções de voto, 16 pontos percentuais a menos do que ela. Se a eleição fosse hoje, a ex-ministra venceria no primeiro turno com 59% dos votos válidos.
A performance de Dilma já pode ser comparada à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de 2006. Na época, no primeiro turno, Lula teve 59% dos votos válidos como teto nas pesquisas.
ESTADOS
A candidata petista passou Serra em São Paulo, Estado que o tucano governou até o início do ano. Entre os paulistas, 42% declararam voto em Dilma, e 35% em Serra.
Em Minas Gerais, a ex-ministra tem o dobro de votos do adversário: 51% contra 25%.
São Paulo e Minas são os dois maiores colégios eleitorais do país.
No Rio de Janeiro a pesquisa mostra um cenário ainda pior para a campanha tucana. Dilma abriu 41 pontos de vantagem: 57% a 16%.
REGIÕES
No Nordeste, a petista tem mais do que o triplo de intenções de voto, chegando a 66% contra 20% de Serra.
No Sudeste, vence por 44% a 30%, e no combinado Norte/Centro-Oeste, por 56% a 24%.
No Sul, há um empate técnico: 40% a 35%, com vantagem para Dilma. É a única região onde a margem de erro é de 5 pontos percentuais. Na comparação com o último levantamento, a petista subiu cinco pontos, e Serra caiu nove.
RENDA
Entre os eleitores que têm renda familiar de até um salário mínimo, 58% manifestam a intenção de votar em Dilma, e 22% em Serra.
Há um empate no eleitorado com renda superior a cinco salários: a ex-ministra tem 39%, e o ex-governador, 38%.
REJEIÇÃO
A taxa de rejeição à candidata petista caiu dois pontos e ficou na casa dos 17%. Já em relação a Serra, 27% dos entrevistados afirmaram que não votariam nele.
Segundo o Ibope, 88% sabem que Dilma é a candidata de Lula.
REGISTRO
A pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, realizada entre os dias 24 e 26 de agosto, ouviu 2.506 eleitores em todo o país. Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número 26139/2010.
+ Notícias sobre eleições
Netinho empata com Quércia em pesquisa Datafolha e disputa em SP fica acirrada

Ana Amélia cresce 11 pontos e lidera corrida ao Senado no RS, afirma Datafolha

Vantagem de Crivella cai na disputa pelo Senado no RJ, diz Datafolha

Datafolha confirma Aécio e Itamar na liderança pelo Senado em MG

Requião e Gleisi consolidam dianteira na disputa pelo Senado no Paraná, indica Datafolha

Humberto Costa aumenta vantagem em Pernambuco na corrida ao Senado, aponta Datafolha

Fonte: folha.com

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Datafolha mostra que 15% dos eleitores tucanos querem votar no candidato de Lula

Ao que tudo indica, a rota de queda de José Serra (PSDB) nas pesquisas de intenção de voto ainda não chegou ao fim. Ao mesmo tempo, o potencial de crescimento de Dilma Rousseff (PT) não está esgotado.

Segundo a mais recente pesquisa Datafolha, a petista abriu 20 pontos sobre o tucano e agora lidera por 49% a 29% (no levantamento anterior, ela tinha 47%, e ele, 30%).
Dilma abre 20 pontos e já ultrapassa Serra em SP e no RS, diz Datafolha
Propaganda de Dilma na TV é a mais elogiada, aponta pesquisa
Aprovação a Lula chega a 79% e atinge novo recorde

Se não houver nenhum fato novo capaz de alterar significativamente o cenário eleitoral, Dilma ainda pode esperar "roubar" alguns pontos percentuais de Serra. É que há entre os eleitores do tucano 15% que dizem querer votar com certeza no candidato apoiado por Lula. Isso corresponde a cerca de 4,5 pontos percentuais.
Ou seja, se todos esses eleitores "acertassem" o candidato apoiado por Lula, Serra perderia cerca de 4,5 pontos, e Dilma cresceria esse mesmo valor.
Além disso, 19% dos eleitores de Serra afirmam que o apoio de Lula a um candidato talvez os levasse a votar nele. Isso corresponde a quase seis pontos percentuais dos votos do tucano.

Segundo especialistas, é ilusório imaginar que 100% dos eleitores saberão quem é o candidato que Lula apoia.
Em dezembro, 52% dos eleitores sabiam que Dilma era apoiada por Lula. Hoje, são 85% os que a associam ao presidente.
É razoável esperar que esse percentual fique um pouco acima de 90%, dizem especialistas.
Se isso de fato acontecer, Dilma cresceria mais três ou quatro pontos percentuais. E Serra perderia a mesma quantia.
A margem de erro máxima da pesquisa, contratada pela Folha e pela Rede Globo, é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Foram feitas 10.948 entrevistas em todo o país nos dias 23 e 24.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.
Fonte:Folha.com

Brunetto participa de comício ao lado de Dilma e Silval Barbosa

Na tarde desta quarta-feira, dia 25 de agosto, a candidata a presidente da república Dilma Rousseff foi recepcionada no aeroporto de Várzea Grande pelo candidato a deputado estadual Ademir Brunetto e pela comitiva de candidatos da majoritária da Coligação Mato Grosso em Primeiro Lugar.

Os candidatos seguiram em carreata até o Ginásio de Esportes do Colégio São Gonçalo, em Cuiabá, onde aconteceu o comício do Movimento Pró Dilma. Mais de cinco mil pessoas lotaram o local. Esta foi a primeira visita de Dilma a Mato Grosso na campanha eleitoral de 2010.
O deputado Ademir Brunetto teve a oportunidade de estar com a candidata Dilma e destacou a fragilidade da questão fundiária em Mato Grosso. Ele pediu à candidata que em seu governo seja data maior atenção à região amazônica, reestruturando os órgãos de regularização fundiária com mais investimento.
Dilma e Brunetto conversaram por longo tempo e estiveram juntos durante a entrevista coletiva concedida à imprensa ao lado dos candidatos Silval Barbosa, Serys, Abicalil e Blairo Maggi.
Brunetto pontuou ainda estar totalmente movido em sua campanha, dizendo que declara aos trabalhadores, durante as suas reuniões, que o Brasil precisa continuar mudando com Dilma.
ASCOM - Dep. Brunetto

Aprovação a Lula chega a 79% e atinge novo recorde

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a bater um recorde de popularidade e agora seu governo é aprovado por 79% dos eleitores brasileiros, segundo pesquisa Datafolha realizada nos dias 23 e 24, com 10.948 entrevistas em todo o país.

Dilma abre 20 pontos e já ultrapassa Serra em SP e no RS
A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.
Antes da atual pesquisa, o máximo de aprovação a Lula era de 78%, registrado em pesquisa dos dias 30 de junho e 1º de julho últimos.
No levantamento anterior, realizado nos dias 9 a 12 deste mês, o governo do petista teve 77% de aprovação.
Desde dezembro sua taxa de "bom/ótimo" está acima de 70%. Segundo o Datafolha, hoje 17% consideram a administração federal do PT "regular". Para outros 4% o governo é "ruim/péssimo".
Embora as variações da taxa de aprovação tenham sido dentro da margem de erro da pesquisa Datafolha, Lula é o primeiro presidente da República a alcançar esse percentual de popularidade nas pesquisas do instituto.
O Datafolha pesquisou a avaliação de todos os presidentes eleitos pelo voto direto depois da ditadura militar (1964-1985). Fernando Collor (1990-1992) teve uma popularidade máxima de 36%. Fernando Henrique Cardoso (1995-2001) chegou a 47%.
Apesar do recorde de popularidade, a nota média atribuída ao presidente não mudou. Era 8,1 no início do mês e ficou estável.
Para 81% dos eleitores brasileiros, Lula merece notas iguais ou superiores a 7, sendo que 33% citam a nota máxima, dez. Só 2% dos entrevistados dão zero.
Lula vai melhor entre eleitores de Dilma Rousseff (8,9), habitantes do Nordeste (8,7), os pernambucanos (8,9) e os que têm nível fundamental de escolaridade (8,6) e renda familiar de até dois salários mínimos (8,5).
Fonte: Folha on line

Dilma abre 20 pontos e já ultrapassa Serra em SP e no RS

A candidata do PT a presidente, Dilma Rousseff, manteve sua tendência de alta e foi a 49% das intenções de voto. Abriu 20 pontos de vantagem sobre seu principal adversário, José Serra, do PSDB, que está com 29%, segundo pesquisa Datafolha. Os contratantes do levantamento são a Folha e a Rede Globo.

Realizada nos dias 23 e 24 com 10.948 entrevistas em todo o país, o levantamento também indica que Dilma lidera agora em segmentos antes redutos de Serra. A petista passou o tucano em São Paulo, no Rio Grande do Sul e no Paraná e entre os eleitores com maior faixa de renda.

Em São Paulo, Estado governado por Serra até abril e por tucanos há 16 anos, Dilma saiu de 34% na semana passada e está com 41% agora. O ex-governador caiu de 41% para 36%.

Na capital paulista, governada por Gilberto Kassab (DEM), aliado de Serra, ela tem 41% e ele, 35%.
No Rio Grande do Sul, a petista saiu de 35% e foi a 43%. Já Serra caiu de 43% para 39% entre os gaúchos.
A margem de erro máxima da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Todas as oscilações nacionais se deram dentro do limite.
Dilma tinha 47% na sondagem do dia 20 e foi a 49%. Serra estava com 30% e agora tem 29% Marina Silva (PV) manteve-se em 9%. Há 4% que dizem votar em branco, nulo ou em nenhum. E 8% estão indecisos. Os demais candidatos não pontuaram.
Se a eleição fosse hoje, Dilma teria 55% dos votos válidos (os que são dados apenas aos candidatos) e venceria no primeiro turno.
Serra se mantém ainda à frente em alguns poucos estratos do eleitorado. Por exemplo, entre os eleitores de Curitiba, capital do Paraná, onde registra 40% contra 31% de sua adversária direta.
'BOLSÕES'
Mas o avanço da petista ocorre também nesses bolsões serristas. No levantamento de 9 a 12 deste mês, Serra liderava entre os curitibanos com 43% contra 24% de Dilma, uma vantagem de 19 pontos. Agora, a diferença caiu para nove pontos.
Quando se observam regiões do país, a candidata do PT lidera em todas, inclusive no Sul. Na semana passada, ela estava tecnicamente empatada com Serra, mas numericamente atrás: tinha 38% contra 40% do tucano.
Agora, a situação se inverteu, com Dilma indo a 43% e o tucano deslizando para 36% entre eleitores sulistas.
SEGUNDO TURNO
Como reflexo de seu desempenho geral, Dilma também ampliou a vantagem num eventual segundo turno. Saiu de 53% na semana passada e está com 55%. Serra oscilou de 39% para 36%. Ampliou-se a distância, que era de 14, para 19 pontos.
Outro dado relevante e que indica um mau sinal para o tucano é a taxa de rejeição. Dilma é rejeitada por 19% dos eleitores, taxa que se mantém estável desde maio.
Já Serra está agora com 29% (eram 27% semana passada) e chega a seu maior percentual neste ano.
Na pesquisa espontânea, quando os eleitores não escolhem os nomes de uma lista de candidatos, Dilma foi a 35% contra 18% de Serra.
No levantamento anterior, os percentuais eram 31% e 17%, respectivamente.
A pesquisa está registrada no TSE sob o número 25.473/2010.
Fonte:Folha .com

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Dilma defende reeleição de Silval e elogia Mato Grosso

A candidata à Presidência da República pelo PT, reafirmou nesta quarta-feira (25) seu apoio ao projeto de reeleição do governador Silval Barbosa (PMDB) e disse que, eleita sucessora do presidente Lula, dará atenção especial a Mato Grosso, no que diz respeito aos investimentos.

"Mato Grosso é um Estado abençoado, com clima maravilhoso, com homens e mulheres trabalhadores. Aqui é um lugar especial, pois produzimos aquilo que nenhum de nós podemos ficar sem, que é alimento. Por isso, vou trabalhar com meus parceiros Silval, Maggi e Abicalil, para que Mato Grosso tenha cada vez mais infraestrutura para escoamento da produção", afirmou. Para a presidenciável, Mato Grosso é "o celeiro do país e do mundo".
Em visita a Cuiabá, para participar de um ato de apoio à reeleição de Silval e dos candidatos ao Senado Blairo Maggi (PR) e Carlos Abicalil (PT), a petista destacou que muitos questionaram sua vinda ao Estado, em função da baixa densidade demográfica.
"Mas, fiz questão de participar do evento por entender que Mato Grosso é muito importante para o Brasil", disse.
Em seu discurso, Dilma elogiou o ex-governador Blairo Maggi pelo trabalho desenvolvido no Estado e deu um testemunho sobre a "garra" de Silval à frente do Governo, buscando em Brasília obras para o povo mato-grossense.

Parceiros
"Temos aqui um homem [Blairo] capaz, competente que foi parceiro do Governo Lula, inclusive, dando sua contribuição. Junto com ele no Senado e com Silval no Governo, vamos trabalhar para que Mato Grosso seja cada vez mais uma potência de desenvolvimento. Vou dar aqui meu testemunho sobre a capacidade de seu trabalho, da briga para trazer os programas e obras para o Estado", afirmou Dilma.
A presidenciável do PT fez um alerta aos eleitores para que "desconfiem" dos candidatos que muito prometem, pois, "no final, nada cumprem".
"Temos que ficar atentos àqueles que falam e fazem, pois alguns candidatos prometem mundos e fundos. Criticavam o Bolsa Família, chamavam até de Bolsa Esmola, e, na atual campanha, falam que vão dobrar o número de beneficiados do programa. Mas, não acreditem. Nosso Brasil mudou e hoje a população anda de cabeça erguida, tem respeito dos outros países", disse.
Além disso, a petista afirmou que irá governar para o povo brasileiro e não só para uma minoria. Disse que seu consolo, na saída presidente de Lula, será o fato de ser a primeira mulher presidente da história do país.
"Minha maior tristeza será ver o presidente Lula descendo a rampa do Palácio do Planalto, no dia 31 de dezembro, me passando a grande responsabilidade de cuidar do povo que ele ama. E meu consolo será ter sido eleita a primeira mulher presidente desse país", afirmou Dilma.
Em seu discurso, Blairo Maggi destacou que Mato Grosso e o Brasil estão no caminho certo e que precisam continuar neste caminho, avançando em infraestrutura e nos demais setores.
Por outro lado, Silval assinalou a busca de apoio a Dilma em todo o Estado, garantindo que sua eleição fará um Mato Grosso cada vez mais forte.
Fonte:Midia News

Vitória no primeiro turno

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Adilson re-escreve o “E agora, José ?”

O amigo navegante Adilson Filho acaba de compor essa obra-prima do cancioneiro drummondiano:


Prezado Paulo Henrique,

Segue “o poema” E agora José?! ou Canção do dia “pra sempre”

Um abraço
Adilson (E agora?)
E agora, José?!
E agora, José?! (ou Canção do dia “pra sempre”)
E agora, José?

A festa acabou,
a Dilma ganhou
o Índio sumiu,
a Globo mudou..
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem graça,
que zomba da massa,
você que fez plágio
que amou o pedágio
e agora, José?
Está sem “migué”
está sem discurso,
está sem caminho..
não pode beber,
não pode fumar,
cuspir não se pode,
nem mesmo blogar?
a noite esfriou,
o farol apagou
o voto não veio,
o pobre não veio,
o rico não veio..
não veio a utopia
não veio o João
tão pouco a Maria
e tudo acabou
o Diogo fugiu
o Bornhausen mofou,
e agora, José
E agora, José ?
Sua outra palavra,
seu instante de Lula:
careca de barba!
sua gula e jejum,
sua favela dourada
sua “São-Paulo de ouro”
seu telhado de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora ?
com a chave na mão
quer abrir qualquer porta,
não existe porta;
o navio afundou
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
nem Rio, Bahia, Sergipe, Goiás..
José, e agora ?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa da despedida
e a Miriam tirasse…
se você dormisse,
se você cansasse,
como o leitor do Noblat
se você “morresse”
Mas você não morre,
você é vaso “duro”, José !
E sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem megalomania
Sem Folha, O Globo, Estadão, o Dia..
sem Cantanhede
para se encostar,
sem o cheiro da massa
pra você respirar..
e sem cavalo grego
que fuja a galope,
sem o Ali Babá
pra lhe arranjar algum golpe,
você marcha, José !
José, pra onde?
pra sempre?
E agora, José?
Se quando a festa acabou, o povo falou
que sem você, podia muito mais..
Então, nesse caso: Até nunca mais, José!
ps: O Dia foi só pra compor a rima
Fonte: Conversa Afiada

Pesquisa CNT/Sensus aponta vitória de Dilma no 1º turno

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira (24) mostra vitória da candidata Dilma Rousseff (PT) no primeiro turno na disputa pela Presidência da República.

A candidata do PT recebeu 46% das intenções de votos na pesquisa estimulada, contra 28,1% para José Serra (PSDB) e 8,1% para Marina Silva (PV). A petista somou 55,3% dos votos válidos, enquanto os demais candidatos juntos alcançaram 44,7%.
A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Os demais candidatos, incluindo Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), não atingiram 1% das intenções de votos. Os indecisos e votos nulos/brancos somam 16,8%.
Na pesquisa espontânea, em que a lista de candidatos não é apresentada aos eleitores, Dilma também aparece em primeiro lugar com 37,2% das intenções de votos. Ela é seguida por Serra, com 21,2% e Marina Silva, com 6%. Os demais candidatos também não somaram 1% dos votos.
Num eventual segundo turno, Dilma venceria com 52,9% contra 34% de Serra. Nulos, brancos e indecisos somariam 13,2%.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 20 e 22 de agosto, com duas mil entrevistas em 136 municípios. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 24.903/2010.
Pesquisa Datafolha divulgada no último sábado também mostrou vitória de Dilma no primeiro turno, com 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.
Na última edição da pesquisa CNT/Sensus, divulgada dia 5 de agosto, Dilma apareceu 10 pontos percentuais à frente de Serra.
Na ocasião, a petista a petista recebeu 41,6% das intenções de voto, enquanto o tucano ficou com 31,6%. Marina Silva (PV) apareceu em terceiro lugar, com 8,5% dos votos, enquanto Zé Maria (PSTU) tem 1,9% e Plínio Arruda (PSOL),1,7%. Outros candidatos mencionados na pesquisa não registraram 1% dos votos.
POR REGIÃO
A pesquisa CNT/Sensus mostra que Dilma venceria em todas as regiões do país, com exceção do Sul --onde Serra atingiu 47,8% dos votos e a candidata do PT, 35,7%. Marina recebeu 6,9% dos votos no Sul e os indecisos, brancos e nulos somam 9,3% na região.
A maior vantagem da petista está no Nordeste, onde atingiu 62,1% das intenções de voto. Serra obteve na região 19,8% e Marina, 6,4%. Os demais votos somam 11,1%.
No Sudeste, onde o tucano chegou a ser líder no início da corrida eleitoral, Dilma virou o jogo. Serra registrou 27,6% dos votos contra 39,2% alcançados por Dilma. Marina atingiu 9,7% dos votos no Sudeste, e os demais votos somam 21,8%.
Nas regiões Norte e Centro-Oeste, Dilma lidera com 45% dos votos. Serra registrou na região 25,5% e Marina, 7,6%. Os indecisos, brancos e nulos chegam a 20,5%.

POR GÊNERO
Dilma também ganha a disputa entre o eleitorado feminino e masculino, segundo a CNT/Sensus. A petista recebeu 49,4% dos votos dos homens e 42,9% das mulheres. Serra, por sua vez, obteve 27,4% dos votos do eleitorado feminino e 28,7% do masculino. Marina Silva recebeu 7,6% dos votos entre os homens e 8,4% entre as mulheres.

Fonte:Folha .com

domingo, 22 de agosto de 2010

OLHEM ESTAS IMAGENS, QUEM É QUE VAI SER ELEITO NO 3 DE OUTUBRO?

Dilma: ainda é hora de trabalhar muito


A candidata à presidência pela coligação Para o Brasil Seguir Mudando, Dilma Rousseff, disse hoje que por mais que as pesquisas indiquem que é cada vez maior a possibilidade de vitória no primeiro turno das eleições é hora de trabalhar ainda mais e continuar pedindo votos. Ela falou pouco antes do comício em Mauá, na região do ABC, em São Paulo.
“Pesquisa não ganha eleição para nada. Ganha eleição o povo votando no dia 3 de outubro. Daqui até lá são mais de 40 dias. Então, a gente não pode de maneira alguma achar que o clima é de já ganhou, que o clima do sapato alto garanta qualquer coisa. O que garante é a gente trabalhar de hoje até o dia 3, batalhar muito, perder muito a voz e conversar com o povo”, disse.
Segundo ela, a vantagem nas pesquisas está sendo conquistada porque a população tem reconhecido paulatinamente que ela representa a continuidade com avanços do projeto do governo Lula.
“Qualquer vitória que minha candidatura consiga vai depender da aprovação de um projeto que começamos a realizar em 2003. Ali em 2003, com muito esforço, começamos um processo de transformação do Brasil. É isso que pode levar que no dia 3 de outubro, às 5 da tarde, fechadas as urnas, a gente possa ter qualquer perspectiva de ganhar no primeiro ou no segundo turno”, argumentou.
fonte:blog da dilma

sábado, 21 de agosto de 2010

Dilma dobra vantagem e venceria Serra no primeiro turno

Dilma abre 17 pontos sobre Serra e venceria no 1º turno, aponta Datafolha

Na primeira pesquisa Datafolha depois do início da propaganda eleitoral no rádio e na TV, a candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) dobrou sua vantagem sobre seu principal adversário, José Serra (PSDB), e seria eleita no primeiro turno se a eleição fosse hoje.

Segundo pesquisa Datafolha realizada ontem em todo o país, com 2.727 entrevistas, Dilma tem 47%, contra 30% de Serra. No levantamento anterior, feito entre os dias 9 e 12, a petista estava com 41% contra 33% do tucano.
A diferença de 8 pontos subiu para 17 pontos. Marina Silva (PV) oscilou negativamente um ponto e está com 9%. A margem de erro máxima do levantamento é de dois pontos percentuais.

Os outros candidatos não pontuaram. Os que votam em branco, nulo ou nenhum são 4% e os indecisos, 8%.
Nos votos válidos (em que são distribuídos proporcionalmente os dos indecisos entre os candidatos e desconsiderados brancos e nulos), Dilma vai a 54%. Ou seja, teria acima de 50% e ganharia a disputa em 3 de outubro.
Os que viram o horário eleitoral alguma vez desde que começou, na terça-feira, são 34%. Entre os que assistiram a propaganda, Dilma tem 53% e Serra, 29%.
Nos primeiros programas, Dilma apostou na associação com Lula, que tem 77% de aprovação, segundo o último Datafolha.
A petista cresceu ou oscilou positivamente em todos os segmentos, exceto entre os de maior renda (acima de dez salários mínimos).
Dilma tinha 28% de intenção de voto entre os mais ricos e manteve esse percentual. Mas sua distância para Serra caiu porque o tucano recuou de 44% para 41% nesse grupo, que representa apenas 5% do eleitorado.
MULHERES E SUL
Já entre as mulheres, Dilma lidera pela primeira vez. Na semana anterior, havia empate entre ela e Serra, em 35%. Agora, a petista abriu 12 pontos de frente nesse grupo: 43% contra 31% de Serra.
Marina tinha 11% e está com 10% entre as mulheres. A verde continua estável desde março no Datafolha. Tem mostrado alguma reação só entre os mais ricos, faixa em que tinha 14% há um mês, foi a 17% e agora atingiu 20%.
A liderança de Dilma no eleitorado masculino é maior do que entre o feminino: tem 52% contra 30% de Serra. A candidata do PV tem 8%.
Outro número bom para Dilma é o empate técnico no Sul. Ela chegou a 38% contra 40% de Serra. Há um mês, ele vencia por 45% a 32%.
Serra não lidera de forma isolada em nenhuma região. No Sudeste, perde de 42% a 33%. No Norte/Centro-Oeste, Dilma tem 50%, e ele, 27%.
No Nordeste a petista teve uma alta de 11 pontos e foi a 60% contra 22% do tucano.
Houve também um distanciamento de Dilma na disputa de um eventual segundo turno. Se a eleição fosse hoje, ela teria 53% contra 39% de Serra. Há uma semana, ela tinha 49% e ele, 41%.
Na pesquisa espontânea, em que eleitores declaram voto sem ver lista de candidatos, Dilma foi de 26% para 31%. Serra foi de 16% a 17%.
Fonte:terra

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Líderes evangélicos reforçam apoio e voto a Dilma

Líderes evangélicos reforçaram o apoio à candidatura da coligação Para o Brasil Seguir Mudando e resumiram 13 motivos (leia aqui) para que os cristãos votem em Dilma Rousseff. A Igreja evangélica fundamenta este apoio não apenas nos programas sociais coordenados por Dilma, como o Luz para Todos e o Minha Casa, Minha vida, mas também no seu compromisso com o Brasil e sua determinação em lutar pelos menos favorecidos.
“Votar na Dilma é uma decisão acertada para que as coisas continuem melhorando. Afinal, mudar o jogo agora é arriscado. Time que vence não muda. Ela é competente e isso basta”, defende o deputado federal Manoel Ferreira (PR-RJ).
“Dilma é uma lutadora. Ela é uma vencedora, uma mulher de fibra. Juntamente com o presidente Lula desenvolveu o projeto de um Brasil que está dando certo”, afirma o deputado federal Bispo Robson Rodovalho (PP-DF), fundador do ministério Sara Nossa Terra.
Os 13 motivos constam do informativo “Ao povo de Deus” (clique aqui para ler). Segundo os evangélicos, Dilma é uma mulher “madura, mãe, responsável e profundamente comprometida com nossa Nação.” E é ainda a garantia do futuro de prosperidade com foco no crescimento e no desenvolvimento do país, favorecendo os mais pobres.
Os evangélicos também acreditam que a luta de Dilma contra a ditadura é prova de sua vocação democrática. “Dilma Rousseff, em sua luta por liberdade e justiça, no período da ditadura, sintetiza todas as virtudes da vocação democrática, e também as resistências morais e de caráter da mulher brasileira”, avaliou o presidente da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Jerônimo Alves.

Preservação da vida
O compromisso com a família, assumido em discurso na Igreja Assembleia de Deus, em Brasília, é outro argumento para o voto em Dilma. Na ocasião, a candidata manifestou sua preocupação com a “preservação da vida”. Na “Carta ao Povo de Deus” (leia aqui), a candidata afirma que a família sempre foi e será o esteio de uma sociedade saudável.
“Quanto mais estruturada é a família, menos caos social teremos. É no desajuste familiar que vemos nascer o abandono infantil, gerando os chamados meninos de rua. É na violência doméstica que temos a semente dos adolescentes infratores, marcados pela dor vivenciada em seus próprios lares”, afirma a candidata.
A Igreja evangélica celebra ainda a regularização da ocupação das áreas públicas destinadas aos templos e organizações filantrópicas e entende que Dilma sabe do papel das igrejas no resgate social. “O Brasil avançou muito no governo Lula, mas é preciso consolidar o processo democrático e a justiça social. Dilma tem visto nossa preocupação em torno da família, da criança, do adolescente e do idoso”, diz o vice-presidente do PSC, pastor Everaldo Dias Pereira.

Rede social
Na carta aos cristãos, Dilma faz este reconhecimento ao afirmar que as igrejas são responsáveis por uma grande e invisível rede social. “Isto é louvável (...) Quero construir esse diálogo com as instituições que têm sido os grandes amortecedores do sofrimento humano. Entendo seu valor, sua luta e seu trabalho impulsionado pela missão do Evangelho.”
Três motivos amparam o voto dos cristãos em Dilma: a fé e a determinação, a legitimação de sua liderança e sua força interior. Segundo um dos 13 motivos, “os obstáculos e os golpes da vida nunca a fizeram esmorecer nem desistir, apenas criaram mais motivação e esperança para lutar. Dilma é uma vencedora em todos os momentos de sua vida. Nas boas e nas más situações. Nos instantes de glória ou de solidão e tristeza, ela encontrou forças para ir em frente e cumprir sua missão.”
fonte:PT nacional

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

PF pede desdobramento de operação sobre o mensalão do DEM

A Polícia Federal (PF) entregou à Procuradoria Geral da República (PGR), no fim da tarde de segunda-feira, o inquérito da operação Caixa de Pandora, que investiga o suposto esquema de pagamento de propinas no governo do Distrito Federal, conhecido como "mensalão do DEM". Segundo a assessoria de imprensa da PGR, a PF pede no relatório que a procuradoria autorize o desdobramento das investigações em outros inquéritos paralelos.
Ainda de acordo com a assessoria, o material já está sob análise da sub-procuradora-geral da República Raquel Dodge, que não deu maiores detalhes sobre os motivos do pedido da PF. A sub-procuradora também recebeu as caixas com os laudos periciais referentes às investigações.

Entenda o caso
O mensalão do governo do DF, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O ex-governador José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário.


DEM O PARTIDO MAIS CORRUPTO DO BRASIL É O ALIADO DO SERRA. O VICE DO SERRA É DO DEM.
Leia mais no Blog da Dilma: BLOG DA DILMA 13 PRESIDENTE

Fonte: jussara seixas/blog da dilma

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Vox Populi: Dilma tem 16 pontos à frente e venceria no 1° turno

A candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, abriu 16 pontos na liderança da corrida presidencial e chegou a 45% das intenções de voto, contra 29% do candidato do PSDB, José Serra, segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (17) pelo Jornal da Band. Se a eleição fosse hoje, a candidata petista venceria no primeiro turno, já que os adversários somados não ultrapassam as intenções de voto de Dilma.

Já a candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, registra 8%. Os outros candidatos não somam 1%. A margem de erro é de 1,8% pontos percentuais para mais ou para menos. Segundo o levantamento, os votos brancos e nulos somam 5%, enquanto 12% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Na pesquisa anterior, divulgada no dia 23 de julho, Dilma tinha 41%, Serra 33%, e Marina registrou 8%.
Encomendada pela Rede Bandeirantes , a pesquisa foi realizada entre os dias 7 e 10 de agosto, com 3 mil entrevistados, e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 17 de julho de 2010, sob o número 22956/2010.
Fonte: Redação Terra

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dilma chega a 43% e abre 11 pontos sobre Serra, aponta Ibope

candidata do PT à presidência da República, Dilma Rousseff, lidera a corrida presidencial com 43% das intenções de voto, contra 32% do candidato do PSDB, José Serra, segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Jornal Nacional. A candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, registra 8%. A margem de erro de é dois pontos percentuais.

Considerando os votos válidos, Dilma tem hoje 51% contra 38% de Serra. Se eleições fossem hoje, Dilma poderia ser eleita no primeiro turno. Segundo o levantamento, os votos brancos e nulos somam 7%. Enquanto 9% dos entrevistados não souberam ou não responderam.
Na pesquisa anterior, divulgada na última sexta-feira (6), Dilma liderava com 39% das intenções de voto, contra 34% do candidato do PSDB. A candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, registrava 8%.
O Ibope também fez uma simulação de um segundo turno entre Dilma e Serra, a petista aparece com 48% e o tucano com 37%.
Encomendada pela Rede Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo, a pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de agosto, com 2.506 entrevistados de 174 municípios e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 11 de agosto de 2010, sob o número 23548/2010.
fonte: Terra

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Ibope aponta Silval com 28%, Wilson 22% e Mauro 14%

A mais recente pesquisa do instituto Ibope, divulgada agora há pouco e encomendada TV Centro América, aponta o governador Silval Barbosa (PMDB) com 6 pontos percentuais a frente do segundo colocado, Wilson Santos (PSDB) com 22%. O candidatos Mauro Mendes (PSB) aparece com 14%. Marcos Magno (PSOL) não conseguiu nem 1%. Brancos e nulos somam 3%. Não souberam responder ficou em 32%. A margem de erro da pesqusa é de três pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) com o número 27.380/2010. Foram ouvidas 810 pessoas em diversos municípios entre os dias 10 a 12 de agosto.

Na rodada anterior da pesquisa, divulgada no dia 15 de junho, Silval e Santos apareciam rigorosamente empatados com 29% das intenções dos votos. Já Mendes tinha 17%. Na oportunidade, o candidato do PSOL não apareceu na contagem. Votos brancos e nulos representam 5%. Não souberam ou não opinaram 20% dos entrevistados.
Na primeira pesquisa em maio, Silval tinha 31%, em junho foi a 29% e agora tem 28%. Wilson Santos estava com 27% em maio, foi a 29% em junho e caiu para 22% em agora. Mauro Mendes tinha 15% em maio, 17% em junho e 14% neste último levantamento.
Fonte:sonoticias

Com 41%, Dilma passa Serra e fica a 3 pontos de vencer no 1º turno, diz Datafolha

Fonte: Folha Online

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, aparece pela primeira vez à frente de seu principal adversário na corrida eleitoral, José Serra (PSDB), segundo o Datafolha.
De acordo com o levantamento divulgado nesta sexta, a ex-ministra cresceu 5 pontos percentuais com relação à última pesquisa, realizada em julho, e agora tem 41% das intenções de voto.
Ao mesmo tempo, o tucano oscilou negativamente de 37% para 33%. Marina Silva (PV) manteve os 10% que havia registrado na sondagem anterior.
Considerados apenas os votos válidos, Dilma tem 47% e fica a três pontos de uma eventual vitória no primeiro turno. A pesquisa, realizada de 9 a 12 de agosto com 10.856 eleitores em 382 municípios, já contempla os efeitos das entrevistas concedidas pelos presidenciáveis ao Jornal Nacional, nesta semana, além do primeiro debate entre os presidenciáveis, realizado na semana passada.
Os outros candidatos --Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Rui Pimenta (PCO), Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidélix (PRTB)-- não atingiram 1% na amostragem.
Brancos e nulos somam 5%, enquanto 9% dos entrevistados disseram não saber em quem vão votar.
A margem de erro é de dois pontos percentuais.

SEGUNDO TURNO

A simulação de segundo turno feita pelo Datafolha também mostra que a vantagem de Dilma sobre Serra subiu e agora é de oito pontos percentuais (49% a 41%). Há 20 dias, era de só um ponto (46% a 45%).
Na intenção de voto espontânea, Dilma aparece em ascensão: 26% dos eleitores dizem, antes de receber o cartão circular com os nomes de todos os candidatos, que votarão nela (no final de julho, essa taxa era de 21%).
Serra manteve os 16% de citações espontâneas que registrou no levantamento anterior, enquanto 43% dos entrevistados não sabem dizer, sem serem estimulados pela relação de nomes, em quem vão votar.
A rejeição dos eleitores não sofreu alterações: 28% deles não votariam em Serra (contra 26% há 20 dias). Dilma é reprovada por 20% (um ponto percentual a mais que em julho).
O levantamento está registrado no TSE sob o número 22734/2010.

"Jenialidades" tucanas

Em vez de aumentar o salário dos professores, o governo de SP vai pagar R$ 50 para alunos que fizerem aulas de reforço... Os professores, que não foram consultados sobre a medida, receiam que estudantes tirem notas baixas deliberadamente para ganhar o "cinquentão". Mais uma medida autoritária e idiota, de cima para baixo, inspirada em algum delírio individual do Paulo Renato. Não leva em conta a situação social do beneficiado e uma verdadeira aberração do ponto-de-vista pedagógico, porque mercantiliza o ensino. Em vez de anunciar um programa de melhora do transporte, da alimentação, do salário, dos estudantes e professores, o governo de São Paulo tenta resolver os problemas na base de canetadas absurdas, voluntaristas, arbitrárias.
# Escrito por Miguel do Rosário # Sexta-feira, Agosto 13, 2010

Fonte:óleo do Diabo

Pesquisa prova: FHC é o veneno que mata o Serra

Conversa Afiada invoca a precedência: o Lula vai pendurar o FHC no pescoço do Serra.

E o Serra vai naufragar.
O Governo Serra/FHC foi o Governo dos ricos; o do Lula foi o Governo dos pobres.
Tão simples quanto isso.
Agora, o Serra veio com a ofensa da garupa. (Clique aqui para ler “Serra mente sobre AIDS e genéricos no jn”)
Tomou outra de volta: a Dilma mandou ele subir na garupa do FHC.
Leia, amigo navegante, no Blog Amigos do Presidente Lula (aquele que a dra Cureau tentou calar):
Confirmado: José Serra não pode subir na garupa de FHC. Pesquisas de Serra apontam FHC como um problema
Todos precisam saber: José Serra (PSDB) é o candidato de Fernando Henrique Cardoso
No blog tucano do Josías de Souza, a informação que há muito tempo todos nós estamos cansados de saber. Ausência de Fernando Henrique Cardoso na campanha tucana de José Serra tem uma explicação técnica. Pesquisas feitas por encomenda do comitê de campanha de Serra conferem a FHC a incômoda condição de aliado-problema. Repete-se em 2010 um fenômeno que já havia atormentado o tucanato em 2006, quando o presidenciável do PSDB era Geraldo Alckmin.
Oito anos depois de ter deixado o poder, FHC é mais associado aos problemas de seu segundo mandato do que às virtudes do primeiro. A maioria do eleitorado vincula-o às crises econômicas que desaguaram no desprestígio do ocaso, em 2002.
As conclusões saltam de pesquisas qualitativas. Diferem das quantitativas no método e nos objetivos. São feitas em reuniões de pequenos grupos de eleitores. E não visam a obtenção de índices de intenção de voto. Buscam identificar o pensamento médio do eleitor.
Afora o desapreço que o eleitor devota a FHC, também o PSDB é visto com um pé atrás. A legenda de Serra é associada nas pesquisas qualitativas a conceitos “elitistas”.Dito de outro modo: salta dos grupos de discussão a ideia de que o tucanato preocupa-se mais com os “ricos” do que com os “pobres”.
fonte: Conversa afiada

SENADOR CARLOS ABICALIL - 132 - PT


                                                SENADOR CARLOS ABICALIL-132-PT


GUERRILHEIROS VIRTU@IS entrevistam nosso candidato ao Senado, o Deputado Federal Carlos Abicalil


1 Como será sua atuação no Senado da República em relação a temas como os direitos das domésticas e a equiparação aos direitos dos demais trabalhadores

O meu mandato nunca se furtou do apoio às lutas dos trabalhadores. Nesse caso específico dos empregados e empregadas domésticas, apoiei desde o início a Campanha 5 milhões de Domésticas Legais em 2010, do Instituto Doméstica Legal. Os Projetos de Lei apontados pela campanha que foram aprovados no Senado e agora tramitando na Câmara dos Deputados, encontram apoio no meu mandato. Espero, com a decisão do Parlamento, a formalização de mais 3,2 milhões de empregados domésticos ainda este ano.

Como deputado, atuei em defesa dos direitos trabalhistas de várias formas. Trabalhei para reduzir a jornada de trabalho de 40 para 30 horas semanais dos profissionais da Enfermagem, pleito contido no PL 2295/00, inclusive defendendo matérias como a que estabelece o Piso Salarial Nacional Profissional. Votamos favorável a PEC 300, que cria um fundo nacional de Segurança Pública, com apóio a carreira e a valorização salarial de bombeiros e policiais militares. Participei da criação e implantação da Frente Parlamentar em Defesa do Piso Salarial Nacional para o Professor Brasileiro, que resultou na lei nº 11.738, a lei do piso, sancionada pelo presidente Lula em 16 de julho de 2008. Apoiei todos os aumentos do salário mínimo, a licença maternidade de 6 meses, o pagamento dos atrasados e o reajuste dos aposentados e pensionistas acima da inflação, como ocorreu agora com 7,72 retroativos a janeiro.
2 quais serão as suas primeiras proposições no Senado?
O Senado representa a federação. Lá temos igualdade de representação com qualquer outro Estado ou o Distrito Federal, independente de sua densidade demográfica ou peso econômico. Em primeiro lugar, minha bandeira é destacar Mato Grosso com o relevante papel estratégico que ele tem, seja na integração regional brasileira, seja integração latino-americana. O segundo grande dispositivo de que queremos tratar é das políticas de desenvolvimento social, uma vez que Mato Grosso hoje recebe ainda um fluxo migratório intenso. Parte dessa população que vem, vem ainda na condição de ser formada e qualificada para o trabalho. Nós temos hoje um crescimento vegetativo, crianças que nascem em Mato Grosso, superior ao crescimento vegetativo nacional, com oportunidades que precisam ser garantidas com o acesso ao serviço público de qualidade, notadamente de saúde e educação nessa fase. Mas também enfrentando um tema fundamental para nós, que é a segurança pública. Garantia das nossas fronteiras, da soberania nacional. Nesses desafios inclui-se um tema que é fundamental: Mato Grosso é um estado de ocupação recente e precisa resolver problemas de regularização fundiária, de reforma agrária e de regularização ambiental.

Acho que essa superação fará com que nós, nesses temas legislativos, possamos trazer recursos que apoiariam os programas de desenvolvimento sustentados pela nossa plataforma de governo, representada por Silval Barbosa e que apóiem os investimentos nos municípios que precisam forte reforço de investimentos federais em todas as áreas, da habitação ao lazer, do asfalto à creche, da saúde à agricultura familiar.
3 Em relação a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais qual sua posição?
Sou favorável. Apoiei e participei de diversas manifestações em defesa da redução da jornada de trabalho sem redução de salário, promovidas pelas principais Centrais Sindicais do Brasil. Fui, inclusive, o primeiro parlamentar a assinar a carta de compromisso da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Mato Grosso, referente à proposta da PEC 393/01.
4 O Estado brasileiro dispõe de terras devolutas ocupadas por fazendeiros irregularmente, enquanto se busca terra para assentar trabalhadores. Não seria mais coerente retirar os grandes fazendeiros das terras devolutas assentar ali, os sem terras?
Terra não é o que falta, vontade de trabalhar também não. Política agrária não pode combinar com abandono, miséria, violência. É dever do Poder Público garantir o uso social e produtivo da terra que é de todos e todas. Assegurar a desapropriação justa, a titulação, o apoio técnico e financeiro, os serviços públicos universais e o incentivo à organização de iniciativas de produção que valorizam o trabalho coletivo e assegurem a melhor renda na produção. Isso é reforma agrária.

Tive a oportunidade de relatar a Medida Provisória 455/09, sancionada em 2009 como Lei 11947/09, que, entre outras inovações, inclui os alunos do ensino médio e da educação infantil no programa de transporte escolar e os do ensino médio no programa federal de merenda.

Uma das alterações feitas pelo meu relatório foi a institucionalização do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), que funcionava apenas com base numa portaria do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Essa mudança está entre os significativos avanços trazidos pela lei, como a expansão para 4,5 milhões de jovens e adolescentes atendidos por prefeituras e estados. Reforça os programas de segurança alimentar e a agricultura familiar, ao obrigar que 30% da merenda escolar sejam comprados de produtores familiares. Só com o programa da merenda, serão transferidos R$ 700 milhões a municípios e estados. No total, os três programas - de alimentação, transporte e educação na Reforma Agrária - representam R$ 3,27 bilhões em repasses.

5 Se eleito, durante o mandato baseado nas suas bandeiras, qual é a frase que quer ser definido como Senador?

Essa eu deixo para o povo mato-grossense responder após avaliarem meu mandato como senador. Sei de uma frase que serve para o atual momento, que é de conclusão do mandato de deputado federal; “Se muito vale o já feito, Mais vale o que será”. Espero sabedoria, serenidade e senso de justiça na hora da decisão.
FONTE:GUERRILHEIROS VIRTU@IS

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Ministério da Saúde rebate mentiras de Serra no Jornal Nacional

Leia abaixo esclarecimento divulgado nesta quinta-feira (12) pelo Ministério da Saúde, a respeito das inverdades ditas pelo candidato tucano José Serra durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo, ontem à noite:
Em relação a declarações feitas pelo presidenciável José Serra, na noite desta quarta-feira (11), a respeito da realização de cirurgias eletivas, mutirões, prevenção de doenças e saúde da mulher na atual gestão, o Ministério da Saúde esclarece:
1) Não é verdade que houve redução no número de cirurgias eletivas. Os mutirões foram incluídos na Política Nacional de Cirurgias Eletivas, criada em 2004. Essa política incorporou aos quatro procedimentos que eram realizados até então (catarata, próstata, varizes e retinopatia diabética) outros 86 procedimentos, totalizando 90 tipos de cirurgias eletivas.
2) Com a ampliação, o número de cirurgias eletivas realizadas, considerando esses 90 tipos de procedimentos, passou de 1,5 milhão, em 2002, para 2 milhões, em 2009.
3) Em 2009, a quantidade de cirurgias de catarata, por exemplo, foi maior que em 2002, tido como o ano auge dos mutirões. Naquele ano, foram 309.981. Em 2009, o SUS realizou 319.796 cirurgias. E, no decorrer de sete anos (de 2003 até 2009), a quantidade de cirurgias de catarata chegou a 1,9 milhão de procedimentos;
4) Também é incorreto dizer que a prevenção de doenças “ficou para trás”, como afirmou o candidato. Houve avanços inegáveis nesta área, como alguns exemplos a seguir: o Brasil interrompeu a transmissão do cólera (2005) e da rubéola (2009); a transmissão vetorial de Chagas, em 2006; e eliminou o sarampo, em 2007. Estamos próximos da eliminação do tétano e foram reduzidos as mortes em outras 11 doenças transmissíveis, como tuberculose, hanseníase, malária e Aids. O país realizou as duas maiores campanhas de vacinação do país e do mundo: a de rubéola, em 2008, e a contra a gripe H1N1, neste ano;
5) Ainda, em programas estruturantes de prevenção, a cobertura populacional do Saúde da Família cresceu 61% em todo o país – o número de equipes saltou de 19.068 (em 2003) para 30.782 (até março deste ano). Entre suas principais tarefas estão a promoção da saúde e prevenção de doenças. As equipes podem resolver até 80% dos agravos de saúde da população;
6) Em relação à saúde da mulher, para a qual o candidato afirma que há problemas, o Ministério da Saúde informa que a gravidez na adolescência caiu 20% entre 2003 e 2009, e o investimento no planejamento familiar aumentou 605%, totalizando R$ 72,2 milhões, em 2009, para a compra de pílulas e outros contraceptivos. Houve um aumento de 125% nas consultas pré-natal (total de 19,4 milhões em 2009). Na prevenção, o suplemento de saúde da PNAD 2008, feita pelo IBGE, apontou que a proporção de mulheres de 50 a 69 anos que se submetem a mamografia passou de 54,8% em 2003 para 71,5%, em 2008

Os nove erros do jenio em casa: no jn


O Conversa Afiada republica post do site Amigos do Presidente Lula, com a entrevista de José Serra ao jornal nacional:

Serra no JN foi um desastre: pelo menos 8 mentiras, 2 contradições e 9 erros políticos
A entrevista de José Serra (PSDB/SP) no Jornal Nacional foi um desastre.
Contamos 8 mentiras, 9 erros políticos, e Serra ainda conseguiu cair em contradição duas vezes dentro da mesma entrevista. É muita coisa para um candidato só em 12 minutos de entrevista.
Em itálico estão nossos comentários daqui do blog.
William Bonner: A entrevista vai durar 12 minutos, e o tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato, desde o início desta campanha, o senhor tem procurado evitar críticas ao presidente Lula. O senhor acha que… E em alguns casos fez até elogios a ele… o senhor acha que essa é a postura que o eleitor espera de um candidato da oposição?
Tal qual um lobo em pele de cordeiro, Serra quer se apresentar como candidato pós-Lula e não de oposição a Lula. A pergunta foi feita para tentar neutralizar a imagem anti-Lula.
Na pergunta, Bonner incluiu uma afirmação do interesse dos marqueteiros de Serra: “fez até elogios a Lula”… Bonner levantou a bola para Serra cortar.
Detalhe: no vídeo nota-se Serra remexendo-se na cadeira, e engolindo em seco, antes de responder.
José Serra: Olha, o Lula não é candidato a presidente. O Lula, a partir de 1º de janeiro, não vai ser mais presidente da República. Quem estiver lá vai ter de conduzir o Brasil. Não há presidente que possa governar na garupa, ouvindo terceiros ou sendo monitorado por terceiros. Eu estou focado no futuro. Hoje tem problemas e tem coisas boas. O que nós temos que fazer? Reforçar aquilo que está bem e corrigir e poder melhorar aquilo que não andou direito. É por isso que eu tenho enfatizado sempre que o Brasil precisa e que o Brasil pode mais. Onde? Na área da saúde, na área da segurança, na área da educação, inclusive do ensino profissionalizante. Meu foco não é o Lula. Ele não está concorrendo comigo.
Serra foi muito ruim… era só cortar a bola levantada… e ele errou 3 vezes:
1ª) Lula não é candidato a presidente, mas tem candidata. Querer tirar a influência do presidente no pleito é um erro. Empurra com a barriga um duelo que ele vai ter que enfrentar. É um erro enfrentar mais à frente, quando estiver mais fraco, e sem tempo para corrigir rumos.

Serra irritou o eleitor que gosta de Lula, mas ainda não tem candidato, ao querer “aposentá-lo” ou “cassá-lo” do processo político antes da hora.
2ª) Quando ele disse “não há presidente que possa governar na garupa”, ele tenta desqualificar a adversária, e com argumento bobo, em vez de mostrar suas próprias qualidades. Isso transparece inveja, fraqueza e insegurança. Não agrada aos eleitores. Além disso, a imagem de uma mulher muito inteligente e capaz, que Dilma passou em sua entrevista na segunda-feira, não combina com alguém que ficaria apenas na garupa.
3ª) Para convencer alguém a votar nele, não adianta só apontar problemas e dizer que vai melhorar. Isso todo político diz. É preciso ter credibilidade, e Serra não tem na área de segurança, nem na de educação, e na saúde só tem um pouco ainda, porque é produto de propaganda enganosa e da blindagem da imprensa, que vem sendo desmascarada graças à internet. Trataremos disso mais adiante.
William Bonner: Entendo. Agora, candidato, o senhor avalia o risco que o senhor corre de essa sua postura ser interpretada como um receio de ter que enfrentar a popularidade alta do presidente Lula?
Olha o Bonner levantando a mesma bola de novo, para ver se Serra acerta dessa vez.
José Serra: Não, não vejo por quê. Eu acho que as pessoas estão preocupadas com o futuro, né? Quem vai tocar o Brasil, quem tem mais condições de poder tocar o Brasil para a frente, que não é uma tarefa fácil. Inclusive de pegar aqueles problemas que hoje a população considera como os mais críticos e resolvê-los. Dou como exemplo, novamente, entre outros, a questão da saúde. Então, o importante agora é isso. E as pessoas estão nisso. O governo Lula fez coisas positivas, né? Outras coisas, deixou de fazer. A discussão não é o Lula. A discussão é o que vem para a frente, tá certo? Os problemas do Brasil de hoje e o que tem por diante.
Serra errou pela 4ª vez. Repetiu o terceiro erro citado acima: Para convencer alguém a votar nele, não adianta só apontar problemas e dizer que vai melhorar, porque isso todo político faz. O erro foi pior porque não foi só no conteúdo. Foi também na forma. A resposta de Serra foi um amontoado de obviedades descritas de forma pouco inteligível. Alguém entendeu o que ele quis dizer exatamente com “Dou como exemplo, novamente, entre outros, a questão da saúde. Então, o importante agora é isso. E as pessoas estão nisso”…?
Fátima Bernardes: O senhor tem insistido muito na tecla de que o eleitor deve procurar comparar as biografias dos candidatos que estarão concorrendo, que estão concorrendo nesta eleição. O senhor evita uma comparação de governos. Por exemplo, por quê, entre o governo atual e o governo anterior?
Fátima jogou pétalas para o candidato, suavizando a pergunta, que deveria ser: por que então o senhor esconde seu papel como ministro do planejamento, homem forte, e escolhido em 2002 para sucessor de FHC?
José Serra: Olha, porque são condições diferentes. Eles governaram em períodos diferentes, em circunstâncias diferentes. O governo anterior, do Fernando Henrique, fez uma… muitas contribuições ao Brasil, entre elas o Plano Real. A inflação era de 5.000% ao ano, né? E ela foi quebrada a espinha. As novas gerações nem têm boa memória disso. E várias outras coisas que o governo Lula recolheu e seguiu. O Antonio Palocci, que foi ministro da Fazenda do Lula e hoje é o principal assessor da candidata do PT, nunca parou de elogiar, por exemplo, o governo Fernando Henrique. Mas nós não estamos fazendo uma disputa sobre o passado. É como se eu ficasse discutindo, para ganhar a próxima Copa do Mundo, quem foi o melhor técnico: o Scolari ou o Parreira?
Serra falou a primeira grande mentira da noite. O plano Real foi feito no governo de Itamar Franco (será ele gostou de ser ignorado pelo Serra na TV?). FHC veio em seguida, e passou 8 anos sem dar nenhum passo adiante. Promoveu um populismo fiscal e cambial no primeiro mandato, que quebrou o país, mas ganhou a reeleição, e governou no segundo mandato remendando o país quebrado.
Fátima Bernardes: Mas…
José Serra: E o Mano Menezes, Fátima, desculpe, fosse estar preocupado em saber quem era melhor para efeito de ganhar a Copa de 14. Isso é uma coisa que os adversários fazem para tirar o foco de que o próximo presidente vai ter de governar e não pode ir na garupa. E tem que ter ideias também. Não só coisas que fez no passado, mas também ideias a respeito do futuro.
A comparação com futebol também foi falsa. Lula é um craque e sairá do governo com mais de 80% de aprovação. FHC saiu com baixíssima popularidade, está mais para o que chamam de “era Dunga” (sendo injusto com Dunga, porque ele, no futebol, é muito superior e vitorioso do que FHC, na presidência).
Fátima Bernardes: Mas, por exemplo, avaliar, analisar fracassos e sucessos não ajuda o eleitor na hora de ele decidir pelo voto dele?
Olha a Fátima levantando a mesma bola de novo, para ver se Serra acerta dessa vez.
José Serra: Por isso… E é isso o que eu estou fazendo. Por exemplo, mostro na saúde. Eu fui ministro da Saúde. Fiz os genéricos, os mutirões, a campanha contra a Aids que foi considerada a melhor campanha contra a Aids do mundo, uma série de coisas. A saúde, nos últimos anos, não andou bem. Por exemplo, queda, diminuição do número de cirurgias eletivas, aquelas que não precisa fazer de um dia para o outro, mas são muito importantes. Caiu, né? Pararam os mutirões. Muita prevenção que se fazia acabou ficando para trás. Faltam ainda hospitais nas regiões mais afastadas dos grandes centros. Tem problemas com as consultas, tem problemas de demoras. Enfim, tem um conjunto de coisas, inclusive relacionadas por exemplo com a saúde da mulher. Tudo isso precisa ser equacionado no presente. Eu estou apontando os problemas existentes.
Serra falou a segunda grande mentira da noite: Os genéricos não foi Serra quem fez. Foi Jamil Haddad no governo Itamar Franco (novamente ignorado por Serra).
Em seguida falou a terceira grande mentira: o programa da Aids não foi de Serra, foi de Lair Guerra e Adib Jatene.
Quanto às cirgurgias eletivas, foram elas ou as fraudes no SUS que diminuíram? Muitas cirurgias que não existiam eram cobradas e contabilizadas como se tivessem sido feitas. Além disso, as pessoas que subiram de classe social, e que arranjaram empregos formais, e tiveram acesso a planos de saúde, e não usaram o SUS, como entram nesta contabilidade?

Serra insiste em mutirões como solução em saúde para o SUS. Mutirão é quebra-galho, não é rede de saúde planejada, que o povo merece, e que funciona.

William Bonner: Agora, candidato, vamos ver uma questão… O senhor me permita, para a gente poder conversar melhor.
José Serra: Sim, sim, claro.
William Bonner: Uma questão política. Nesta eleição, existem contradições muito claras nas alianças formadas pelos dois partidos que têm polarizado as eleições presidenciais brasileiras aí nos últimos 16 anos, né? O PT se aliou a desafetos históricos. O seu partido, o PSDB, está ao lado do PTB, um partido envolvido no escândalo do mensalão petista, no escândalo que inclusive foi investigado e foi condenado de forma muito veemente pelo seu partido, o PSDB. Então, a pergunta é a seguinte: o PSDB errou lá atrás quando condenou o PTB ou está errando agora quando se alia a esse partido?

Bonner fingiu ser duro com Serra com perguntas incômodas, mas na verdade estava levantando a bola para Serra atacar o PT, tanto é que nem tocou no assunto “mensalão do DEM”, nem do mensalão tcano, do Eduardo Azeredo (PSDB/MG).

José Serra: William, é uma boa pergunta. O PTB, no caso de São Paulo, por exemplo, sempre esteve com o PSDB, de uma ou de outra maneira. Isso teve uma influência grande na aliança nacional. Os partidos, você sabe, são muito heterogêneos. O personagem principal… Os personagens principais do mensalão nem foram do PTB. Os personagens principais foram do PT, aliás, mediante denúncia do Roberto Jeferson, que era então líder do PTB.
Serra cortou a bola levantada para atacar o PT.
Mas errou feio (pela 5ª vez) ao defender Roberto Jefferson, dizendo que ele era denunciante. Não era apenas denunciante, Roberto Jefferson é réu e teve seu mandato cassado por falta de ética.

William Bonner: Os nomes de petebistas, todos, uma lista muito vasta, começando pelo Maurício Marinho.
Bonner insiste no assunto, para requentá-lo e manter em evidência na entrevista. Levantou de novo a bola para Serra cortar.

José Serra: Você tem 40 lá no Supremo Tribunal Federal…
Willlam Bonner: Não, exato.
José Serra: E o PT ganha disparado.
Serra cortou a bola levantada por Bonner para atacar o PT, se esquivando de explicar sua relação com Roberto Jefferson.
William Bonner: Mas não há nenhum constrangimento para o senhor pelo fato de esta aliança por parte do seu partido, o PSDB, ter sido assinada com o PTB pelas mãos do presidente do partido que teve o mandato cassado inclusive com votos de políticos do seu partido, o PSDB? Isso não provoca nenhum tipo de constrangimento?

O aparente “aperto” não passa de pautar a entrevista em torno de desgastar o PT.
José Serra: Olha, o Roberto Jefferson, é o presidente do PTB, ele não é candidato. Ele conhece muito bem o meu programa de governo, o meu estilo de governar. O PTB está conosco dentro dessa perspectiva. Eu não tenho compromisso com o erro. Aliás, nunca tive na minha vida. Tem coisa errada, as pessoas pagam, né? Quem é responsável por si é aquele que comete o erro, é ele que deve pagar. Eu não fico julgando. Mas eu não tenho compromisso com nenhum erro. Agora, quem está comigo sabe o jeito que eu trabalho. Por exemplo, eu não faço aquele loteamento de cargos. Para mim, não tem grupinho de deputados indicando diretor financeiro de uma empresa ou indicando diretor de compras de outra. Por quê? Para que que um deputado quer isso? Evidentemente não é pra ajudar a melhorar o desempenho. É para corrupção. Comigo isso não acontece. Não aconteceu na saúde, no governo de São Paulo e na prefeitura.

Serra errou (pela 6ª vez), por que caiu na 1ª contradição. A defesa que ele faz do relacionamento com Roberto Jefferson, contradiz as críticas que ele fez ao PT. O povo não é bobo.
Serra falou a quarta mentira: até político de Mato Grosso (Antero Paes de Barros) e Pernambuco (Roberto Freire), que estavam desempregados, ele arrumou uma boquinha na SABESP e na Prefeitura de São Paulo.
Fátima Bernardes: Candidato, nesta eleição, quer dizer, o senhor destaca muito a sua experiência política. Mas na hora da escolha do seu vice, houve um certo, um certo conflito com o DEM exatamente porque houve uma demora para o aparecimento desse nome. Muitos dos seus críticos atribuem essa demora ao seu perfil centralizador. O nome do deputado Índio da Costa apareceu 18 dias depois da sua oficialização, da convenção que oficializou a sua candidatura. É… O senhor considera que o deputado, em primeiro mandato, está pronto para ser o vice-presidente, uma função tão importante?

Fátima suavizou a pergunta. Ela teria que ter perguntado se José Roberto Arruda (ex-DEMos), seria o vice, caso não fosse preso no mensalão do DEM. Deveria perguntar também, sobre os problemas com Aécio, sobre a recusa em ser vice.



José Serra: Está. Fátima, deixa só eu te dizer uma coisa. Eu não sou centralizador. Eu sei que tenho a fama de centralizador. Mas no trabalho, eu delego muito. Eu sou mais um cobrador. Eu acompanho tudo.

Fátima Bernardes: Eu falei centralizador porque até no seu discurso de despedida do governo de São Paulo, o senhor mesmo explicou sobre essa fama de centralizador.
José Serra: Que eu não era centralizador. E todo muito que trabalha comigo sabe disso, eu delego muito. Agora, eu acompanho porque quem coordena, quem chefia tem que acompanhar para as coisas acontecerem. A questão da vice estava orientada numa direção. Por circunstancias políticas, acabou não acontecendo. E o Índio da Costa, que foi o escolhido, estava entre os nomes que a gente cogitava. Só que isso não tinha ido para a opinião pública porque senão é uma fofoca só. Fulano, cicrano, isso e aquilo. Ele disputou quatro eleições, é um homem de 40 anos e foi um dos líderes da aprovação do ficha limpa no Congresso. Eu acho que…

Fátima Bernardes: Mas a experiência dele é municipal, na verdade, não é? Ele teve três mandatos de vereador, o senhor acha que isso o qualifica?

José Serra: E um mandato deputado federal.

Fátima Bernardes: Que ele está exercendo pela primeira vez.
José Serra: Eu acho que isso o qualifica perfeitamente. O que vale é a experiência na vida pública. Tem livros sobre administração e eu insisto. Sua atuação no Congresso Nacional foi marcada pelo ficha limpa. Se você for pegar também outros vices, do ponto de vista da experiência pública, cada um tem suas limitações. Mas eu não estou aqui para ficar julgando os outros. Eu só sei que o meu vice, jovem, ficha limpa, preparado, com muita vontade, e do Rio de Janeiro, é um vice adequado. Eu me sinto muito bem com ele. Agora, devo dizer o seguinte…

Serra caiu na 2ª contradição. Ele defende seu vice dizendo que um deputado federal pela primeira vez, do baixo clero, é “perfeitamente qualificado”, enquanto tenta desqualificar Dilma, que já ocupou cargos muitos mais importantes e se saiu muito bem. Serra desmontou suas próprias críticas à Dilma, ao defender seu vice.
Quinta mentira: a ficha do vice está suja e lambuzada de merenda escolar, segundo uma vereadora, tucana acima de qualquer suspeita.
William Bonner: Candidato… Candidato.

José Serra: Eu tenho muito boa saúde. Ninguém está sendo vice comigo achando que eu não vou concluir o mandato.
Serra errou ao dizer isso. Falou demais, e errou duas vezes (7º e 8º erro):
1ª) Chamou atenção para algo que a maioria dos telespectadores não estava pensando, e foram induzidos a ser perguntar: E se o Serra faltar? É aquele Indio da Costa que será presidente?
2ª) Na prática, disse que o vice é de “brincadeirinha”, desqualificando-o, depois de tê-lo defendido.
William Bonner: Mas um vice não assume só nessas circunstâncias…
Fátima Bernardes: Trágicas.

Agora foi a Fátima quem, sem querer, colocou “a pulga atrás da orelha” do telespectador …

José Serra: Mas, enfim… Eu não sei até que ponto…
William Bonner: Candidato, eu gostaria de abordar um pouquinho também da sua passagem pelo governo de São Paulo. O senhor foi governo em São Paulo durante quatro anos, seu partido está no poder em São Paulo há 16 anos. Então é razoável que a gente avalie aqui algumas dessas ações. A primeira que eu colocaria em questão aqui é um hábito que o senhor mesmo tem de criticar o modelo de concessão das estradas federais. De outro lado, os usuários, muitos usuários das estradas estaduais de São Paulo que estão sob regime de concessão, se queixam muito do preço e da frequência com que são obrigados a parar para pedágio, quer dizer, uma quantidade de praças de pedágio que eles consideram excessiva. Pergunta: o senhor pretende levar para o Brasil inteiro esse modelo de concessão de estradas estaduais de São Paulo?

Bonner suavizou muito a pergunta. E a fez muito longa, dispersando a atenção do telespectador que não conheça os abusos dos pedágios paulistas.

José Serra: Olha, antes disso. No caso de São Paulo, tem uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes, um organismo independente: 75% dos usuários das estradas do Brasil acham as paulistas ótimas ou boas. 75%, um índice de aprovação altíssimo. Isso para as federais é apenas 25%. De cada dez estradas federais, sete estão esburacadas. São as rodovias da morte. Na Bahia, em Minas, BH, Belo Horizonte, Governador Valadares, em Santa Catarina. Enfim, por toda a parte. O governo federal fez um tipo de concessão que não está funcionando.
Serra falou a sexta mentira: nesta mesma pesquisa Pesquisa rodoviária da CNT quele citou, realizada em 2009, mostra em relação aos 87.552 quilômetros avaliados: Pavimentação (págs. 32 a 35, do Relatório Gerencial): 94,3% não apresentam buracos. De onde ele tirou essa mentira que 7 em cada 10 estão esburacadas?
William Bonner: Mas a que o senhor fez motivou críticas quanto ao preço. Então a questão que se impõe é a seguinte, candidato: não existe um meio termo? Ou o cidadão brasileiro tem uma estrada boa e cara ou ele tem uma estrada ruim e barata. Não tem um meio termo nessa história?
José Serra: Eu acho que pode ter uma estrada boa que não seja cara, se você trabalhar direito. Por exemplo, a concessão que eu fiz da Ayrton Senna. O pedágio anterior era cobrado pelo órgão estadual. Caiu para a metade o pedágio. É que realmente, geralmente, os exemplos bons não veem…
A rodovia Ayrton Senna, a única que Serra cita como tendo “reduzido” o pedágio, tem apenas 48,3 Km. E os milhares de Km das outras rodovias pedagiadas de São Paulo, cujos pedágios só subiram?
Detalhe: o pedágio da Ayrton Senna só diminuiu porque ela corre paralela à via Dutra. Se o pedágio fosse mais caro do que na Dutra, quase ninguém a usaria.
William Bonner: Mas esse modelo vai ser exportado para as estradas federais?
José Serra: Esse modelo que diminuiu pode ser adotado, porque você tem critérios para ser examinados. O governo federal fez estradas pedagiadas. Só que estão, por exemplo, no caso de São Paulo, a Régis Bittencourt, que é federal, ela continua sendo a rodovia da morte. E a Fernão Dias, Minas-São Paulo, está fechada. Você percebe? Nunca o Brasil esteve com as estradas tão ruins. Agora, tem mais: em 1000 é, é, no começo de 2003 para cá, foram arrecadados R$ 65 bilhões para transportes, para estradas na Cide. É um imposto. Sabe quanto foi gasto disso pelo governo federal? Vinte e cinco. Ou seja, foram R$ 40 bilhões arrecadados dos contribuintes para investir em estradas do governo federal que não foram utilizados. A primeira coisa que eu vou fazer, William, é utilizar esses recursos para melhorar as estradas. Não é o assunto de concessão que está na ordem do dia. É gastar. É entender o seguinte: por que de cada R$ 3 que o Governo Federal arrecadou, foram 65, ele gastou um terço disso? É uma barbaridade.
Serra errou (pela 9ª vez) ao apavorar os brasileiros com a ameaça de extender o modelo de pedágios paulista, com tarifas abusivas para o resto do Brasil.
A principal diferença nos pedágios federais na era Lula é que não são onerosos e a margem de lucro é baixa (próximo da taxa selic). O resultado é uma tarifa muito baixa. Os governos demo-tucanos paulistas fazem o contrário: concessão onerosa, que são repassadas às tarifas, e margem de lucro das concessionárias acima de 20% (um absurdo).
A sétima mentira: A rodovia Fernão Dias não está fechada.
A oitava mentira: A arrecadação da CIDE não é só para estradas. Ela é usada também para infra-estrutura do transporte urbano nas cidades, projetos ambientais, e para subsidiar o preço de combustíveis, quando necessário.
O IPVA (quase R$ 9 bilhões só em São Paulo em 2009) que é estadual e Serra recolheu como governador, é que deveria ser para conservar rodovias, e não se sabe para onde vai, nem como é gasto, já que as rodovias paulistas foram privatizadas. O cidadão paulista paga um pedágio caríssimo, e ainda paga um IPVA também bastante caro.
Fátima Bernardes: Nós estamos…

José Serra: Por isso as estradas federais estão nessa situação. Desculpa, Fátima, fala.
Fátima Bernardes: Não, candidato. É que como nós temos um tempo, eu queria dar ao senhor os 30 segundos para o encerramento, para o senhor se dirigir ao…
José Serra: Já passou?!

Fátima Bernardes: Já passou, já estamos, olhe lá, Onze e quarenta e sete e os seus eleitores.

José Serra: Olha, eu vim aqui, queria, em primeiro lugar, agradecer a vocês por essa oportunidade. Eu tenho uma origem modesta, meus pais eram muito modestos. Eu acho que eles nunca sonharam que um dia eu estaria aqui no Jornal Nacional, que eles assistiam diariamente, aliás pela segunda vez, falando como candidato a presidente da República. Eu devo a eles até onde eu cheguei. Devo a eles, devo à escola pública e acabei virando professor universitário, mas também sempre ligado às questões públicas, desde que eu fui presidente da União Nacional dos Estudantes até hoje. O que eu peço hoje…
Serra ensaiou, ensaiou, ensaiou… e o que saiu foi isso aí.

William Bonner: Seu tempo, candidato.


José Serra: Para concluir é o seguinte: eu acho que o Brasil pode continuar e pode melhorar muito. O que eu queria pedir às pessoas…
William Bonner: Candidato, o senhor me obriga a interrompê-lo, me perdoe, me perdoe.
José Serra: Não posso nem falar um pouquinho?
William Bonner: É em respeito… Não posso. Porque é em respeito aos demais candidatos que estiveram aqui. E eu sei que o senhor vai compreender. E eu quero agradecer a sua presença aqui.
José Serra: Não. Eu compreendo. Obrigado.
Quem pensou que Bonner foi “durão” com Serra, não conhece o outro lado da história.
Se o tempo fosse a mais para Serra, Dilma e Marina teriam direito a voltar ao Jornal Nacional outro dia para completar o tempo igual para todos, de acordo com as leis eleitorais.
fonte:conversa afiada

Papo de comadres

William Bonner conseguiu fazer uma entrevista com Serra e só levantar fatos negativos do... PT.

Depois de quase morder a Dilma, e também entrevistar Marina só falando mal do PT, o âncora do Jornal Nacional hoje apresentou à nação brasileira o seu herói, o seu campeão. Ótimo. É bom que a Globo se agarre ao máximo ao tucano. Porque assim quando Serra tropeçar na vitória acachapante de Dilma Rousseff, irá arrastar consigo boa parte do império platinado.
Daí teremos que começar a pensar, com muita seriedade, numa estratégia coordenada para enfrentar os gigantes midiáticos das Américas, mais que nunca coligados para minar os esforços de aliança política entre as nações latinas.
A vitória de Dilma será importante para todos os países emergentes do mundo, que verão o Brasil derrotar um ventríloquo de interesses norte-americanos e poderão assim lidar melhor com os seus próprios pilantras.
Agora é fácil entender porque Dilma erra mais que Serra. O tucano não se arrisca. Não fala nada de objetivo, de específico. Suas promessas são vagas, genéricas. Repete bordões em linguagem infantilizada: "eu não compactuo com erro". Alguém podia compilar as obviedades que Serra brande como se fossem frases de Confúcio e publicar como livrinho de comédia besteirol.

O Globo resolveu vir com força total para cima de Dilma, e vai usar a TV.
Felizmente vai começar logo o horário eleitoral, e temos regras bastante rígidas quanto ao uso da TV com parcialidade. Mesmo assim, eles vem com tudo agora. Os grupos de mídia querem voltar ao poder para gerenciar as mudanças tecnológicas que revolucionarão o universo da informação nos próximos anos. A convergência da TV digital com a internet banda larga é uma realidade e vai transformar totalmente o mercado, porque irá trazer para o setor as gigantes da área de telecomunicação, o comércio eletrônico e os mercados de ferramentas de busca, opinião e redes sociais. Outro interesse dos latifundiários da mídia vem das agências de publicidade, de olho nas contas bilionárias do governo e de suas estatais.

por Miguel do Rosário/óleo do diabo

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Lula critica tratamento a Dilma no Jornal Nacional

Pelo menos 15.000 pessoas lotaram ontem à noite a Praça da Estação, na área central de Belo Horizonte, para participar do primeiro comício realizado em Minas com a presença do presidente Lula e de seus candidatos à Presidência, Dilma Rousseff (PT), e ao governo estadual, Hélio Costa (PMDB). Lula iniciou seu discurso entregando a Dilma uma rosa vermelha e criticando o tratamento oferecido à candidata pelo apresentador do Jornal Nacional, William Bonner, que a interrogou na noite de segunda-feira.


“Essa rosa simboliza a calma e a tranquilidade que você teve quando foi entrevistada pelo Jornal Nacional. Eu esperava, pelo fato de você ser mulher e candidata, que o entrevistador tivesse um pouco mais de gentileza”, afirmou o presidente.

Tanto Lula quanto Dilma criticaram as oposições durante os discursos que dirigiram aos mineiros. O presidente voltou a responsabilizar o PSDB de José Serra pela redução das verbas disponíveis ao governo para investimento em saúde.
“Foi o partido dele que tirou R$ 40 bilhões por ano da saúde. Em três anos eles tiraram R$ 120 bilhões que a gente ia gastar na Saúde. E tiraram para depois dizerem na campanha que a saúde não está boa”.
Dilma citou os 14 milhões de postos de trabalho criados nos últimos sete anos e os 31 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média. E pediu que os eleitores reflitam na hora de escolher o próximo presidente da República.
“Nesta eleição, temos de decidir o país que queremos: o país do desenvolvimento ou da estagnação; o país do desemprego ou dos 14 milhões de empregos; o país em que as pessoas viviam à base de luz de vela e do candeeiro, ou do Luz para Todos que iluminou esse país de ponta a ponta”.
O comício de Belo Horizonte foi antecedido pela participação do presidente Lula em atos oficiais no município de Divinópolis. Ele inaugurou prédios do campus da Universidade de São João del Rei, entregou 102 moradias do Programa Minha Casa, Minha Vida e comandou a solenidade de assinatura de contrato para construção de outras 311 casas e apartamentos para famílias de baixa renda.
fonte: Brasilia Confidencial

jn age como porta-voz de Serra,

O Conversa Afiada reproduz texto do site Amigos do Presidente Lula:

JN age como porta-voz de Serra, usando entrevista de Marina para atacar PT
Todo mundo sabe que José Serra não tem coragem de atacar Lula, nem Dilma, nem o PT frente-a-frente, e só ataca pelas costas.
Serra usa o PIG (imprensa golpista, capitaneada pela Globo) para atacar Lula, Dilma e o PT.
Pois ontem, a entrevista no Jornal Nacional era com Marina Silva, do PV, mas o casal Bonner foi escalado para passar quase metade do tempo atacando o PT, requentando a campanha de 2006 com o assunto mensalão.
Bonner perguntou porque ela ficou silenciosa na época do escândalo. Marina quase respondeu à altura. Ela chegou a ensaiar uma crítica ao PIG, ou seja, à Globo, dizendo que ela se pronunciava, mas não tinha ninguém para dar voz ao que ela dizia.
Bonner perguntou se quem não dava voz era “dentro do governo, dentro do partido”, ela deveria ter respondido que era a imprensa, inclusive a própria Globo, mas aí amarelou, e respondeu apenas “dentro, fora”.
Agora, vamos ver se na hora de entrevistar José Serra, se a Globo vai perguntar porque o Serra não veio a público falar do Mensalão Tucano, e porque hoje vai toda semana a Minas fazer campanha de braços dados com Eduardo Azeredo (PSDB/MG), e está também de braços dados com Roberto Jefferson (PTB/RJ).

fonte:conversa afiada

Dilma: Vamos decidir se queremos o país do desenvolvimento ou da estagnação

Na histórica Praça da Estação, no centro da cidade onde nasceu, a candidata à presidência Dilma Rousseff convocou ontem (10) os eleitores a decidir, no dia 3 de outubro, o país que desejam. No comício que reuniu 15 mil pessoas em Belo Horizonte, Dilma falou sobre o legado do governo Lula.
Ela citou os 14 milhões de postos de trabalho criados nos últimos sete anos e os 31 milhões de brasileiros que ascenderam à classe média. E pediu que os eleitores façam uma reflexão na hora de escolher o próximo presidente da República.
“Nesta eleição, temos de decidir o país que queremos. O país do desenvolvimento ou da estagnação? O país do desemprego ou dos 14 milhões de empregos? O país em que as pessoas viviam à base de luz de vela e do candeeiro, ou do Luz para Todos que iluminou esse país de ponta a ponta?”, disse Dilma.
A candidata acrescentou que a população de baixa renda não tinha a perspectiva de ter a casa própria até o governo assumir a meta de construir 1 milhão de moradias pelo programa Minha Casa Minha Vida. “Nós temos de decidir se queremos o país com a autoestima elevada, de cabeça erguida, que olha para o futuro com confiança ou aquele país que estava de joelho diante do Fundo Monetário Internacional e que as pessoas não tinham esperança nem dignidade”, afirmou.
Já o presidente Lula convocou os adversários a comparar os legados. Segundo ele, a oposição errou quando apostou que a aprovação recorde de seu governo não influenciaria a sucessão presidencial.
“Nós estamos dispostos a fazer comparação. Estamos dispostos a passar o país a limpo e discutir qualquer tema”, disse o presidente, após entregar a Dilma uma rosa por seu bom desempenho na entrevista concedida ontem à noite ao Jornal Nacional da TV Globo.
O presidente acrescentou que seu maior legado é ter indicado uma mulher para disputar sua sucessão. “Não tive medo de escolher uma mulher. Este é o meu maior legado. A Dilma conquistou o respeito dentro do meu governo. Ela sabe fazer, está preparada para fazer e vai governar esse país com sabedoria.”
Fonte:PT Nacional

terça-feira, 10 de agosto de 2010

20 perguntas que o JN não irá fazer ao Serra

O Jornal Nacional entrevistará na próxima quarta-feira o candidato José Serra, está é a grande oportunidade para a rede Globo, que se diz a mais popular, de tirar algumas dúvidas da cabeça da população, afinal William Bonner e Fátima Bernardes têm compromisso com a verdade, ou isso já não vale mais?


São várias perguntas que todos querem saber as respostas de Serra, como porque fechou as comportas do Rio Tietê evitando que regiões mais nobres fossem alagadas o que acabou inundando bairros populares.
Porque inventa que cria programas e ideias de outros e saí pelos quatro cantos do país a dizer que são suas?
Por que semana sim a outra também maltrata e agride entrevistadores e jornalistas que lhe perguntam o que todos nós só queremos saber as respostas que Serra tem para essas 20 perguntas que o casal 20 não deverá fazer:

1. Como é a sociedade da sua filha Verônica Serra com a filha do Daniel Dantas?

2. Que tabela de custo Serra usou para tornar os pedágios mais caros do país?

3. Quantas vezes Serra bateu o martelo em leilões para privatizar estatais lucrativas?

4. Qual parede de sua casa está pendurado o quadro com o diploma de economista?

5. O Serra sabe quantas famílias ainda estão sem casa no caso do buraco do Metrô?

6. Porque os tucanos nos 15 anos de governo em São Paulo não enfrentaram o PCC?

7. Se quando ele era jovem e aluno do ginásio achava certo bater em professor?

8. Qual é o lucro de aplicar os recursos da saúde no mercado financeiro?

9. O que Serra pensava da UDN quando foi presidente da UNE?

10. Porque agora vive ao lado e acredita no DEM a nova UDN?

11. Porque ele não gosta do Alckmin e prefere o Kassab?

12. É verdade que o FHC é um pai para o Serra?

13. Serra acha que mineiro é tonto e não percebeu o que fez com Aécio?

14. Porque ninguém quer colocar sua foto no material de campanha no país inteiro?

15. Porque parou de falar que o programa de distribuição de renda é o Bolsa Esmola?

16. Em nome de quem está a mansão que mora e não está na declaração de renda?

17. Porque não gosta de nordestino, e se não gosta de nortista também?

18. Serra parou de falar que criou o FAT, os genéricos e o seguro desemprego?

19. Se o Serra continua a achar que filho de pobre pode estudar sem o ProUni?

20. Não tinha um vice melhor o Indio que o que teve de engolir?
Vamos aguardar quem sabe a direção da Globo tente disfarçar que não é aliada do Serra e faça alguma e o programa poderia ser exibido em um telão instalado no terreno ao lado do prédio da Globo em São Paulo que usaram por 12 anos sem pagar nada, ou seja, invadiram a área pública com permissão dos tucanos.

* Celso Jardim/blog da dilma

Dilma engole casal 20 do jn

William Bonner estreou as pseudo-sabatinas do jornal nacional com Dilma Roussef.

A primeira pergunta dá o tom do preconceito elitista do PiG(*).
Tentar desqualificar Dilma do ponto de vista intelectual e político faz parte da ideologia pigo-tucana de supor que os trabalhistas são despreparados e o Serra e o FHC uma combinação de Albert Einstein com Winston Churchill.
O Bonner tentou também vestir Dilma com a marca do “temperamento difícil”.
Trata-se de uma observação que se baseia em elementos factuais indiscutíveis:
O que é “difícil” e onde ela demonstrou que tem um temperamento difícil?
O que diria William Bonner do temperamento dócil, suave, simpático e leal do candidato da PiGlobo, José Serra.
Aliás, prevalece a dúvida, quem terá sido o Espírito Santo de orelha das perguntas do casal vinte: José Serra ou Ali Kamel?
Observe-se a generosidade conjugal de Fátima Bernardes que salvou o marido quando Dilma lhe disse: você deveria me perguntar onde que o PT acertou.
Bonner perdeu o prumo.
Quem mandou não ter bagagem para entrevistar a futura presidente do Brasil?
Aí, Fátima entregou a bandeja à Dilma e perguntou sobre saneamento básico e Dilma falou do Pavão-Pavãozinho, Alemão e Rocinha e calou a boca desses pálidos representantes de um PiG moribundo.
Quem mandou não chamar a Regina Duarte para a bancada ?
Quem mandou não chamar a Miriam Leitão ?
Quem mandou não chamar o Jabour ?
Para enfrentar a Dilma a Globo tem analistas isentos e equilibrados de outro calibre.

Este ordinário blogueiro aguarda ansioso as perguntas do casal 20 ao José Serra.
Paulo Henrique Amorim

(*) Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Blog do Nassif: Com direito de resposta para o PT, TSE ensina jornalismo a Veja

Por Luis Nassif, em seu blog
Foi necessário a Justiça Eleitoral atender a um pedido do maior partido político brasileiro, para o estado de direito e o jornalismo começarem a ganhar algum espaço na Veja.
Ao longo dos últimos anos, a revista praticou toda sorte de abusos, de acusações falsas ou não comprovadas, assassinou e fabricou reputações, de acordo com suas conveniências de ordem comercial e/ou política.
Há muito tempo deveria ter sido enquadrada. Não para impedir o exercício da liberdade de imprensa, mas para impor um mínimo de responsabilidade à máquina de assassinar reputações em que ela se converteu.
A facilidade de mentir, acusar, achincalhar, adquiriu níveis epidêmicos na revista. Especialmente devido à blindagem da Primeira Instância na Vara de Pinheiros, atrasando por anos a condenação da revista, impedindo o direito de resposta imediato - a rapidez do direito de resposta é diretamente proporcional à sua eficácia.
Agora, condenada a publicar o Direito de Resposta do PT, confira-se a matéria da revista sobre os fundos de pensão: é evidente que os advogados passaram a ler as matérias, antes de sair, para evitar mais condenações.
Duas edições antes, a revista afirmava peremptoriamente que havia um grupo de inteligência da campanha de Dilma montando dossiês contra adversários. Esse grupo teria sido o responsável pelo suposto vazamento da declaração de Eduardo Jorge.
Nesta semana, depois da decisão do TSE, a matéria não fala mais em dossiês preparados pela campanha de Dilma, mas em "grupo do partido ligado à campanha de Dilma", suficientemente vago para impedir uma nova ação.
Mas adiante, diz que Eduardo Jorge "teve seu sigilo fiscal quebrado, mas até hoje não se sabe quem são os autores do crime". Eduardo Jorge "suspeita também que o sigilo de uma de suas contas no Banco do Brasil também foi quebrado". Tudo no condicional, sem afirmações peremptórias, sem acusações gratuitas, antes de dispor de provas.

Ibope aponta vantagem para petistas no Rio Grande do Sul

Um dos raros estados em que José Serra (PSDB) continuava à frente de Dilma Rousseff em todas as pesquisas de intenção de voto, o Rio Grande do Sul tornou-se, na semana passada, mais um em que Dilma passou a liderar a disputa pela Presidência da República. Resultado apurado pelo Ibope e publicado ontem pelo grupo RBS aponta 42% para Dilma e 40% para Serra. A diferença favorável à petista está dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, mas mesmo a situação de empate técnico é inédita no estado para o confronto dos dois candidatos. Há um mês a vantagem de Serra sobre Dilma estava próxima de 10 pontos. Agora a petista aparece à frente na pesquisa estimulada, na pesquisa espontânea e também na simulação de segundo turno.

O histórico da pesquisas do Ibope junto ao eleitorado gaúcho indica que, em um mês, Dilma cresceu 5 pontos entre os homens e também 5 pontos entre as mulheres, enquanto os índices obtidos por Serra caíram 4 pontos entre os homens e 7 entre as mulheres. Agora a candidata do PT obteve 46% das intenções de voto junto ao eleitorado masculino, enquanto Serra obteve 37%. Entre as eleitoras, a vantagem de Serra caiu para 3 pontos percentuais.
Quando o foco está na situação econômica do entrevistado, Dilma atinge 46% entre eleitores com renda familiar mensal de dois até cinco salários mínimos. Entre os eleitores com renda familiar acima de cinco mínimos, Serra alcança 41%. .
A pesquisa Ibope também reafirma a liderança do candidato do PT ao governo gaúcho. Tarso Genro obteve 37% das intenções de voto. O segundo colocado, José Fogaça (PMDB) obteve 31%. A governadora Yeda Crusius (PSDB) caiu 4 pontos em relação à pesquisa anterior e ficou com 11%. Yeda mantém-se líder de rejeição. Nada menos de 41% dos eleitores disseram que não votariam nela de jeito nenhum. Os índices de rejeição a Fogaça e a Tarso são, respectivamente, 10% e 5%.


AYRTON CENTENO/Brasilia Confidencial