O vereador por Cuiabá Lúdio Cabral (PT) foi sem dúvida o maior destaque da audiêcia pública promovida pela Assembleia e pelas Câmaras de Cuiabá e Várzea Grande para discutir a saúde no Estado. O parlamentar, que é médico e preside a Comissão de Saúde no Legislativo da Capital, criticou a implantação das Organizações Sociais de Saúde (OSS) e ainda sugeriu que a AL investigue a secretaria comandanda atualmente por Pedro Henry (PP). "A terceirização não é um bom caminho. A própria secretaria tem o exemplo do Idep, que é uma verdadeira caixa preta. Fica a dica para os deputados investigarem", alfinetou Lúdio, que foi aplaudido de pé e não conseguiu esconder a satisfação.
De acordo com ele, o Instituto de Desenvolvimento de Programas (Idep) teria um contrato milionário com o Estado. A entidade é responsável por desenvolver os Programas de Saúde da Família nos bairros Jardim Palmeira I e II, Boa Esperança, Nossa Senhora Aparecida e Itamaraty e o Programa Guarapiranga, que promove a vacinação de populações que vivem em assentamentos rurais.
Outra sugestão do vereador à AL foi uma auditoria em todas as unidades de Saúde do Estado para verificar quanto se tem investido e como anda a qualidade do atendimento. As alfinetadas de Lúdio, contudo, não se limitaram aos deputados. Henry também entrou na mira do vereador, que rebateu as afirmações do secretário de que o Estado estaria gastando mal os recursos destinados à pasta por pagar cerca de oito vezes mais do que o necessário por cada procedimento médico que é realizado. "O que se tem que analisar é porque o hospital público gasta mais do que os outros. Se eles gastarem, mas conseguirem prestar um bom atendimento, que bom que o Estado tem condições de bancar isso", ressaltou.
Lúdio também afirmou que se sentiu "provocado" por Henry, quando ele argumentou não ter recebido nenhuma proposta diferente da implantação das OSS para conseguir colocar o Hospital MeO parlamentar sugeriu então que fosse realizado um estudo e um plano de trabalho para a unidade, definindo quais serão suas atribuições e características, para que assim se possa desenvolver uma segunda sugestão. "O que eu não posso aceitar é me convencer que as OSS são a melhor opção só com o argumento de que o gestor público não tem capacidade para adminitrar a unidade", pontuou.
Fonte: rd news
Laura Nabuco

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