Programa criado pela Prefeita Maria do Carmo Lara (PT) já atende 10 mil alunos com ampliação da permanência de crianças e adolescentes nas escolas e atividades extraclasses
De oito a dez horas diárias no ambiente escolar. Três a cinco refeições diárias balanceadas. Aulas educação ambiental, afetividade e sexualidade, direitos humanos, percussão, fanfarra, coral, musicalização, dança, artes visuais, práticas circenses, teatro, capoeira, informática, recreação, futebol, futsal, vôlei, natação, taekwondo, letramento, matemática, gastronomia e ainda, acompanhamento pedagógico com ênfase nas disciplinas de Português e Matemática. Dessa forma, o Programa Escola da Gente da Prefeitura de Betim (MG) encerra seu 3º ano de atividades e comemora a marca de 10 mil alunos da rede de educação acolhidos, com idades entre seis e 14 anos.
O Escola da Gente proporciona atividades estruturadas dentro do programa Mais Educação, do Governo Federal, cujo objetivo é aumentar a oferta educativa nas escolas públicas por meio de atividades optativas e melhorar o ambiente escolar. Em Betim, o programa inclui 32 escolas da rede de educação integral do município e aposta em atividades diversificadas para assegurar o desenvolvimento humano das crianças, sobretudo, para elevar a aprendizagem e contribuir para redução dos índices de criminalidade na cidade.
Localizadas em regiões de vulnerabilidade social, por intermédio da Prefeitura, as unidades escolares foram escolhidas pelo Ministério da Educação (MEC) de acordo com o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Além das escolas, essas atividades são realizadas em diferentes espaços da comunidade, como clubes, praças, sítios, salões paroquiais, complexos esportivos e outros. A proposta da Prefeitura é estender o Escola da Gente para toda a rede de ensino municipal até 2012.
Na visão da prefeita de Betim, Maria do Carmo Lara (PT), mais que um programa de educação integral, o Escola da Gente pretende aprimorar a qualidade do ensino a partir da formação cidadã das crianças e adolescentes, num modelo de cidade educadora, no qual poder público e sociedade se unem para ampliar e fortalecer a instituição escolar. “Estamos oferecendo uma educação multisetorial, conjugando políticas públicas, novos espaços, novas formas de disseminar o conhecimento. Não tenho dúvida nenhuma de que é por meio da educação que vamos mudar o quadro social da nossa cidade e do nosso país”.
Educação além da escola – Segundo a prefeita Maria do Carmo Lara, desde junho de 2009, quando o programa foi criado, a prefeitura oferece formação integral para os alunos da educação fundamental e oportunidades para que eles conquistem seu espaço na sociedade. “Com as crianças na escola em tempo integral, os pais podem, inclusive, exercer uma atividade profissional em tempo integral com a certeza de que seus filhos não estarão nas ruas, suscetíveis à violência e às drogas”, ressaltou Maria do Carmo Lara.
O programa tem o envolvimento de diversas secretarias da Prefeitura, dos funcionários municipais, dos parceiros, da comunidade e das famílias dos alunos. O resultado é que, além de uma formação melhor para os estudantes, os familiares também passam a ter mais acesso à cultura, saúde e esporte por meio de eventos, visitas a museus, espetáculos, cinema e excursões. Para a prefeita Maria do Carmo Lara, os investimentos em programas sociais e educacionais como o Escola da Gente, contribuem consideravelmente na queda da criminalidade na cidade. “Desta forma, garantimos, além do ensino regular, oficinas culturais, artísticas e esportivas durante todo o dia. Para a família é uma tranquilidade saber que os filhos não ficam na rua enquanto os pais trabalham”, ressalta Maria do Carmo.
fonte:PT nacional
Este espaço foi criado para os filiados e simpatizantes do Partido dos Trabalhadores de Lucas do Rio Verde,para que juntos possamos construir um municipio melhor. O Blog é um espaço de comunicação, uma forma de divulgar nosso trabalho.Dê a sua opinião, participe.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
Avaliação positiva do governo Dilma aumenta, mostra pesquisa CNI/Ibope
O percentual de entrevistados que avaliam o governo Dilma Rousseff como ótimo ou bom aumentou de 51%, em setembro, para 56%, em dezembro – mesmo índice registrado em março.
Para 32%, a gestão atual é regular, ante 34%, e 9% a consideram ruim ou péssima, ante 11%. Os dados fazem parte da pesquisa encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao Ibope.
As expectativas positivas (ótima ou boa) em relação ao resto do mandato também melhoraram, de 56%, em setembro, para 59%, em dezembro. O índice dos que acreditam que o restante do governo será regular diminuiu de 26% para 24% e o dos que esperam que será ruim ou péssimo caiu de 11% para 10%.
Segundo a pesquisa, 72% da população aprovam a maneira de Dilma governar, praticamente o mesmo índice registrado em setembro (71%) e 21% a desaprovam, igual ao registrado em setembro. Os demais não responderam ou não souberam responder.
O levantamento aponta que 68% disseram que confiam na presidenta Dilma e que 26% não confiam, os mesmos índices verificados na pesquisa anterior.
O percentual de entrevistados que consideram o governo Dilma melhor do que o do seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva, caiu de 15%, em setembro, para 12% em dezembro. Para 57%, o governo é igual ao de Lula, ante 55%, e 28% o consideram pior, ante 26%.
A pesquisa foi feita entre os dias 2 e 5 de dezembro, com 2.002 entrevistados em 142 municípios. A margem de erro é 2 pontos percentuais para mais ou para menos.
(Juliana Andrade - Agência Brasil)
Avaliação de Dilma no fim do 1º ano supera a de Lula e FHC
Na comparação entre os governos Dilma Rousseff, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, a avaliação de "ótimo ou bom" da presidente é a melhor da série histórica do final do primeiro ano de mandato, segundo pesquisa CNI/Ibope divulgada na manhã desta sexta-feira (16)
Dilma registrou 56% (mesmo índice alcançado em março), enquanto Lula tinha 41% e Fernando Henrique, 43%.
Avaliação positiva do governo Dilma sobe para 56%, diz CNI/Ibope
No começo do primeiro ano de mandato, avaliado em março, Dilma também tinha 56%. Já Lula estava 51% e FHC, com 41%.
A pesquisa mostra que a avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff voltou a subir entre setembro e dezembro. O índice de pessoas que consideram a gestão como ótima/boa passou de 51% para 56%.
A aprovação pessoal da presidente ficou praticamente estável --passou de 71% para 72%. Essa é a quarta pesquisa CNI divulgada neste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Foram entrevistados 2.002 pessoas em 142 municípios, entre os dia 2 e 5 de dezembro.
FONTE: Folha .com
Dilma registrou 56% (mesmo índice alcançado em março), enquanto Lula tinha 41% e Fernando Henrique, 43%.
Avaliação positiva do governo Dilma sobe para 56%, diz CNI/Ibope
No começo do primeiro ano de mandato, avaliado em março, Dilma também tinha 56%. Já Lula estava 51% e FHC, com 41%.
A pesquisa mostra que a avaliação positiva do governo da presidente Dilma Rousseff voltou a subir entre setembro e dezembro. O índice de pessoas que consideram a gestão como ótima/boa passou de 51% para 56%.
A aprovação pessoal da presidente ficou praticamente estável --passou de 71% para 72%. Essa é a quarta pesquisa CNI divulgada neste ano. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Foram entrevistados 2.002 pessoas em 142 municípios, entre os dia 2 e 5 de dezembro.
FONTE: Folha .com
sábado, 26 de novembro de 2011
Processo contra prefeito de São Paulo pode chegar a R$ 1,1 bilhão
O Ministério Público Estadual deu valor de R$ 1,1 bilhão à ação civil proposta em razão de supostas fraudes no contrato da Prefeitura de São Paulo com a Controlar, empresa responsável pela inspeção veicular na cidade. Para o MPE, a Prefeitura deve devolver R$ 54 milhões arrecadados com as multas e R$ 420 milhões pagos pelos motoristas como taxa de inspeção. O restante serviria para indenizar a Prefeitura e os motoristas por danos morais e materiais.
Nesta sexta-feira, 25, a justiça determinou o bloqueio dos bens do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), do secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), e dos empresários Carlos Seabra Suarez e sua mulher, Abigail Suarez, donos da CS Participações. Eles eram proprietários da Controlar, cujo controle foi repassado à CCR por R$ 173,7 milhões em 2009, pouco depois da reeleição de Kassab.
A decisão foi tomada para salvaguardar o pagamento dos supostos prejuízos aos cofres públicos e aos donos de veículos em São Paulo. Trata-se do mais duro golpe judicial sofrido por Kassab desde que assumiu o cargo, em 2006.
O MPE queria a suspensão imediata da inspeção por causa de ilegalidades, fraudes e irregularidades no contrato, mas o juiz Domingos de Siqueira Frascino, da 11ª Vara da Fazenda Pública, decidiu manter a inspeção veicular e fazer uma nova licitação em 90 dias para a escolha de outra empresa. Enquanto isso, os donos de veículos continuam obrigados a fazer o teste de seus carros.
fonte: o estadão
Nesta sexta-feira, 25, a justiça determinou o bloqueio dos bens do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), do secretário municipal do Verde e do Meio Ambiente, Eduardo Jorge (PV), e dos empresários Carlos Seabra Suarez e sua mulher, Abigail Suarez, donos da CS Participações. Eles eram proprietários da Controlar, cujo controle foi repassado à CCR por R$ 173,7 milhões em 2009, pouco depois da reeleição de Kassab.
A decisão foi tomada para salvaguardar o pagamento dos supostos prejuízos aos cofres públicos e aos donos de veículos em São Paulo. Trata-se do mais duro golpe judicial sofrido por Kassab desde que assumiu o cargo, em 2006.
O MPE queria a suspensão imediata da inspeção por causa de ilegalidades, fraudes e irregularidades no contrato, mas o juiz Domingos de Siqueira Frascino, da 11ª Vara da Fazenda Pública, decidiu manter a inspeção veicular e fazer uma nova licitação em 90 dias para a escolha de outra empresa. Enquanto isso, os donos de veículos continuam obrigados a fazer o teste de seus carros.
fonte: o estadão
“Fraude” do Estadão chega ao Jornal Nacional
A notícia publicada no Estadão, de que o Ministério das Cidades teria fraudado um parecer técnico para elevar o custo de uma das obras da Copa em Mato Grosso, foi parar no Jornal Nacional, com um texto cuidadosamente elaborado para confundir o espectador. Destaco os fatos que foram negligenciados pelo âncora:
■a mudança do projeto representou obviamente um grande avanço em termos de tecnologia, correção ambiental e qualidade do transporte;
■o parecer do técnico Higor de Oliveira não era uma advertência do oráculo de Delfos, nem a conclusão final de uma auditoria externa. Deveria naturalmente ser examinado, corrigido e, como foi o caso, substituído por um parecer mais fundamentado e condizente à necessidade de transformar as obras da Copa em oportunidade para desenvolvimento de modelos mais avançados de transporte urbano. A diretora Luiz Gomide, que assinou o novo parecer, afirmou que sua função no ministério é justamente essa: ela é a chefe, não Higor; ela tem essa prerrogativa.
■o governo do Mato Grosso, que vai bancar 70% do custo da obra, não queria uma nova “linha rápida de ônibus”, conforme orientava o parecer inicial; o governador Silval Barbosa já deu entrevistas afirmando que, desde o início, fez pressão aberta e transparente junto ao Executivo para que a obra fosse um VLT, ou seja, um trem de superfície moderno. Como é o governo do MT que está pagando a maior parte da obra, imagino que ele deva ter a palavra final sobre o tipo de obra que deseja em seu estado.
■não houve fraude; o documento final foi substituído por outro.
Os objetivos do JN de produzir um clima de escândalo é turvado, no entanto, pelas imagens de vídeo, onde são exibidas ao telespectador cenas de ônibus trafegando em linhas congestionadas, seguidas de outras onde vemos um moderno trem de superfície deslizando sem obstáculos por uma cidade.
O Estadão hoje volta à carga, botando o CGU na história. A manipulação continua
A Controladoria Geral da União é um dos órgãos mais importantes da administração pública, mas também não é um oráculo de Delfos. A obra sequer foi iniciada. Não se trata aqui – ao menos por enquanto – de um problema de desvio de verba. O CGU fez ressalvas, justas, a falhas de informação, só isso. O CGU não tem poder para decidir se uma obra deve ser feita ou não no país. O CGU não tem competência para decidir se é melhor para Cuiabá tem uma nova linha rápida de ônibus ou um moderno trem de superfície. Temos uma hierarquia no Estado. Quem decide uma obra é o governador, o ministro, a presidente, ou seja, os poderes executivos que foram eleitos e tem obrigação moral e eleitoral (a obrigação eleitoral não é imoral, como tantas vezes a mídia faz pensar; muito pelo contrário) de oferecer aos cidadãos a melhor opção de transporte urbano, não o mais “barato”.
A denúncia do Estadão é fraca, apesar da tentativa do Jornal Nacional de anabolizá-la. Tanto é fraca que outros jornais não embarcaram. O Estadão ficou sozinho na empreitada. A Folha sequer menciona a palavra fraude. Apenas publica, na página A4, que “Pressão dos Estados fez Dilma alterar projetos da Copa-2014“, o que me parece mais um elogio do que outra coisa, visto que demonstra o caráter democrático e flexível da presidente. E o Globo, numa surpreendente demonstração de prudência, fala somente em “suspeita de fraude” ou “suposta fraude”.
E o áudio da reunião onde se discutiu a mudança do parecer chegou ao JN, mas não traz dessa vez nenhum termo impróprio, sequer uma gíria, tampouco a insinuação de qualquer ilícito, apenas frases absolutamente técnicas com críticas ao documento e comentando que havia decisão política de fazer o trem VLT, não ônibus.
Enfim, a “denúncia” pode até produzir algum ruído político e comover os incautos de sempre, mas não é daquelas que derrubam ministro. Pelo jeito, a mídia vai ter de engolir a sua segunda derrota em algumas semanas, depois da tentativa gorada de derrubar Carlos Lupi.
fonte: o cafezinho
■a mudança do projeto representou obviamente um grande avanço em termos de tecnologia, correção ambiental e qualidade do transporte;
■o parecer do técnico Higor de Oliveira não era uma advertência do oráculo de Delfos, nem a conclusão final de uma auditoria externa. Deveria naturalmente ser examinado, corrigido e, como foi o caso, substituído por um parecer mais fundamentado e condizente à necessidade de transformar as obras da Copa em oportunidade para desenvolvimento de modelos mais avançados de transporte urbano. A diretora Luiz Gomide, que assinou o novo parecer, afirmou que sua função no ministério é justamente essa: ela é a chefe, não Higor; ela tem essa prerrogativa.
■o governo do Mato Grosso, que vai bancar 70% do custo da obra, não queria uma nova “linha rápida de ônibus”, conforme orientava o parecer inicial; o governador Silval Barbosa já deu entrevistas afirmando que, desde o início, fez pressão aberta e transparente junto ao Executivo para que a obra fosse um VLT, ou seja, um trem de superfície moderno. Como é o governo do MT que está pagando a maior parte da obra, imagino que ele deva ter a palavra final sobre o tipo de obra que deseja em seu estado.
■não houve fraude; o documento final foi substituído por outro.
Os objetivos do JN de produzir um clima de escândalo é turvado, no entanto, pelas imagens de vídeo, onde são exibidas ao telespectador cenas de ônibus trafegando em linhas congestionadas, seguidas de outras onde vemos um moderno trem de superfície deslizando sem obstáculos por uma cidade.
O Estadão hoje volta à carga, botando o CGU na história. A manipulação continua
A Controladoria Geral da União é um dos órgãos mais importantes da administração pública, mas também não é um oráculo de Delfos. A obra sequer foi iniciada. Não se trata aqui – ao menos por enquanto – de um problema de desvio de verba. O CGU fez ressalvas, justas, a falhas de informação, só isso. O CGU não tem poder para decidir se uma obra deve ser feita ou não no país. O CGU não tem competência para decidir se é melhor para Cuiabá tem uma nova linha rápida de ônibus ou um moderno trem de superfície. Temos uma hierarquia no Estado. Quem decide uma obra é o governador, o ministro, a presidente, ou seja, os poderes executivos que foram eleitos e tem obrigação moral e eleitoral (a obrigação eleitoral não é imoral, como tantas vezes a mídia faz pensar; muito pelo contrário) de oferecer aos cidadãos a melhor opção de transporte urbano, não o mais “barato”.
A denúncia do Estadão é fraca, apesar da tentativa do Jornal Nacional de anabolizá-la. Tanto é fraca que outros jornais não embarcaram. O Estadão ficou sozinho na empreitada. A Folha sequer menciona a palavra fraude. Apenas publica, na página A4, que “Pressão dos Estados fez Dilma alterar projetos da Copa-2014“, o que me parece mais um elogio do que outra coisa, visto que demonstra o caráter democrático e flexível da presidente. E o Globo, numa surpreendente demonstração de prudência, fala somente em “suspeita de fraude” ou “suposta fraude”.
E o áudio da reunião onde se discutiu a mudança do parecer chegou ao JN, mas não traz dessa vez nenhum termo impróprio, sequer uma gíria, tampouco a insinuação de qualquer ilícito, apenas frases absolutamente técnicas com críticas ao documento e comentando que havia decisão política de fazer o trem VLT, não ônibus.
Enfim, a “denúncia” pode até produzir algum ruído político e comover os incautos de sempre, mas não é daquelas que derrubam ministro. Pelo jeito, a mídia vai ter de engolir a sua segunda derrota em algumas semanas, depois da tentativa gorada de derrubar Carlos Lupi.
fonte: o cafezinho
domingo, 6 de novembro de 2011
Lucas do Rio Verde se destaca como um dos melhores municípios do país
Quando o assunto é qualidade de vida, a diferença entre as cidades mais pobres e as mais ricas do país está diminuindo, aponta uma pesquisa divulgada neste sábado (5) pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Mesmo assim, os municípios do Norte ainda têm 20 anos de atraso em relação aos do Sudeste.
O melhor município do país, segundo o levantamento, é Barueri, na Grande São Paulo. Na cidade, há vários condomínios de luxo, que puxam o índice de desenvolvimento para cima. O último da lista é São Félix das Balsas, no Maranhão.
De acordo com o estudo, que leva em conta dados oficiais de 2009, um em cada sete em cada dez municípios do país avançaram em relação ao levantamento anterior. O estudo começou em 2008, comparando os anos de 2005 e 2000.
Do total, 63% das cidades do país foram consideradas como desenvolvimento moderado ou alto.
O índice varia de 0 (mínimo) a 1 (máximo) para classificar o nível de cada localidade. Os critérios de análise estabelecem quatro categorias: baixo (de 0 a 0,4), regular (0,4001 a 0,6), moderado (de 0,6001 a 0,8) e alto (0,8001 a 1) desenvolvimento.
A expectativa é que só em 2037 os municípios do país garantam à população brasileira atendimento básico de saúde, ensino fundamental de qualidade e maior inserção no mercado formal de trabalho, diz a pesquisa.
Concentração
A concentração, contudo, continua. Das 15 melhores cidades em qualidade de vida, 14 estão em São Paulo. E pela primeira vez apareceu na lista um município do Centro-oeste, Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso.
"Há realmente um fortalecimento, uma consolidação, do Centro-oeste como um grande novo Sudeste. Esses municípios têm tido recentemente um grande aumento de renda e geração de emprego, o que, na verdade, explica grande parte deste resultado", diz Luciana de Sá, coordenadora da pesquisa.
A cidade de Japeri, na Baixada Fluminense, teve a pior classificação no estado do Rio de Janeiro na pesquisa sobre desenvolvimento municipal.
O estudo transforma numa nota o que cada morador já sente no dia a dia, levando em conta itens fundamentais para a qualidade de vida, como educação, saúde, emprego e renda, qual a nota que cada cidade brasileira merece. Todos os 5.564 municípios brasileiros foram analisados no levantamento da Firjan.
fonte: Expresso mt
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Em meio a sensação de fracasso, Dilma vê 'sucesso relativo' no G20
A reunião anual de cúpula do G20, que terminou na tarde desta sexta-feira em Cannes, na França, foi um "sucesso relativo", na definição dada pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff, ao final do encontro.
As declarações foram feitas em meio à sensação geral de fracasso da reunião, que não chegou a um consenso sobre os detalhes em relação às principais propostas para o combate à crise das dívidas nos países da zona do euro.
Para a presidente brasileira, a avaliação sobre o resultado da reunião de dois dias em Cannes depende das expectativas prévias de cada um.
"Pode ser um copo meio cheio ou meio vazio", disse.
Para Dilma, "os países da zona do euro deram um passo no combate à crise". "Mas não acredito que uma reunião pudesse resolver todos os problemas do mundo", disse.
FMI
Os líderes das maiores economias do mundo, reunidos no balneário francês, se comprometeram a elevar o capital do FMI (Fundo Monetário Internacional) disponível para ajudar países em dificuldades financeiras.
Eles não chegaram a um acordo, porém, sobre o montante desse aporte ao FMI, o que mantém as dúvidas sobre a capacidade de socorrer países grandes como a Itália ou a Espanha em caso de necessidade.
Também não houve avanços em outros pontos da agenda colocada pela França, presidente de turno do grupo, como o do estabelecimento de uma taxa global sobre operações financeiras para sustentar investimentos em programas sociais.
A cúpula em Cannes foi ofuscada pelo agravamento da crise das dívidas europeias, após o anúncio grego, feito na segunda-feira, de um referendo sobre o plano de resgate ao país anunciado na semana passada em Bruxelas.
O anúncio grego levou pânico aos mercados financeiros na véspera do início da cúpula e acabou mobilizando os debates em Cannes, frustrando os planos do governo francês, que pretendia chegar ao encontro com a crise ao menos parcialmente resolvida após o acordo de Bruxelas.
O governo grego, que na noite desta sexta-feira ainda enfrentará um voto de confiança no Parlamento, acabou desistindo do referendo após um ultimato dado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e pelo FMI.
Em outro desenvolvimento durante a cúpula, a Itália, país cuja saúde financeira também vinha sendo colocada em dúvida pelos mercados financeiros, aceitou ser objeto de um monitoramento periódico do FMI sobre as medidas para sanar suas contas e conter seu deficit público.
SUOR
Antes da cúpula, representantes europeus manifestaram a intenção de convencer os grandes países emergentes, como a China ou o Brasil, a contribuírem financeiramente com o aumento do capital do FEEF (Fundo de Europeu de Estabilização Financeira), de ajuda aos países em dificuldades, anunciado na reunião da semana passada em Bruxelas.
Ao final da reunião, no entanto, não houve nenhum compromisso formal quanto à contribuição.
Segundo Dilma, o Brasil e os demais países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) concordam em ajudar a Europa somente por meio do FMI, não diretamente ao fundo europeu.
"Não temos a menor intenção de fazer qualquer contribuição direta ao FEEF. Se nem os europeus têm, por que nós teríamos?", questionou a presidente brasileira.
"Faremos pelo FMI, que dá garantias. Porque o dinheiro das reservas brasileiras foi conseguido com suor, não pode ser usado de qualquer maneira", afirmou.
Em sua avaliação, o ponto mais importante do encontro teria sido o de manter a visão que já vem desde as cúpulas anteriores do G20 de que é necessário um plano de ação para estimular o emprego e o crescimento para conseguir vencer a crise.
No comunicado final da cúpula, os líderes do G20 reconhecem que "desde nosso último encontro, a recuperação global se enfraqueceu, particularmente nos países avançados, deixando o desemprego em níveis inaceitáveis".
O texto reafirma o compromisso do grupo de trabalhar em conjunto com decisões "para revigorar o crescimento econômico, criar empregos, garantir estabilidade financeira, promover inclusão social e fazer com que a globalização sirva às necessidades das pessoas".
"Acredito que foi uma reunião que teve o mérito de colocar na ordem do dia a força do G20 para a colocação de políticas para o combate à crise, para dar sustentação ao conjunto do sistema", afirmou Dilma.
Fonte:folha de São Paulo
As declarações foram feitas em meio à sensação geral de fracasso da reunião, que não chegou a um consenso sobre os detalhes em relação às principais propostas para o combate à crise das dívidas nos países da zona do euro.
Para a presidente brasileira, a avaliação sobre o resultado da reunião de dois dias em Cannes depende das expectativas prévias de cada um.
"Pode ser um copo meio cheio ou meio vazio", disse.
Para Dilma, "os países da zona do euro deram um passo no combate à crise". "Mas não acredito que uma reunião pudesse resolver todos os problemas do mundo", disse.
FMI
Os líderes das maiores economias do mundo, reunidos no balneário francês, se comprometeram a elevar o capital do FMI (Fundo Monetário Internacional) disponível para ajudar países em dificuldades financeiras.
Eles não chegaram a um acordo, porém, sobre o montante desse aporte ao FMI, o que mantém as dúvidas sobre a capacidade de socorrer países grandes como a Itália ou a Espanha em caso de necessidade.
Também não houve avanços em outros pontos da agenda colocada pela França, presidente de turno do grupo, como o do estabelecimento de uma taxa global sobre operações financeiras para sustentar investimentos em programas sociais.
A cúpula em Cannes foi ofuscada pelo agravamento da crise das dívidas europeias, após o anúncio grego, feito na segunda-feira, de um referendo sobre o plano de resgate ao país anunciado na semana passada em Bruxelas.
O anúncio grego levou pânico aos mercados financeiros na véspera do início da cúpula e acabou mobilizando os debates em Cannes, frustrando os planos do governo francês, que pretendia chegar ao encontro com a crise ao menos parcialmente resolvida após o acordo de Bruxelas.
O governo grego, que na noite desta sexta-feira ainda enfrentará um voto de confiança no Parlamento, acabou desistindo do referendo após um ultimato dado pelo presidente da França, Nicolas Sarkozy, pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel, e pelo FMI.
Em outro desenvolvimento durante a cúpula, a Itália, país cuja saúde financeira também vinha sendo colocada em dúvida pelos mercados financeiros, aceitou ser objeto de um monitoramento periódico do FMI sobre as medidas para sanar suas contas e conter seu deficit público.
SUOR
Antes da cúpula, representantes europeus manifestaram a intenção de convencer os grandes países emergentes, como a China ou o Brasil, a contribuírem financeiramente com o aumento do capital do FEEF (Fundo de Europeu de Estabilização Financeira), de ajuda aos países em dificuldades, anunciado na reunião da semana passada em Bruxelas.
Ao final da reunião, no entanto, não houve nenhum compromisso formal quanto à contribuição.
Segundo Dilma, o Brasil e os demais países do grupo Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) concordam em ajudar a Europa somente por meio do FMI, não diretamente ao fundo europeu.
"Não temos a menor intenção de fazer qualquer contribuição direta ao FEEF. Se nem os europeus têm, por que nós teríamos?", questionou a presidente brasileira.
"Faremos pelo FMI, que dá garantias. Porque o dinheiro das reservas brasileiras foi conseguido com suor, não pode ser usado de qualquer maneira", afirmou.
Em sua avaliação, o ponto mais importante do encontro teria sido o de manter a visão que já vem desde as cúpulas anteriores do G20 de que é necessário um plano de ação para estimular o emprego e o crescimento para conseguir vencer a crise.
No comunicado final da cúpula, os líderes do G20 reconhecem que "desde nosso último encontro, a recuperação global se enfraqueceu, particularmente nos países avançados, deixando o desemprego em níveis inaceitáveis".
O texto reafirma o compromisso do grupo de trabalhar em conjunto com decisões "para revigorar o crescimento econômico, criar empregos, garantir estabilidade financeira, promover inclusão social e fazer com que a globalização sirva às necessidades das pessoas".
"Acredito que foi uma reunião que teve o mérito de colocar na ordem do dia a força do G20 para a colocação de políticas para o combate à crise, para dar sustentação ao conjunto do sistema", afirmou Dilma.
Fonte:folha de São Paulo
Silval empossa Saguas e Rosa Neide fica na secretaria
O governador Silval Barbosa acaba de empossar Saguas Moraes na Secretaria Estadual de Educação. O presidente licenciado do PT estadual e suplente de deputado federal volta a exercer o cargo após ter ficado sem mandato. Ele permaneceu 6 meses na câmara e, desde julho, quando houve retotalização de votos pela justiça eleitoral, caiu para a 1ª suplência e sua vaga ficou com Nilson Leitão (PSDB).
Silval confirmou que a professora Rosa Neide Sandes, que havia sido indicada pelo PT para ser secretária, e ocupava o cargo desde o início da sua gestão, ficará na secretaria. Ela vai ser secretária adjunta. No governo de Blairo Maggi, Saguas foi titular e Rosa Neide ficou como adjunta. Após Blairo renunciar (para disputar o Senado) e Silval assumir, os petistas foram mantidos no governo por Silval. Como o PT lhe apoiou na disputa no governo, ficou mantido o acordo que a sigla indicaria o titular da Educação.
Em seu discurso, Saguas disse que a prioridade será acelerar reformas em escolas estaduais, melhorando a estrutura física e também na qualificação profissional dos servidores. Ele disse ainda que estão previstos, para o ano que vem, R$ 83 milhões em investimentos federais para construir 32 escolas - 3 delas em Sinop e 3 em Rondonópolis.
O governador Silval Barbosa determinou a Saguas acompanhamento nas obras em andamento e as empresas que não concluíram obras previstas não sejam habilitadas para futuras licitações.
fonte: sonoticias
Silval confirmou que a professora Rosa Neide Sandes, que havia sido indicada pelo PT para ser secretária, e ocupava o cargo desde o início da sua gestão, ficará na secretaria. Ela vai ser secretária adjunta. No governo de Blairo Maggi, Saguas foi titular e Rosa Neide ficou como adjunta. Após Blairo renunciar (para disputar o Senado) e Silval assumir, os petistas foram mantidos no governo por Silval. Como o PT lhe apoiou na disputa no governo, ficou mantido o acordo que a sigla indicaria o titular da Educação.
Em seu discurso, Saguas disse que a prioridade será acelerar reformas em escolas estaduais, melhorando a estrutura física e também na qualificação profissional dos servidores. Ele disse ainda que estão previstos, para o ano que vem, R$ 83 milhões em investimentos federais para construir 32 escolas - 3 delas em Sinop e 3 em Rondonópolis.
O governador Silval Barbosa determinou a Saguas acompanhamento nas obras em andamento e as empresas que não concluíram obras previstas não sejam habilitadas para futuras licitações.
fonte: sonoticias
terça-feira, 26 de julho de 2011
PT em Lucas R. Verde começa em agosto debater candidatura a prefeito
O Partido dos Trabalhadores de Lucas marcou para os dias 28 e 29 de Agosto o encontro municipal para começar a discutir as eleições do ano que vem. O presidente do diretório, Paulo Ângeli, citou que a sigla tem 3 nomes que devem ser analisados para a disputa para prefeito: o vereador Fernando Pael, o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde Paulo Nunes e a ex-vereadora Cleci Fátima Nunes.
Angeli disse que o partido terá candidato próprio nas eleições do ano que vem. "E começamos a definir também a nominata dos candidatos a vereador pelo partido", disse, ao Só Notícias.
O PT fez parte da administração da coligação partidária no último pleito municipal onde o prefeito Marino Franz (PPS) foi reeleito. Angeli já foi, em 2007, secretário municipal de Saúde na gestão de Marino. Recentemente, o petista Fernando Pael comandou o departamento de Cultura, mas deixou o cargo e voltou para a câmara.
O presidente do diretório estadual do PT, Ságuas Moraes e o deputado estadual Ademir Brunetto são esperados no encontro.
fonte:sonoticias
Angeli disse que o partido terá candidato próprio nas eleições do ano que vem. "E começamos a definir também a nominata dos candidatos a vereador pelo partido", disse, ao Só Notícias.
O PT fez parte da administração da coligação partidária no último pleito municipal onde o prefeito Marino Franz (PPS) foi reeleito. Angeli já foi, em 2007, secretário municipal de Saúde na gestão de Marino. Recentemente, o petista Fernando Pael comandou o departamento de Cultura, mas deixou o cargo e voltou para a câmara.
O presidente do diretório estadual do PT, Ságuas Moraes e o deputado estadual Ademir Brunetto são esperados no encontro.
fonte:sonoticias
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Pagot teria pedido uma casa para o tio em troca de obra
Hélio Moraga afirmou em depoimento que diretor do DNIT teria pedido uma casa para o tio em troca de obras, diz "Folha de S. Paulo"
Reportagem na edição de hoje da Folha de S. Paulo relata a acusação de um empresário, que fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público Estadual.
Confira a íntegra da reportagem do jornalista Breno Costa, da Folha:
Um empresário acusa o diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, de cobrar e obter do prefeito de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), Marino Franz (PPS), uma casa em troca de obras e outros benefícios para o município.
A acusação foi feita em 2008 por Hélio Moraga, 37, depois de um acordo de delação premiada proposto pelo Ministério Público de Mato Grosso, em um inquérito que gerou a denúncia de 24 pessoas por improbidade administrativa.
Pagot não era investigado e não foi denunciado, já que o foco do inquérito eram irregularidades cometidas por autoridades do município.
A Folha obteve trechos do inquérito. Em depoimento prestado à Polícia Civil e ao Ministério Público em julho de 2008, Moraga afirma que houve "um acerto" entre ele, a prefeitura e Pagot. Moraga era sócio do secretário municipal de Obras, Rafael Balizardo, um dos denunciados.
"Em 2005, Rafael Balizardo procurou o depoente [Moraga] dizendo que Luiz Antônio Pagot traria alguns benefícios para Lucas e em troca eles teriam que ajudar João Pagot a construir uma casa", diz o depoimento.
João Pagot é tio do diretor-geral do DNIT e ainda mora na casa que, segundo Moraga, tem cerca de 200 metros quadrados.
À Folha Moraga confirmou o teor do depoimento e do suposto acordo entre Pagot e autoridades municipais. O empresário diz ter recebido cerca de R$ 130 mil do prefeito e da prefeitura para a construção da casa.
Moraga entregou aos investigadores recibos e notas fiscais que comprovariam os repasses de dinheiro.
Em julho de 2006, o município fechou um convênio com o DNIT, no valor de R$ 5,5 milhões, para a construção de um viaduto.
Na época, Pagot ainda não era o diretor-geral do órgão - era chefe da Casa Civil do Governo Blairo Maggi-, mas o PR, seu partido, já comandava o Ministério dos Transportes.
O TCU mandou interromper o convênio em 2007, após verificar "graves irregularidades" na licitação feita pela prefeitura.
Outro lado
O ex-secretário de Obras de Lucas do Rio Verde Rafael Balizardo, acusado pelo ex-sócio Hélio Moraga de ter feito acordo com Luiz Antônio Pagot, negou as acusações.
Ele buscou desqualificar Moraga. "Ele é um doido, um psicopata", disse Balizardo, réu no processo que analisa suposto esquema de fraudes.
Ele confirma que João Pagot, tio do diretor-geral do DNIT, construiu uma casa na cidade, mas que a obra foi paga com dinheiro próprio.
A Folha deixou dois recados nos celulares de Luiz Antonio Pagot, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição. O prefeito Marino Franz também não retornou recados. João Pagot não foi localizado.
Fonte: midia news
fonte: folha de São Paulo
Reportagem na edição de hoje da Folha de S. Paulo relata a acusação de um empresário, que fez um acordo de delação premiada com o Ministério Público Estadual.
Confira a íntegra da reportagem do jornalista Breno Costa, da Folha:
Um empresário acusa o diretor-geral do DNIT, Luiz Antonio Pagot, de cobrar e obter do prefeito de Lucas do Rio Verde (354 km ao Norte de Cuiabá), Marino Franz (PPS), uma casa em troca de obras e outros benefícios para o município.
A acusação foi feita em 2008 por Hélio Moraga, 37, depois de um acordo de delação premiada proposto pelo Ministério Público de Mato Grosso, em um inquérito que gerou a denúncia de 24 pessoas por improbidade administrativa.
Pagot não era investigado e não foi denunciado, já que o foco do inquérito eram irregularidades cometidas por autoridades do município.
A Folha obteve trechos do inquérito. Em depoimento prestado à Polícia Civil e ao Ministério Público em julho de 2008, Moraga afirma que houve "um acerto" entre ele, a prefeitura e Pagot. Moraga era sócio do secretário municipal de Obras, Rafael Balizardo, um dos denunciados.
"Em 2005, Rafael Balizardo procurou o depoente [Moraga] dizendo que Luiz Antônio Pagot traria alguns benefícios para Lucas e em troca eles teriam que ajudar João Pagot a construir uma casa", diz o depoimento.
João Pagot é tio do diretor-geral do DNIT e ainda mora na casa que, segundo Moraga, tem cerca de 200 metros quadrados.
À Folha Moraga confirmou o teor do depoimento e do suposto acordo entre Pagot e autoridades municipais. O empresário diz ter recebido cerca de R$ 130 mil do prefeito e da prefeitura para a construção da casa.
Moraga entregou aos investigadores recibos e notas fiscais que comprovariam os repasses de dinheiro.
Em julho de 2006, o município fechou um convênio com o DNIT, no valor de R$ 5,5 milhões, para a construção de um viaduto.
Na época, Pagot ainda não era o diretor-geral do órgão - era chefe da Casa Civil do Governo Blairo Maggi-, mas o PR, seu partido, já comandava o Ministério dos Transportes.
O TCU mandou interromper o convênio em 2007, após verificar "graves irregularidades" na licitação feita pela prefeitura.
Outro lado
O ex-secretário de Obras de Lucas do Rio Verde Rafael Balizardo, acusado pelo ex-sócio Hélio Moraga de ter feito acordo com Luiz Antônio Pagot, negou as acusações.
Ele buscou desqualificar Moraga. "Ele é um doido, um psicopata", disse Balizardo, réu no processo que analisa suposto esquema de fraudes.
Ele confirma que João Pagot, tio do diretor-geral do DNIT, construiu uma casa na cidade, mas que a obra foi paga com dinheiro próprio.
A Folha deixou dois recados nos celulares de Luiz Antonio Pagot, mas não obteve resposta até a conclusão desta edição. O prefeito Marino Franz também não retornou recados. João Pagot não foi localizado.
Fonte: midia news
fonte: folha de São Paulo
domingo, 22 de maio de 2011
So os verdes param locomotiva de Mato Grosso
cidade de Sorriso é a maior produtora de soja do mundo em quantidade e qualidade.
Sorriso fica a 420 km ao Norte de Cuiabá.
Foi fundada há 25 anos, tem 60 mil habitantes e o melhor IDH de Mato Grosso.
Para chegar dali ao Porto de Paranaguá, é preciso percorrer 2.300 km.
E olha que, desde o início do ano, a BR-163 esta ótima, até Corumbá.
O problema é em direção ao Norte, na direção do ponto extremo no Pará, o porto fluvial de Santarém.
Falta asfaltar 400 km.
E a presidenta Dilma se comprometeu a concluir a obra até dezembro do ano que vem.
Corre ao lado de Sorriso um rio afluente do Tapajós: o Teles Pires.
O sonho do produtor da região – que inclui, por exemplo, a dinâmica Sinop – é fazer o transporte fluvial: Teles Pires, Tapajós, Amazonas, e o mundo.
Seria trocar os 2.400 km até Paranaguá, em cima de um caminhão – que queima óleo e polui – por 1.300 km em chatas.
O Ministério dos Transportes – o DNIT – contratou técnicos para estudar a hidrovia.
O balanço energético seria impressionante.
A mesma carga custa a metade na ferrovia do que custa na rodovia.
E na hidrovia custa 1/10 do que custa na rodovia.
Essa hidrovia não está no PAC.
Mas enfrenta desde já a oposição dos ambientalistas.
Segundo o produtor Claudio Zancanaro, os ambientalistas temem pelo equilíbrio da fauna e da mata ribeirinha.
( É mais ou menos assim: o tráfego de chatas no rio pode despertar os macacos.
Como a Blá-BláRina, que quase impede a construção de Santo Antonio e Jirau por causa do acasalamento dos bagres.)
Num passeio sobre a região de Sorriso, num Navajo do Zancanaro, é possível perceber, com facilidade:
Nao há mais espaço disponível para plantar.
Os empresários tem que investir em produtividade, em equilíbrio ecológico e naquilo que os economistas chamam de “agregar valor”.
Além de produzir e esmagar soja e milho, empacotar soja e milho sob a forma de aves e suínos.
E, progressivamente, peixes.
Lá de cima é fácil perceber como se respeita ali o equilíbrio ambiental.
As áreas de proteção ambiental, a beira dos rios totalmente preservada.
A Blá-BláRina, ali, não abriria o bico.
Não sei como foi a ocupação, quando os gaúchos de Passo Fundo começaram a chegar ali nos anos 70 do século passado.
Devem ter feito um estrago.
Mas, aprenderam, segundo Zancanaro, que preservar o meio ambiente é preservar a si próprio, o seu negócio, o patrimônio da família.
Hoje, Sorriso é o maior produtor de suínos de Mato Grosso.
E é um negócio em expansão acelerada.
Conheci Paulo Lucion, presidente da Associação dos Criadores e Suínos de Mato Grosso, Acrismat.
Ele é pioneiro na produção de suinos com total auto-suficiência energética.
Do próprio suíno sai o metano que faz a fazenda, a criação e a indústria girarem.
Neste domingo, ele embarca para a China – a presidente acabou de abrir o mercado de suinos brasileiros para a China – com a intenção de vender suinos – e o conceito de auto-suficiência energética.
( E ainda dizem que o Brasil vai ser, apenas, um exportador de commodity. Se os colonistas (*) do PiG (**) soubessem o que tem de tecnologia e pesquisa e PhD num pernil – magro – de porco com uma cervejinha estupidamente gelada … !)
Sorriso aprendeu rapido: dez caminhões de milho equivalem a três caminhoes de carne.
Tudo isso se passa no cerrado, onde há duas safras por ano, por obra de brasileiros anônimos da NASA nacional, a Embrapa.
E, agora, lá de cima ja é possível ver os tanques de viveiros de peixe – tambaqui, pintado, pirarucu -, tudo alimentado à base de soja e milho.
E muita tecnologia da Embrapa.
O que falta ?, pergunto ao Lucion e ao Zancaro.
Radicalizar a produtividade com um ganho significativo no transporte.
E qual o maior obstáculo, agora que as obras do PAC I e II começam a se materializar ?
São as ONGS , dizem os dois.
O raciocínio é de Zancanaro:
O que sai mais barato para o estrangeiro ?
Aumentar a produtividade de seu produtor ou gastar meia dúzia de trocados com as ONGS?
Financiar as ONGs e reduzir a competitividade do produtor brasileiro – claro !
É mais barato construir uma moringa de água fresca na porta do Congresso do que atualizar a agricultura americana.
O subsidio dói, aumenta o déficit americano.
Ainda mais que, progressivamente, a agricultura brasileira se torna mais competitiva que a americana.
Ali, Sorriso está em cima de uma mesa de bilhar – o Chapadão do Parecis, que vai de Paranatinga a Rondônia – o maior chapadão agriculturavel do mundo, em que apenas 23% das terras estão plantadas.
Tem terra, água, sol e empresário competente.
Para abater esse pessoal de Sorriso só a golpes de chá verde.
fonte-conversa afiada
Sorriso fica a 420 km ao Norte de Cuiabá.
Foi fundada há 25 anos, tem 60 mil habitantes e o melhor IDH de Mato Grosso.
Para chegar dali ao Porto de Paranaguá, é preciso percorrer 2.300 km.
E olha que, desde o início do ano, a BR-163 esta ótima, até Corumbá.
O problema é em direção ao Norte, na direção do ponto extremo no Pará, o porto fluvial de Santarém.
Falta asfaltar 400 km.
E a presidenta Dilma se comprometeu a concluir a obra até dezembro do ano que vem.
Corre ao lado de Sorriso um rio afluente do Tapajós: o Teles Pires.
O sonho do produtor da região – que inclui, por exemplo, a dinâmica Sinop – é fazer o transporte fluvial: Teles Pires, Tapajós, Amazonas, e o mundo.
Seria trocar os 2.400 km até Paranaguá, em cima de um caminhão – que queima óleo e polui – por 1.300 km em chatas.
O Ministério dos Transportes – o DNIT – contratou técnicos para estudar a hidrovia.
O balanço energético seria impressionante.
A mesma carga custa a metade na ferrovia do que custa na rodovia.
E na hidrovia custa 1/10 do que custa na rodovia.
Essa hidrovia não está no PAC.
Mas enfrenta desde já a oposição dos ambientalistas.
Segundo o produtor Claudio Zancanaro, os ambientalistas temem pelo equilíbrio da fauna e da mata ribeirinha.
( É mais ou menos assim: o tráfego de chatas no rio pode despertar os macacos.
Como a Blá-BláRina, que quase impede a construção de Santo Antonio e Jirau por causa do acasalamento dos bagres.)
Num passeio sobre a região de Sorriso, num Navajo do Zancanaro, é possível perceber, com facilidade:
Nao há mais espaço disponível para plantar.
Os empresários tem que investir em produtividade, em equilíbrio ecológico e naquilo que os economistas chamam de “agregar valor”.
Além de produzir e esmagar soja e milho, empacotar soja e milho sob a forma de aves e suínos.
E, progressivamente, peixes.
Lá de cima é fácil perceber como se respeita ali o equilíbrio ambiental.
As áreas de proteção ambiental, a beira dos rios totalmente preservada.
A Blá-BláRina, ali, não abriria o bico.
Não sei como foi a ocupação, quando os gaúchos de Passo Fundo começaram a chegar ali nos anos 70 do século passado.
Devem ter feito um estrago.
Mas, aprenderam, segundo Zancanaro, que preservar o meio ambiente é preservar a si próprio, o seu negócio, o patrimônio da família.
Hoje, Sorriso é o maior produtor de suínos de Mato Grosso.
E é um negócio em expansão acelerada.
Conheci Paulo Lucion, presidente da Associação dos Criadores e Suínos de Mato Grosso, Acrismat.
Ele é pioneiro na produção de suinos com total auto-suficiência energética.
Do próprio suíno sai o metano que faz a fazenda, a criação e a indústria girarem.
Neste domingo, ele embarca para a China – a presidente acabou de abrir o mercado de suinos brasileiros para a China – com a intenção de vender suinos – e o conceito de auto-suficiência energética.
( E ainda dizem que o Brasil vai ser, apenas, um exportador de commodity. Se os colonistas (*) do PiG (**) soubessem o que tem de tecnologia e pesquisa e PhD num pernil – magro – de porco com uma cervejinha estupidamente gelada … !)
Sorriso aprendeu rapido: dez caminhões de milho equivalem a três caminhoes de carne.
Tudo isso se passa no cerrado, onde há duas safras por ano, por obra de brasileiros anônimos da NASA nacional, a Embrapa.
E, agora, lá de cima ja é possível ver os tanques de viveiros de peixe – tambaqui, pintado, pirarucu -, tudo alimentado à base de soja e milho.
E muita tecnologia da Embrapa.
O que falta ?, pergunto ao Lucion e ao Zancaro.
Radicalizar a produtividade com um ganho significativo no transporte.
E qual o maior obstáculo, agora que as obras do PAC I e II começam a se materializar ?
São as ONGS , dizem os dois.
O raciocínio é de Zancanaro:
O que sai mais barato para o estrangeiro ?
Aumentar a produtividade de seu produtor ou gastar meia dúzia de trocados com as ONGS?
Financiar as ONGs e reduzir a competitividade do produtor brasileiro – claro !
É mais barato construir uma moringa de água fresca na porta do Congresso do que atualizar a agricultura americana.
O subsidio dói, aumenta o déficit americano.
Ainda mais que, progressivamente, a agricultura brasileira se torna mais competitiva que a americana.
Ali, Sorriso está em cima de uma mesa de bilhar – o Chapadão do Parecis, que vai de Paranatinga a Rondônia – o maior chapadão agriculturavel do mundo, em que apenas 23% das terras estão plantadas.
Tem terra, água, sol e empresário competente.
Para abater esse pessoal de Sorriso só a golpes de chá verde.
fonte-conversa afiada
A ESQUERDA E O PRECONCEITO CONTRA O EMPRESARIO RURAL
Há muitos anos que denuncio o preconceito das esquerdas contra a agricultura. O termo agrobusiness ou agronegócio tornou-se sinônimo de palavrão. Um rapaz deixou comentário num post recente, com a entrevista de Aldo Rebelo para o Paulo Henrique Amorim, xingando o parlamentar de "amigo do agrobusiness". Ora, estritamente falando, toda agricultura é agrobusiness. A divisão entre agricultura familiar ou pequena agricultura e o agrobusiness é arbitrária e falha. Existe, por um lado, uma agricultura de subsistência, hoje totalmente marginal no país, e que não conta. E temos uma grandiosa agricultura familiar, responsável pela maior parte da produção de alimentos para o consumo interno brasileiro, e uma poderosa agricultura voltada para a exportação. Ambas são negócio. Ambas usam ferramentas de trabalho complexas. E se a agricultura familiar é mais atrasada, usa menos máquinas, menos fertilizantes, isso não é uma qualidade sua, é um defeito. Os agricultores mais diligentes, ou mais sortudos, ou mais organizados, tem conseguido obter financiamentos e estão tentando se modernizar. O governo tem muitas linhas de crédito para eles, o difícil é, como sempre, vencer a burocracia e a ignorância das agências rurais.
Entretanto, é preciso entender que o pequeno agricultor ambiciona se tornar médio, e o médio quer se tornar grande. Não podemos folclorizar a agricultura familiar. Não podemos fetichizá-la. É um trabalho insano, que envolve quase sempre a exploração de mão-de-obra infantil, os filhos do proprietário. Em todo Brasil, a renda média da agricultura familiar oscila de 1 a 2 salários mínimos, em média. No nordeste, a renda média é inferior a um salário. O pequeno agricultor só vive bem na Europa porque se beneficia de pesados subsídios do governo. Aqui, não; nem há planos para tê-los, já que a luta do Brasil é justamente para que a Europa acabe com esses subsídios, para que nossos produtos agrícolas possam competir com os de lá em pé de igualdade.
O esforço da sociedade tem de ser no sentido de fazer com que este pequeno produtor ganhe escala, aumente sua produtividade, compre um pouco mais de terra, e possa melhorar o seu poder aquisitivo, de maneira a ter os mesmos direitos de consumo que tem o homem da cidade. Se hoje um garçom na cidade do Rio de Janeiro pode ter um celular, um laptop e uma boa televisão, é justo que o homem do campo, que não tem fim de semana nem férias, também goze das novas tecnologias que o mundo oferece, e não apenas por prazer, mas para ampliar seus conhecimentos e aprimorar a sua atividade.
Há problemas graves na grande agricultura, como o uso indiscriminado de agrotóxicos, mas esse é um problema de governo e do congresso, que não regulamentaram o tema com a severidade que ele merece.
O que eu vejo é uma demonização política e moralista da figura do produtor rural; explicável historicamente, contudo. A evolução econômica do Brasil foi marcada pelo antagonismo de uma classe urbana progressista versus uma classe agrária conservadora. Essa oposição ainda existe, mas grande parte de seus fundamentos ruíram, em virtude do próprio desenvolvimento histórico. Não existe mais escravidão no campo, por exemplo. Há casos isolados, que são combatidos duramente pelo Ministério Público. Há exploração do trabalhador, o que também é combatido, pelos sindicatos de trabalhadores rurais, presentes e atuantes em todas as cidades brasileiras. Hoje em dia é mais raro um fazendeiro contratar um trabalhador sem carteira assinada, em função dos riscos em que ele incorre. Os financiamentos públicos estão cada vez mais republicanos. Antigamente, bastava ser amigo do gerente do Banco do Brasil para obtê-los, hoje são necessários trâmites burocráticos que excluem essas facilidades.
Pense que a pequeno agricultura é tão "business" quanto a grande. Precisa dos mesmos serviços comerciais, dos mesmos insumos, das mesmas máquinas (apenas menores), da mesma infra-estrutura.
A produção de soja também é vítima de preconceito. É demonizada como se fosse algo maligno, e se os fazendeiros fossem pessoas más. Tolice. Um fazendeiro de soja é um capitalista tão bom ou mau quanto um fabricante de sapatos ou o dono de um mercado médio (ou grande, não importa) na periferia de Recife. É lenda também a história de que a soja não gera empregos. A produção mecanizada gera menos empregos na fazenda, mas os gera nas atividades subsidiárias, como nas fábricas que produzem as máquinas, para mencionar apenas um segmento beneficiado pela mecanização. A maioria das máquinas usadas na agricultura brasileira são produzidas no Brasil.
O mais importante a ressaltar, porém, é que a soja não é uma commodity de função meramente especulativa, um produto abstrato cuja venda beneficia somente nababos de Goiás e corretores de São Paulo ou Nova York. Tanto a soja quanto o milho são as principais matérias usadas na fabricação de rações para alimentar bois, porcos e aves. Ou seja, a soja hoje tem importância capital na segurança alimentar do mundo. É contraditório que as mesmas figuras que demonstram indignação ao ver tanta fome na África não compreendam que a soja brasileira evita que o mesmo se passe na China.
Quanto ao uso de soja e milho para produção de etanol, aí é uma imbecilidade criada pelos americanos. No Brasil, usa-se a cana-de-açúcar, que tem muito mais produtividade e cujo preço não afeta tão diretamente o custo dos cereais no mundo. De qualquer forma, o "combustível verde", que parecia uma ideia genial, tanto que Lula passou a fazer propaganda dela em todo planeta, hoje já não empolga tanto. Pode ser uma alternativa, mas sempre será parcial, e deve ser muito bem regulada e controlada, para que não ocupe terras dedicadas ao cultivo de alimentos.
O fato é que o mundo cresceu muito nos últimos anos, e bilhões de seres humanos subiram um pouquinho na escala social, sobretudo nos países emergentes. Lula não foi o único presidente que logrou melhorar a vida dos pobres. Outros também conseguiram, e todas essas pessoas estão querendo comer mais e melhor. A exportação de carne pelo Brasil vem crescendo exponencialmente por causa disso. Em visita a China, a presidente Dilma conseguiu fechar acordos para que o Brasil possa exportar carne suína ao gigante asiático. O chinês come basicamente carne de porco, bastante frango, mas pouquíssimo carne bovina. As perspectivas são muito promissoras.
Em todo esse imbróglio, o Brasil está magnificamente posicionado. Tem tudo para se tornar, de fato, o grande celeiro do mundo. Para tal, precisa ter preocupações rigorosas com o meio ambiente, com suas reservas subterrâneas de água, com seus rios. Não podemos, contudo, alimentar preconceitos contra os empresários rurais. Desde que haja fiscalização ambiental e social eficazes, ou seja, desde que eles paguem salários dignos a seus trabalhadores e cuidem do meio ambiente, devem ser vistos com respeito e admiração pela sociedade brasileira.
Em relação à reforma agrária, ela é um problema social ainda premente no Brasil, mas não é de responsabilidade dos agricultores; a estes cabe produzir, e o estão fazendo muito bem. A produtividade agrícola no país tem crescido a taxas extraordinárias e já está entre as mais altas do mundo, de maneira que a área plantada nacional tem se mantido estável ou mesmo em declínio, embora a quantidade produzida tenha se multiplicado em várias vezes. Com isso, desmata-se menos. Há representantes políticos dos produtores que são reacionários e contra a reforma agrária, mas a esquerda tem parte da culpa porque, ao destilar sua ignorância e preconceito contra os empresários rurais, ajuda os representantes políticos mais conservadores ligados ao agronegócio a se elegerem. Entretanto, mesmo essa acusação não é muito justa, pois é a cidade e sobretudo seus setores médios que tem elegido os representantes mais retrógrados, como Bolsonaro, Indio e Maluf. E o número de representantes eleitos ligados à agricultura familiar tem crescido muito nos últimos anos. Muitos prefeitos hoje tem políticas agrícolas bastante progressistas e atenciosas em relação à pequena propriedade familiar, e temos atualmente um bom número de parlamentares vinculados ao segmento.
Os interesses da pequena agricultura familiar e da grande agricultura comercial, no entanto, não são antagônicos. Ao contrário, coincidem em muitos aspectos. Ambos precisam de boas estradas, de insumos a preços baixos, de uma política inteligente para os preços, de seguro agrícola. Além do mais, o homem da cidade muitas vezes não sabem sequer diferenciar um agricultor familiar de um empresário agrícola. A diferença é profunda entre um capiau analfabeto e um grande empresário rural que mora em São Paulo, mas há agricultores que são donos de razoável extensão de terra e trabalham com grande diligência e esforço junto a seus familiares; é a agricultura familiar E empresarial. Se você pensar bem, todavia, verá que a agricultura familiar tem um quê de autoritário e antidemocrático, ao impor ao filho que siga os passos do pai... Não podemos impor isso à juventude rural. Vivemos um país (em tese, ao menos) livre. Mais uma razão para não fetichizarmos a agricultura familiar. O importante é termos uma agricultura economica, ambiental e socialmente saudável, ponto, independente se é familiar ou não.
Há diferenças ainda entre os diversos produtos agrícolas. A produção da soja em pequena escala é inviável economicamente. Para alterar isso, ou mudamos o regime político do Brasil, instalando gigantes cooperativas soviéticas no campo, ou proibimos a produção de soja. E qualquer queda na produção brasileira de soja, hoje, provocaria uma catástrofe alimentar no planeta. Seja qual for a ideia que tiverem, tenham senso de responsabilidade.
A reforma agrária deve acontecer em harmonia com o desenvolvimento dos fatores econômicos, estruturais e tecnológicos ligados à agricultura. É a velha história: não adianta dar terra lá no interior da Amazônia, onde não há estradas para o sujeito escoar sua produção. Agricultura hoje é um negócio que requer alta especialização e uso de tecnologia específico, mesmo no âmbito da agricultura familiar.
Nos últimos anos, a agricultura familiar no Brasil fortificou-se de maneira impressionante, em virtude de seu esforço para se modernizar e, claro, graças também a programas de financiamento como o Pronaf, que eram pífios antes do governo Lula. Com os preços de produtos agrícolas em alta, não só no Brasil, como no mundo inteiro, a economia rural brasileira vai experimentar um novo ciclo de crescimento e geração de emprego. Pequenos poderão se tornar médios e médios poderão se tornar grandes. Não há nada de mal nisso. É a lei da vida. O agricultor também é filho de Deus e tem tanto direito de querer melhorar de vida como tem o dono de um restaurante no ABC paulista. A esquerda deve usar a luta política para trazer o agricultor para o seu campo, porque ele também é um trabalhador, e precisa de políticas públicas especiais, mais do que qualquer outro empresário, pois pertence a uma atividade primária, que é ao mesmo tempo de importância estratégica e de alto risco, com baixa remuneração; e não afastá-lo, satanizando políticos como Aldo Rebelo, como sendo "amigo do agronegócio". Aldo viajou o Brasil todo, conversando com pequenos produtores em toda parte. É amigo do agronegócio sim, porque o agronegócio não é nenhuma atividade do mal, da qual devemos ser inimigos. A comida na sua mesa vem do agrobusiness, porque mesmo que tenha sido um pequeno que a tenha produzido, e nem sempre o é, isso também foi um "business". Toda carne que você ingere vem de frangos, bois ou porcos alimentados pelo milho e soja do agronegócio...
Então vamos tentar olhar para a classe rural com mais compreensão, e nos esforçamos para tirá-la das garras da direita partidária. A segurança alimentar do mundo está em risco e o Brasil é um dos raros países que pode ampliar substancialmente a oferta agrícola no médio prazo. O governo e a sociedade, portanto, devem ampliar o apoio que dão à agricultura, e tentar trazer ainda mais gente para o campo, através de reforma agrária que aumente o acesso à terra. Nosso inimigo é o capital especulativo, não o fazendeiro diligente, seja pequeno ou grande, que alimenta o Brasil e o mundo.
Escrito por Miguel do Rosario
Fonte-oleo do Diabo
quarta-feira, 11 de maio de 2011
PAUTA DE REIVINDICAÇÕES/LUCAS DO RIO VERDE
"Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.”
Paulo Freire
OLHA AI PREFEITO.
-VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
1.1- Garantir a profissionalização e valorização salarial, com a implantação do MAIOR PISO SALARIAL PROFISSIONAL, como referênciaà jornada de 30 horas semanais e formação de nível médio a todos os profissionais da educação destinada 1/3 dessa jornada (do professor em sala de aula) para HTP (hora de trabalho pedagógico) utilizando como parâmetro Aplicação integral dos 25% das Receitas de Impostos e Transferências Constitucionais, determinados pela Constituição Federal de 1988 e seu gradual aumento para investimento na educação básica municipal.
1.2- Reposição salarial para Maio de 2011, a todos os trabalhadores da educação de acordo com o INPC mais um ganho real de 10%.
1.3- Readequação do plano de cargos carreira e salário tendo como base as diretrizes nacional de careira, a resolução nº 02 de maio de 2009 e a resolução n 05/ 2010 (que fixam as diretrizes para os planos de carreira e remuneração dos profissionais da educação básica) e tendo como parâmetro a minuta de plano de carreira encaminhado pelo Sintep-MT) a lei 11738/2008 (Lei do piso), a lei 12.014/09 (lei que discrimina as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educação).
2- ADMINISTRATIVAS:
2.1-Estabelecer mecanismos de gestão que assegure equilíbrio entre relação número de aluno por professor (função docente) e funcionário, e atendimento das matrículas conforme assegura o art. 10, inciso II da LDB.
2.2-Realização de concurso público com o preenchimento de todos os cargos sem titulares efetivos, para o pleno atendimento das emandas da educação básica;
3-RECURSOS:
3.1-Aplicação integral dos 25% das Receitas de Impostos e Transferências Constitucionais e destinar a totalidade desses recursos apenas para a MDE (manutenção e desenvolvimento de ensino especificadas no art. 70 e 71 da LDB/96).
3.2- Transferências automáticas dos recursos da educação para a Secretaria Municipal de Educação.
3.3-Assegurar o repasse trimestral de verbas para as escolas, garantindo o seu funcionamento integral, bem como verbas emergenciais para atender suas demandas prioritárias.
3.4-Repassar mensalmente ao Sintep /MT ( Lucas do Rio Verde) as folhas de pagamentos detalhadas para o acompanhamento das receitas e despesas com a educação municipal.
3.5- Garantia de transparência na aplicação dos recursos da educação, em especial os destinados à reforma ou construção de escolas, assegurando aos Conselhos da Comunidade Escolar, acesso aos projetos, planilhas de custo e execução, e os valores desembolsados para que os mesmos possam acompanhar as execuções das obras, realizadas por empreiteiras.
4-QUESTÕES EDUCACIONAIS.
4.1-Implementação do Plano Municipal de Educação.
4.2-Estabelecer debates sobre o Regime de Colaboração Município/Estado.
4.3-Discutir e apontar ações para garantir a Qualidade na Educação a partir dos indicadores: ambiente educativo, prática pedagógica, avaliação, gestão escolar democrática, formação e condições de trabalho dos profissionais da escola, ambiente físico escolar, acesso, permanência e sucesso na escola, valorização salarial dos trabalhadores em educação.
4.5-Convocar uma Conferência Municipal de Educação para debater e deliberar sobre a Gestão Democrática e Sistema de Educação Municipal.
5-SEGURIDADE SOCIAL
5.1-Levantar o número de trabalhadores e trabalhadoras acometidos/as de exaustão emocional.
5.2-Assegurar atendimento preventivo e corretivo de todaLERs/DORTs.
5.3-Assegurar a participação do Sintep/MT nas discussões sobre a criação da Lei própria de Previdência bem como garantir a administração previdenciária de forma tripartite assegurando a participação do poder público;
5.4-Garantir a manutenção dos serviços, nas ocorrências de licenças médicas dos/as professores/as e funcionários/as;
Lucas do Rio Verde, 28 de abril de 2011.
fONTE: BLOG PROFESSORA MARIA DALVA
Paulo Freire
OLHA AI PREFEITO.
-VALORIZAÇÃO PROFISSIONAL
1.1- Garantir a profissionalização e valorização salarial, com a implantação do MAIOR PISO SALARIAL PROFISSIONAL, como referênciaà jornada de 30 horas semanais e formação de nível médio a todos os profissionais da educação destinada 1/3 dessa jornada (do professor em sala de aula) para HTP (hora de trabalho pedagógico) utilizando como parâmetro Aplicação integral dos 25% das Receitas de Impostos e Transferências Constitucionais, determinados pela Constituição Federal de 1988 e seu gradual aumento para investimento na educação básica municipal.
1.2- Reposição salarial para Maio de 2011, a todos os trabalhadores da educação de acordo com o INPC mais um ganho real de 10%.
1.3- Readequação do plano de cargos carreira e salário tendo como base as diretrizes nacional de careira, a resolução nº 02 de maio de 2009 e a resolução n 05/ 2010 (que fixam as diretrizes para os planos de carreira e remuneração dos profissionais da educação básica) e tendo como parâmetro a minuta de plano de carreira encaminhado pelo Sintep-MT) a lei 11738/2008 (Lei do piso), a lei 12.014/09 (lei que discrimina as categorias de trabalhadores que se devem considerar profissionais da educação).
2- ADMINISTRATIVAS:
2.1-Estabelecer mecanismos de gestão que assegure equilíbrio entre relação número de aluno por professor (função docente) e funcionário, e atendimento das matrículas conforme assegura o art. 10, inciso II da LDB.
2.2-Realização de concurso público com o preenchimento de todos os cargos sem titulares efetivos, para o pleno atendimento das emandas da educação básica;
3-RECURSOS:
3.1-Aplicação integral dos 25% das Receitas de Impostos e Transferências Constitucionais e destinar a totalidade desses recursos apenas para a MDE (manutenção e desenvolvimento de ensino especificadas no art. 70 e 71 da LDB/96).
3.2- Transferências automáticas dos recursos da educação para a Secretaria Municipal de Educação.
3.3-Assegurar o repasse trimestral de verbas para as escolas, garantindo o seu funcionamento integral, bem como verbas emergenciais para atender suas demandas prioritárias.
3.4-Repassar mensalmente ao Sintep /MT ( Lucas do Rio Verde) as folhas de pagamentos detalhadas para o acompanhamento das receitas e despesas com a educação municipal.
3.5- Garantia de transparência na aplicação dos recursos da educação, em especial os destinados à reforma ou construção de escolas, assegurando aos Conselhos da Comunidade Escolar, acesso aos projetos, planilhas de custo e execução, e os valores desembolsados para que os mesmos possam acompanhar as execuções das obras, realizadas por empreiteiras.
4-QUESTÕES EDUCACIONAIS.
4.1-Implementação do Plano Municipal de Educação.
4.2-Estabelecer debates sobre o Regime de Colaboração Município/Estado.
4.3-Discutir e apontar ações para garantir a Qualidade na Educação a partir dos indicadores: ambiente educativo, prática pedagógica, avaliação, gestão escolar democrática, formação e condições de trabalho dos profissionais da escola, ambiente físico escolar, acesso, permanência e sucesso na escola, valorização salarial dos trabalhadores em educação.
4.5-Convocar uma Conferência Municipal de Educação para debater e deliberar sobre a Gestão Democrática e Sistema de Educação Municipal.
5-SEGURIDADE SOCIAL
5.1-Levantar o número de trabalhadores e trabalhadoras acometidos/as de exaustão emocional.
5.2-Assegurar atendimento preventivo e corretivo de todaLERs/DORTs.
5.3-Assegurar a participação do Sintep/MT nas discussões sobre a criação da Lei própria de Previdência bem como garantir a administração previdenciária de forma tripartite assegurando a participação do poder público;
5.4-Garantir a manutenção dos serviços, nas ocorrências de licenças médicas dos/as professores/as e funcionários/as;
Lucas do Rio Verde, 28 de abril de 2011.
fONTE: BLOG PROFESSORA MARIA DALVA
Os blockbusters da política nacional
No dia em que Geraldo Alckmin apeou Guilherme Afif da supersecretaria paulista de Desenvolvimento, o jornal paulista "Diário do Comércio", que tem no vice-governador como membro do Conselho Editorial, estampava capa cinematográfica.
Na primeira foto, o prefeito Gilberto Kassab encarnava o bruxo Harry Potter, numa alusão a seus poderes mágicos para atrair adeptos para o seu PSD.
O PSDB, que em São Paulo sofre tamanha debandada que corre o risco de virar um partido-fantasma, era representado pela comédia "Gasparzinho", o fantasminha camarada.
O DEM, que colidiu com o iceberg de Kassab e vê muitos filiados pularem ao mar, virou o campeão de bilheteria "Titanic" --com o líder na Câmara, ACM Neto (BA), de braços abertos na proa antes de o barco afundar.
Sobrou até para o PC do B, que, com sua origem no comunismo albanês, foi associado à aventura "Jurassic Park".
Em cartaz num partido perto de você.
Escrito por Vera Magalhaes
fonte:folha
Na primeira foto, o prefeito Gilberto Kassab encarnava o bruxo Harry Potter, numa alusão a seus poderes mágicos para atrair adeptos para o seu PSD.
O PSDB, que em São Paulo sofre tamanha debandada que corre o risco de virar um partido-fantasma, era representado pela comédia "Gasparzinho", o fantasminha camarada.
O DEM, que colidiu com o iceberg de Kassab e vê muitos filiados pularem ao mar, virou o campeão de bilheteria "Titanic" --com o líder na Câmara, ACM Neto (BA), de braços abertos na proa antes de o barco afundar.
Sobrou até para o PC do B, que, com sua origem no comunismo albanês, foi associado à aventura "Jurassic Park".
Em cartaz num partido perto de você.
Escrito por Vera Magalhaes
fonte:folha
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Prefeitos e prefeitas petistas participam de encontro nesta segunda, em Brasília
A direção nacional do PT, através da Secretaria Nacional de Assuntos Institucionais (SMAI) e a Comissão Nacional de Prefeitos/as e Vice-Prefeitos/as do partido, promove um encontro nesta segunda-feira (9), em Brasília.
Segundo a SNAI, a reunião tem como objetivo debater a intervenção dos prefeitos e prefeitas petistas na XIV Marcha a Brasília de Prefeitos, que ocorrerá entre os dias 10 a 12 de maio, e articular uma proposta que dialogue com os partidos aliados no sentido de garantir uma melhor interlocução nos espaços de discussão.
O encontro será coordenado pelo titular da SNAI, deputado federal Geraldo Magela, atual secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano do Governo do Distro Federal. O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o subsecretário de Assunstos Federativos da Presidência da República, Olavo Noletto, além de demais dirigentes nacionais do PT também devem participar do evento. Mais de 100 prefeitos e prefeitas do partido já confirmaram presença, de acordo com a secretaria.
A reunião será realizada na sede do Diretório Nacional do PT ( Setor Comercial Sul, Quadra 2, Bloco C, nº 256, Edifício Toufic, Plano Piloto), entre 18 e 22 horas.
Fonte:PT Nacional
Segundo a SNAI, a reunião tem como objetivo debater a intervenção dos prefeitos e prefeitas petistas na XIV Marcha a Brasília de Prefeitos, que ocorrerá entre os dias 10 a 12 de maio, e articular uma proposta que dialogue com os partidos aliados no sentido de garantir uma melhor interlocução nos espaços de discussão.
O encontro será coordenado pelo titular da SNAI, deputado federal Geraldo Magela, atual secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano do Governo do Distro Federal. O ministro de Relações Institucionais, Luiz Sérgio, e o subsecretário de Assunstos Federativos da Presidência da República, Olavo Noletto, além de demais dirigentes nacionais do PT também devem participar do evento. Mais de 100 prefeitos e prefeitas do partido já confirmaram presença, de acordo com a secretaria.
A reunião será realizada na sede do Diretório Nacional do PT ( Setor Comercial Sul, Quadra 2, Bloco C, nº 256, Edifício Toufic, Plano Piloto), entre 18 e 22 horas.
Fonte:PT Nacional
QUESTÃO DO AGROTÓXICO EM LUCAS DO RIO VERDE
Olá Paulo, Não houve nenhuma retratação ou pedido de desculpas na coletiva nossa junto com o Prof. Josino da FIOCRUZ, pelo contrario, este reafirmou o caráter sério e técnico da pesquisa e, demonstrou preocupação com os resultados e indicou que deve haver precaução com os possíveis impactos na saúde e no ambiente que poderão advir da contaminação do leite materno para mãe e filho, assim como, das contaminação por agrotóxicos da água potável, do ar e da chuva no município.Encaminhamos em anexo o resumo da dissertação, nota técnica da ANVISA sobre a proíbição do uso de agrotóxico em área urbana; instrução normativa do MAPA nº02/2008 sobre pulverização aérea (ver artigo 10; Decreto Estadual - MT 2283 de 9/12/2009 sobre pulverização terrestre de agrotóxico (ver artigo 46). Foi encaminhado para a Secretaria Municipal de Saúde no dia 25 de abril de 2011 via SEDEX, a dissertação completa da Danielly sobre o resíduos de agrotóxicos no leite materno em Lucas do Rio Verde. Junto, foi encaminhado novamente o relatório completo da pesquisa sobre resíduos de agrotóxicos na agua potável, na chuva, no ar, em urina e sangue de trabalhador. Este ultimo relatório foi discutido na audiência pública na câmara municipal no dia 29 de abril e entregue cópias em mãos no dia 21 de junho para a SMS, SAMA, SAAE, SMEC, INDEA-Lucas, Câmara Municipal, Fundação Rio Verde, Sindicato Rural, Sindicato dos trabalhadores rurais e outros. Abraços Prof. Dr. Wanderlei Pignati
Questão do Agrotóxico em Lucas do Rio Verde
Olá Paulo, Não houve nenhuma retratação ou pedido de desculpas na coletiva nossa junto com o Prof. Josino da FIOCRUZ, pelo contrario, este reafirmou o caráter sério e técnico da pesquisa e, demonstrou preocupação com os resultados e indicou que deve haver precaução com os possíveis impactos na saúde e no ambiente que poderão advir da contaminação do leite materno para mãe e filho, assim como, das contaminação por agrotóxicos da água potável, do ar e da chuva no município.Encaminhamos em anexo o resumo da dissertação, nota técnica da ANVISA sobre a proíbição do uso de agrotóxico em área urbana; instrução normativa do MAPA nº02/2008 sobre pulverização aérea (ver artigo 10; Decreto Estadual - MT 2283 de 9/12/2009 sobre pulverização terrestre de agrotóxico (ver artigo 46). Foi encaminhado para a Secretaria Municipal de Saúde no dia 25 de abril de 2011 via SEDEX, a dissertação completa da Danielly sobre o resíduos de agrotóxicos no leite materno em Lucas do Rio Verde. Junto, foi encaminhado novamente o relatório completo da pesquisa sobre resíduos de agrotóxicos na agua potável, na chuva, no ar, em urina e sangue de trabalhador. Este ultimo relatório foi discutido na audiência pública na câmara municipal no dia 29 de abril e entregue cópias em mãos no dia 21 de junho para a SMS, SAMA, SAAE, SMEC, INDEA-Lucas, Câmara Municipal, Fundação Rio Verde, Sindicato Rural, Sindicato dos trabalhadores rurais e outros. Abraços Prof. Dr. Wanderlei Pignati
domingo, 8 de maio de 2011
CADÊ O POVO QUE NÃO ESTAVA NA AUDIÊNCIA PÚBLICA PROMOVIDA PELO EXECUTIVO DE LUCAS DO RIO VERDE?.
Fonte:Blog da Professora Maria Dalva
Audiência Pública para Alterar o Plano Diretor de LRV-MT
O Executivo municipal promoveu na noite de ontem (05/05/2011) as 19 horas na Câmara Municipal uma audiência pública para discutir algumas alterações no Plano Diretor de Lucas do Rio Verde. Esta audiência mais parecia uma coisa fechada . De público mesmo que tinha lá era mais secretários do executivo, pessoas envolvidas na explanação das mudanças e poucas pessoas.
O assunto é muito sério para ser debatido sem a mobilização popular. Pois vai alterar muita coisa que precisa ser melhor discutida e compreendida pelas pessoas. Tinha mais ou menos umas 20 pessoas.
Eu confesso que fiquei muito preocupada com algumas mudanças . Sou leiga no assunto e gostaria de entender melhor.
No meu pouco entendimento mais uma vez, em nome do melhor para o município, alguns grupos ficam mais uma vez privilegiados como vem ocorrendo há anos.
Eu e o meu amigo Djalma marcamos presença e fizemos alguns questionamentos
1- Por que reduzir o anel viário de 100mts para 50 metros? Reduzindo o período urbano.
2- Por que não houve uma grande mobilização para que a população participasse da audiência?
3 Quais foram os meios utilizados para divulgar esta audiência?
4- Desde que foi aprovado é a segunda vez que está sendo alterado, o técnico está recebendo por isto novamente?
Segundo a Dr Vera Miquellin, foi divulgado em jornais e sities da prefeitura e segundo o vereador Callai, não está sendo pago nada para fazer as alterações.
Eu argumentei que pouca gente lê jornais e que poucos também tem acesso a internet e sugeri que fosse promovida outra audiência para debater melhor Pois temos quase 50 mil habitantes e não tinha mais que 20 pessoas na audiência.. Me coloquei enquanto cidadã, professora e representante da Associação de Mulheres.
Apenas mais três pessoas se manifestaram preocupadas também com as mudanças, inclusive com a redução, pois hoje já é um problema o fluxo de caminhões em período de safra.
Outro ponto que também não ficou claro foi o seguinte:
" Não vai mais ser permitido instalações de empresas, tipo silos armazéns , entretanto quem já está instalado é permitido a expansão".
É... esta meio contraditório esta alteração.
No final a equipe responsável se colocou a disposição para tirar qualquer dúvidas na secretária responsável.
A proposta de mudanças deverá ir para legislativo municipal.
Fiz um vídeo de algumas partes da audiência e assim que editar estarei postando no blog.
Fonte: Blog da Professora Maria Dalva
sexta-feira, 6 de maio de 2011
Comissão de Ética pede suspensão de Serys por 4 meses e adverte 3
Carlos Abicalil orienta comissão de Ética a punir Serys e outros rebeldes por não terem apoiado sua candidatura
A comissão de Ética do PT conclui neste final de semana um relatório, que pedirá a suspensão do partido da ex-senadora Serys Marly por 4 meses e advertência por escrito para três pessoas, sendo elas o vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral, a secretária-adjunta de Justiça e Direitos Humanos Vera Araújo e Eroisa de Mello. Composta por cinco membros e sob a presidência de Amilton Amaral, ex-secretário de Educação de Novo Horizonte do Norte, a comissão entende que há provas cabais sobre a prática de infidelidade partidária desses petistas em relação à candidatura derrotada de Carlos Abicalil ao Senado. Ao invés de fazerem campanha para o colega de sigla, eles preferiram apoiar outros concorrentes, como o pedetista Pedro Taques, que garantiu cadeira junto com Blairo Maggi (PR).
Em princípio, a orientação de Abicalil, que renunciou à direção estadual do PT e hoje está praticamente morando em Brasília, seria pela expulsão de Serys, derrotada à deputada federal. Preocupado, o grupo da ex-senadora se articulou junto à Nacional para ou anular o processo ou evitar qualquer tipo de punição. O comando nacional não barrou o trabalho da comissão, mas avisou que Serys não pode ser expulsa. Diante disso, a comissão vai apresentar relatório pela suspensão temporária dela da legenda. O documento será votado no final de semana seguinte pelo diretório estadual, composto por 47 membros.
Para muitos petistas, receber punição por infidelidade partidária é algo considerado "grave". Diante disso, todos devem recorrer da decisão. Serys e Abicalil travaram uma briga no decorrer da campanha que trouxe prejuízos irreparáveis ao partido, tanto que nenhum dos dois se elegeu e, o pior, a agremiação saiu menor das eleições em número de ocupação de cargos eletivos. De duas cadeiras na Assembleia, só assegurou uma, com a reeleição de Ademir Brunetto. Na Câmara, elegeu Ságuas Moraes, mas esteve deve perder a vaga para o tucano Nilson Leitão por causa da decisão do Supremo de validar a Lei da Ficha Limpa somente a partir do próximo ano, o que provocou validação de votos sub judice.
Serys será punida por ter apoiado publicamente Taques em detrimento de Abicalil. Pesa contra Lúdio, Verinha e Eroisa o fato de não terem feito campanha para o então candidato majoritário, pois não inseriram o nome do ex-deputado em material impresso. Verinha argumentou que na época Abicalil demorou para fornecer material para a gráfica e, por causa disso, ela elaborou santinhos e outras propagandas de sua candidatura sem o nome do colega. O argumento não convenceu a comissão.
O ex-vereador Juca Lemos também deve ser punido. Ele foi um opositor duro à candidatura de Abicalil. Cabe ao diretório de Rondonópolis julgá-lo. Já o diretório de Cuiabá decidiu por inocentar da acusação de infiel partidária a servidora da Eletronorte, Juscimaria Ribeiro da Cruz, a Jusci, que obteve 10.563 votos na disputa à deputaa
Fonte: rd news
A comissão de Ética do PT conclui neste final de semana um relatório, que pedirá a suspensão do partido da ex-senadora Serys Marly por 4 meses e advertência por escrito para três pessoas, sendo elas o vereador por Cuiabá, Lúdio Cabral, a secretária-adjunta de Justiça e Direitos Humanos Vera Araújo e Eroisa de Mello. Composta por cinco membros e sob a presidência de Amilton Amaral, ex-secretário de Educação de Novo Horizonte do Norte, a comissão entende que há provas cabais sobre a prática de infidelidade partidária desses petistas em relação à candidatura derrotada de Carlos Abicalil ao Senado. Ao invés de fazerem campanha para o colega de sigla, eles preferiram apoiar outros concorrentes, como o pedetista Pedro Taques, que garantiu cadeira junto com Blairo Maggi (PR).
Em princípio, a orientação de Abicalil, que renunciou à direção estadual do PT e hoje está praticamente morando em Brasília, seria pela expulsão de Serys, derrotada à deputada federal. Preocupado, o grupo da ex-senadora se articulou junto à Nacional para ou anular o processo ou evitar qualquer tipo de punição. O comando nacional não barrou o trabalho da comissão, mas avisou que Serys não pode ser expulsa. Diante disso, a comissão vai apresentar relatório pela suspensão temporária dela da legenda. O documento será votado no final de semana seguinte pelo diretório estadual, composto por 47 membros.
Para muitos petistas, receber punição por infidelidade partidária é algo considerado "grave". Diante disso, todos devem recorrer da decisão. Serys e Abicalil travaram uma briga no decorrer da campanha que trouxe prejuízos irreparáveis ao partido, tanto que nenhum dos dois se elegeu e, o pior, a agremiação saiu menor das eleições em número de ocupação de cargos eletivos. De duas cadeiras na Assembleia, só assegurou uma, com a reeleição de Ademir Brunetto. Na Câmara, elegeu Ságuas Moraes, mas esteve deve perder a vaga para o tucano Nilson Leitão por causa da decisão do Supremo de validar a Lei da Ficha Limpa somente a partir do próximo ano, o que provocou validação de votos sub judice.
Serys será punida por ter apoiado publicamente Taques em detrimento de Abicalil. Pesa contra Lúdio, Verinha e Eroisa o fato de não terem feito campanha para o então candidato majoritário, pois não inseriram o nome do ex-deputado em material impresso. Verinha argumentou que na época Abicalil demorou para fornecer material para a gráfica e, por causa disso, ela elaborou santinhos e outras propagandas de sua candidatura sem o nome do colega. O argumento não convenceu a comissão.
O ex-vereador Juca Lemos também deve ser punido. Ele foi um opositor duro à candidatura de Abicalil. Cabe ao diretório de Rondonópolis julgá-lo. Já o diretório de Cuiabá decidiu por inocentar da acusação de infiel partidária a servidora da Eletronorte, Juscimaria Ribeiro da Cruz, a Jusci, que obteve 10.563 votos na disputa à deputaa
Fonte: rd news
Maioria dos ministros do STF aprova união gay; CNBB protesta
A maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal aprovou, hoje, a equiparação da união homossexual à heterossexual. Com exceção de Lewandowski e Mendes, que fizeram ressalvas em seus votos, os ministros votaram pela equiparação da união gay com aquela entre um homem e uma mulher, com os mesmos direitos e deveres --sem nenhuma restrição. Com esta decisão ficam garantidos para os homossexuais direitos de pensão, herança, adoção e casamento.
Ellen Gracie, Ayres Britto, Luiz Fux, Cármem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Gilmar Mendesjá votaram. "Uma sociedade decente é uma sociedade que não humilha seus integrantes", afirmou a ministra durante seu voto que disse ser "integralmente favorável" ao do relator, Carlos Ayres Britto.
O ministro Joaquim Barbosa disse que "estamos diante de uma situação que demonstra claramente o descompasso entre o mundo dos fatos e o universo do direito", disse o ministro. Ele ressaltou que se trata de uma hipótese em que "o direito não foi capaz de acompanhar as profundas e estruturais mudanças sociais não apenas entre nós, brasileiros, mas em escala global".
Ricardo Lewandowski sustentou que a união homoafetiva estável no tempo e pública é hoje uma realidade. Tanto que, no último censo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou a existência de 60 mil casais em união homoafetiva no Brasil. Assim, como não existe previsão constitucional para essa nova modalidade de entidade familiar, cabe aplicar a ela o que o ministro chamou de "técnica de integração analógica", ou seja, enquadrar essa nova relação na legislação mais próxima, até que ela seja definitivamente regulada por lei aprovada pelo Congresso Nacional
A ministra Cármem Lúcia julgou que "a Constituição não permite discriminações, pontuou a ministra. “Aqueles que fazem sua opção pela união homoafetiva não podem ser desigualados em sua cidadania. Ninguém pode ser de uma classe de cidadãos diferentes e inferiores, porque fizeram a escolha afetiva e sexual diferente da maioria”.
Outro lado
Advogados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Associação Eduardo Banks realizaram sustentação oral perante a tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF), na qualidade de amici curiae (amigos da Corte), contra pedidos feitos na ADPF 132 e na ADI 4277. A participação das entidades, na sessão desta quarta-feira (4), ocorreu durante julgamento de duas ações relativas ao reconhecimento da união estável para casais do mesmo sexo.
“Afeto não pode ser parâmetro para constituição de união homoafetiva estável”, sustentou o advogado Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira, em nome da CNBB, primeira entidade a se pronunciar de forma contrária sobre a matéria em análise das ações.
Conforme ele, “a pluralidade tem limites”, tal limitação ocorreria porque a sociedade decidiu se submeter à Constituição Federal. “As pessoas decidiram se contratar socialmente em torno de uma Carta de conteúdo claramente político que estabelece e delibera direitos e deveres mútuos e que permite a nossa convivência”, afirmou.
Para ele, não há lacunas na Constituição e a falta da palavra “apenas” não pode significar que, por essa razão, “toda e qualquer tipo de união, agora, deverá ser contemplada”. Hugo de Oliveira ressaltou ser equivocada a tentativa de deslocar a discussão para o âmbito do direito natural, para um discurso metafísico. “Aliás, ela é mal intencionada porque nós temos aqui uma discussão jurídica, dogmática, positivada, temos uma Carta que disciplina o tema, que estabelece, numerus clausus, quais são as hipóteses de família e de união estável”, destacou, salientando que a Constituição utiliza as palavras ‘homem’ e ‘mulher’, caso contrário falaria em ‘indivíduos’, ‘homens’, ‘pessoas’ ou ‘seres humanos’.
O advogado da Conferência disse que lacuna constitucional “não pode ser confundida com não encontrar na Constituição aquilo que quero ouvir”. Segundo ele, o discurso tem que ser um só, por isso pede que o raciocínio e a análise do Supremo sejam direcionados, absolutamente, tendo como referência o texto constitucional. “O discurso deve ser centrado na Constituição, e não em questões filosóficas ou metafísicas”, acrescentou.
Conforme Hugo de Oliveira, o dispositivo do Código Civil (art. 1.723), supostamente inconstitucional, é reprodução da Constituição Federal. “Como um dispositivo que reproduz a Constituição é inconstitucional? A Constituição é inconstitucional?”, questionou. Para ele, não se trata dizer ser contra ou não ao reconhecimento da união estável para casais do mesmo sexo, mas é uma questão de a união homoafetiva ser constitucional ou não.
O representante da CNBB afirmou que a Confederação não quer pregar qualquer raciocínio maniqueísta, do bem contra o mal, mas o que quis dizer o legislador constituinte originário. “Sei que estamos diante de um tema sensível e que envolve emoções profundas e que permitem, sim, a deturpação do debate”, avaliou.
fonte: só noticias
Ellen Gracie, Ayres Britto, Luiz Fux, Cármem Lúcia, Ricardo Lewandowski, Joaquim Barbosa e Gilmar Mendesjá votaram. "Uma sociedade decente é uma sociedade que não humilha seus integrantes", afirmou a ministra durante seu voto que disse ser "integralmente favorável" ao do relator, Carlos Ayres Britto.
O ministro Joaquim Barbosa disse que "estamos diante de uma situação que demonstra claramente o descompasso entre o mundo dos fatos e o universo do direito", disse o ministro. Ele ressaltou que se trata de uma hipótese em que "o direito não foi capaz de acompanhar as profundas e estruturais mudanças sociais não apenas entre nós, brasileiros, mas em escala global".
Ricardo Lewandowski sustentou que a união homoafetiva estável no tempo e pública é hoje uma realidade. Tanto que, no último censo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apurou a existência de 60 mil casais em união homoafetiva no Brasil. Assim, como não existe previsão constitucional para essa nova modalidade de entidade familiar, cabe aplicar a ela o que o ministro chamou de "técnica de integração analógica", ou seja, enquadrar essa nova relação na legislação mais próxima, até que ela seja definitivamente regulada por lei aprovada pelo Congresso Nacional
A ministra Cármem Lúcia julgou que "a Constituição não permite discriminações, pontuou a ministra. “Aqueles que fazem sua opção pela união homoafetiva não podem ser desigualados em sua cidadania. Ninguém pode ser de uma classe de cidadãos diferentes e inferiores, porque fizeram a escolha afetiva e sexual diferente da maioria”.
Outro lado
Advogados da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e da Associação Eduardo Banks realizaram sustentação oral perante a tribuna do Supremo Tribunal Federal (STF), na qualidade de amici curiae (amigos da Corte), contra pedidos feitos na ADPF 132 e na ADI 4277. A participação das entidades, na sessão desta quarta-feira (4), ocorreu durante julgamento de duas ações relativas ao reconhecimento da união estável para casais do mesmo sexo.
“Afeto não pode ser parâmetro para constituição de união homoafetiva estável”, sustentou o advogado Hugo José Sarubbi Cysneiros de Oliveira, em nome da CNBB, primeira entidade a se pronunciar de forma contrária sobre a matéria em análise das ações.
Conforme ele, “a pluralidade tem limites”, tal limitação ocorreria porque a sociedade decidiu se submeter à Constituição Federal. “As pessoas decidiram se contratar socialmente em torno de uma Carta de conteúdo claramente político que estabelece e delibera direitos e deveres mútuos e que permite a nossa convivência”, afirmou.
Para ele, não há lacunas na Constituição e a falta da palavra “apenas” não pode significar que, por essa razão, “toda e qualquer tipo de união, agora, deverá ser contemplada”. Hugo de Oliveira ressaltou ser equivocada a tentativa de deslocar a discussão para o âmbito do direito natural, para um discurso metafísico. “Aliás, ela é mal intencionada porque nós temos aqui uma discussão jurídica, dogmática, positivada, temos uma Carta que disciplina o tema, que estabelece, numerus clausus, quais são as hipóteses de família e de união estável”, destacou, salientando que a Constituição utiliza as palavras ‘homem’ e ‘mulher’, caso contrário falaria em ‘indivíduos’, ‘homens’, ‘pessoas’ ou ‘seres humanos’.
O advogado da Conferência disse que lacuna constitucional “não pode ser confundida com não encontrar na Constituição aquilo que quero ouvir”. Segundo ele, o discurso tem que ser um só, por isso pede que o raciocínio e a análise do Supremo sejam direcionados, absolutamente, tendo como referência o texto constitucional. “O discurso deve ser centrado na Constituição, e não em questões filosóficas ou metafísicas”, acrescentou.
Conforme Hugo de Oliveira, o dispositivo do Código Civil (art. 1.723), supostamente inconstitucional, é reprodução da Constituição Federal. “Como um dispositivo que reproduz a Constituição é inconstitucional? A Constituição é inconstitucional?”, questionou. Para ele, não se trata dizer ser contra ou não ao reconhecimento da união estável para casais do mesmo sexo, mas é uma questão de a união homoafetiva ser constitucional ou não.
O representante da CNBB afirmou que a Confederação não quer pregar qualquer raciocínio maniqueísta, do bem contra o mal, mas o que quis dizer o legislador constituinte originário. “Sei que estamos diante de um tema sensível e que envolve emoções profundas e que permitem, sim, a deturpação do debate”, avaliou.
fonte: só noticias
sábado, 30 de abril de 2011
Lucas: pesquisadores buscam minimizar impactos da pesquisa de agrotóxicos no leite materno
Aproximadamente 45 dias após a divulgação, os pesquisadores, responsáveis pelo estudo que encontrou traços de agrotóxicos no leite materno de 62 mulheres em Lucas do Rio Verde, se reuniram na tarde da última quarta-feira (27), em Cuiabá, com o objetivo de minimizar os impactos produzidos pelo estudo. De acordo com o pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Josino Costa Moreira, não significa que as substâncias encontradas no leite materno não sejam nocivas a saúde humana, "significa que elas não são boas, ou melhor, não são normais no organismo". O pesquisador explica que existem evidências de que tais substâncias utilizadas na produção de agrotóxicos causem doenças em animais de laboratório e, naturalmente em humanos. Entretanto, a relação não é tão simples, "tem a substância, ela vai produzir isso", depende de uma série de fatores, principalmente a quantidade e a dose dos elementos encontrados no organismo.
Em relação a preocupação das mães sobre a continuidade da amamentação, o pesquisador e orientador do estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Wanderlei Pignati ressalta que de forma alguma os resultados da pesquisa devem ser utilizados para que as mães deixem de amamentar os filhos. "A amamentação traz muito mais benefícios, inclusive com a presença de alguns componentes imunológicos que ajudam a proteger as crianças das substâncias presentes nos agrotóxicos".
Ainda segundo Moreira, os alimentos não são a única forma de contaminação, uma vez que, os agrotóxicos podem estar presentes no ar e também na água consumida pela população. Para ele, os resultados servem de alerta para que o poder público e a justiça tomem providências para quebrar o ciclo de contaminação.
De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Lucas do Rio Verde, Edu Pascoski, a realização da pesquisa é o primeiro passo em busca de soluções para o problema que afeta parte da produção agrícola brasileira. Porém, Pascoski ressalta que a questão deve ser discutida de maneira responsável e com a participação dos órgãos competentes, uma vez que o centro do problema não esta em Lucas o Rio Verde.
Segundo o secretário, não adianta a poder público municipal cobrar dos produtores locais, se a maioria dos alimentos consumidos no município vem de outras regiões do País. Pascoski destaca ainda que da maneira como foi mostrado na mídia nacional parece que o problema acontece unicamente em Lucas do Rio Verde. "E não é. O estudo deixa claro que é preciso fazer um levantamento sério sobre a produção de alimentos no Brasil e estabelecer ações efetivas de controle da produção".
Fonte: Sonoticias
Em relação a preocupação das mães sobre a continuidade da amamentação, o pesquisador e orientador do estudo da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Wanderlei Pignati ressalta que de forma alguma os resultados da pesquisa devem ser utilizados para que as mães deixem de amamentar os filhos. "A amamentação traz muito mais benefícios, inclusive com a presença de alguns componentes imunológicos que ajudam a proteger as crianças das substâncias presentes nos agrotóxicos".
Ainda segundo Moreira, os alimentos não são a única forma de contaminação, uma vez que, os agrotóxicos podem estar presentes no ar e também na água consumida pela população. Para ele, os resultados servem de alerta para que o poder público e a justiça tomem providências para quebrar o ciclo de contaminação.
De acordo com o secretário de Agricultura e Meio Ambiente de Lucas do Rio Verde, Edu Pascoski, a realização da pesquisa é o primeiro passo em busca de soluções para o problema que afeta parte da produção agrícola brasileira. Porém, Pascoski ressalta que a questão deve ser discutida de maneira responsável e com a participação dos órgãos competentes, uma vez que o centro do problema não esta em Lucas o Rio Verde.
Segundo o secretário, não adianta a poder público municipal cobrar dos produtores locais, se a maioria dos alimentos consumidos no município vem de outras regiões do País. Pascoski destaca ainda que da maneira como foi mostrado na mídia nacional parece que o problema acontece unicamente em Lucas do Rio Verde. "E não é. O estudo deixa claro que é preciso fazer um levantamento sério sobre a produção de alimentos no Brasil e estabelecer ações efetivas de controle da produção".
Fonte: Sonoticias
quinta-feira, 28 de abril de 2011
Reforma Política: Financiamento público e voto em lista são consenso no PT
A direção nacional do PT realizou na noite de ontem (26) um debate sobre a reforma política, no auditório do PT nacional, em Brasília.
Dois ministros de estado, um secretário-executivo de ministério, senadores, deputados federais, dirigentes nacionais e regionais, e militantes participaram das discussões sobre como o PT deve defender suas bandeiras.
Os líderes do PT na Câmara e no Senado explicaram quais são os limites na negociação com os outros partidos. No debate houve consenso de que o voto em lista é o melhor instrumento para fortalecer os partidos e acabar com o vício do personalismo na política. Mas todos concordaram também que esta proposta só passa no Congresso se o PT mobilizar a sociedade, a começar dentro do PT.
Além disso, o voto em lista partidária exige a aprovação de outro ponto fundamental: o financiamento público das campanhas eleitorais.
Fonte: PT nacional
Dois ministros de estado, um secretário-executivo de ministério, senadores, deputados federais, dirigentes nacionais e regionais, e militantes participaram das discussões sobre como o PT deve defender suas bandeiras.
Os líderes do PT na Câmara e no Senado explicaram quais são os limites na negociação com os outros partidos. No debate houve consenso de que o voto em lista é o melhor instrumento para fortalecer os partidos e acabar com o vício do personalismo na política. Mas todos concordaram também que esta proposta só passa no Congresso se o PT mobilizar a sociedade, a começar dentro do PT.
Além disso, o voto em lista partidária exige a aprovação de outro ponto fundamental: o financiamento público das campanhas eleitorais.
Fonte: PT nacional
terça-feira, 26 de abril de 2011
Lula, Dilma e o futuro do Brasil
Texto postado no Blog do Emir nesta segunda-feira (25)
Os brasileiros foram decidindo, ao longo dos últimos anos, o tipo de país que queremos. Lula tornou-se o presidente de todos os brasileiros, ancorado em um modelo econômico e social de democratização do país. Reformulou o modelo econômico e o acoplou indissoluvelmente a políticas sociais de distribuição de renda, de criação de emprego e de resgate da massa mais pobre do país. Dilma pretende consolidar essa hegemonia também no plano político.
Mas a questão essencial, aberta, sobre o futuro do Brasil, não se dará nesses planos: o modelo econômico, submetido a difíceis e inevitáveis readequações, será esse, com aprofundamento e extensão das politicas sociais. A possibilidade do governo consolidar sua maioria e de se intensificar e estender a sangria da oposição, é muito grande.
A questão fundamental que decidirá o futuro do Brasil se dá no plano dos valores. Nosso país foi profundamente transformado em décadas recentes. Esgotado o impulso democrático pela frustração de termos um governo que democratizasse o país não apenas no plano político e institucional, mas também nas profundas estruturas injustas e monopólicas geradas e/ou consolidadas na ditadura, sofremos a ofensiva neoliberal dos governos Collor, Itamar e FHC, que não apenas transformaram o Estado e a sociedade brasileiros, mas também os valores predominantes no país.
O resgate no plano da economia e das relações sociais que o governo Lula logrou - e a que o governo Dilma dá continuidade – não afetou os valores predominantes instalados na década anterior. O justo atendimento das necessidades de acesso aos bens e serviços básicos de consumo da massa mais pobre da população foi acompanhada, pela retomada da expansão econômica, pela continuidade e a extensão dos estilos de consumo e dos valores correspondentes gerados no período anterior.
Que valores são esses? Eles se fundamentam na concepção neoliberal da centralidade do mercado em detrimento dos direitos, do consumidor em detrimento do cidadão, da competição em detrimento do justo atendimento das necessidades de todos. É o chamado “modo de vida norteamericano”, que se difundiu com a globalização e com a hegemonia mundial que os EUA conquistaram no final da guerra fria, com o fim do mundo bipolar e sua ascensão a única potencia global.
Trata-se de uma visão do mundo não centrada nos direitos, na justiça, na igualdade, mas na competição entre todos no mercado, esse espaço profundamente desigual e injusto, que não reconhece direitos, que multiplica incessantemente a concentração de riqueza e a marginalização da grande maioria.
A extensão do acesso ao consumo para todos e o monopólio dos meios de comunicação – concentrados em empresas financiadas pelos grandes monopólios privados – favoreceram que as transformações econômicas e sociais não tivessem desdobramentos no plano da ideologia, dos valores, no plano cultural e educativo. No momento em que a ascensão social das camadas pobres da população ganha uma dimensão extraordinária, o tema dos valores que essas novas camadas que conseguem, pela primeira vez, ter acesso a bens fundamentais, fica em aberto que valores serão assumidos por esses setores, majoritários na sociedade brasileira.
Não por acaso setores opositores, em meio a uma profunda crise de identidade, tentam apontar para essas camadas sociais ascendentes como seu objetivo, para buscar novas bases sociais de apoio. E o próprio governo tem consciência que na disputa sobre os valores desses setores ascendentes se joga o futuro da sociedade brasileira.
Há várias questões pendentes, preocupantes, com que o governo Dilma se enfrenta. As readequações da política econômica não conseguiram ainda dar conta da extensão dos problemas a enfrentar: taxas de juros altas e em processo de elevação, desindustrialização, riscos inflacionários, insatisfação com o aumento do salario mínimo – para citar apenas alguns.
Da mesma forma que as condições em que se dão obras do PAC revela como a acelerada busca dos objetivos do plano não levou devidamente em consideração as condições a que as empreiteiras submetem as dezenas de milhares de trabalhadores das obras mais importantes do governo federal. Jirau, Santo Antonio, Belo Monte – são temas que estão longe de ter sido devidamente equacionados.
As mudanças, mesmo se de nuance, na politica externa, suscitam perguntas sobre se a equilibrada formulação de perseguir o respeito aos direitos humanos sem distinção do país, se reflete na realidade, quando inseridas em um mundo extremamente assimétrico, em que, por exemplo, o Irã é denunciado, enquanto os EUA – por Guantánamo – e Israel – pela Palestina – não são tratados da mesma forma. Em que a Líbia é bombardeada, enquanto se trata de maneira diferenciada a países em que se dá o mesmo tipo de movimento opositor, como o Iémen e o Bahrein, para citar apenas alguns casos. Se iniciativas que impeçam que se trate, objetivamente, de dois pesos, duas medidas, não forem tomadas, o equilíbrio que se busca não se refletirá no conflitivo e desequilibrado marco de relações internacionais.
Mas a questão estrategicamente central - mencionada anteriormente - é a questão das ideias, dos valores, da cultura, das formas de sociabilidade. Nisso, as dificuldades na politica cultural (retrocessos, isolamento politico, ausência de propostas, falta de consciência da dimensão da politica cultural no Brasil contemporâneo), na educativa - com a indispensável e estreita articulação entre politicas educativas e culturais - e o seu desdobramento fundamental nas politicas de comunicação, são os elementos chave. Com a integração das políticas sociais – do Bolsa Família às praças do PAC -, das politicas de direitos – dos direitos humanos aos das mulheres e de todos os setores ainda postergados no plano da cidadania plena – deveria ir se constituindo uma estratégica ampla e global para promover e favorecer formas solidárias e humanistas de sociabilidade. Para que estejamos a favor do governo não apenas porque nossa situação individual está melhor, mas porque o principal problema que o Brasil arrasta ao longo do tempo – a desigualdade, a injustiça social, a marginalização das camadas mais pobres – tem tido respostas positivas e sua superação é o principal objetivo do governo.
Foi criada no Brasil uma nova maioria social e politica, que elegeu, reelegeu Lula e elegeu Dilma. Trata-se agora de consolidar essa nova maioria no plano das ideias, dos valores, da ideologia, da cultura. Esse o maior e decisivo desafio, que vai definir a fisionomia do Brasil da primeira metade do século XXI.
Emir Sader é sociólogo e professor.
Os brasileiros foram decidindo, ao longo dos últimos anos, o tipo de país que queremos. Lula tornou-se o presidente de todos os brasileiros, ancorado em um modelo econômico e social de democratização do país. Reformulou o modelo econômico e o acoplou indissoluvelmente a políticas sociais de distribuição de renda, de criação de emprego e de resgate da massa mais pobre do país. Dilma pretende consolidar essa hegemonia também no plano político.
Mas a questão essencial, aberta, sobre o futuro do Brasil, não se dará nesses planos: o modelo econômico, submetido a difíceis e inevitáveis readequações, será esse, com aprofundamento e extensão das politicas sociais. A possibilidade do governo consolidar sua maioria e de se intensificar e estender a sangria da oposição, é muito grande.
A questão fundamental que decidirá o futuro do Brasil se dá no plano dos valores. Nosso país foi profundamente transformado em décadas recentes. Esgotado o impulso democrático pela frustração de termos um governo que democratizasse o país não apenas no plano político e institucional, mas também nas profundas estruturas injustas e monopólicas geradas e/ou consolidadas na ditadura, sofremos a ofensiva neoliberal dos governos Collor, Itamar e FHC, que não apenas transformaram o Estado e a sociedade brasileiros, mas também os valores predominantes no país.
O resgate no plano da economia e das relações sociais que o governo Lula logrou - e a que o governo Dilma dá continuidade – não afetou os valores predominantes instalados na década anterior. O justo atendimento das necessidades de acesso aos bens e serviços básicos de consumo da massa mais pobre da população foi acompanhada, pela retomada da expansão econômica, pela continuidade e a extensão dos estilos de consumo e dos valores correspondentes gerados no período anterior.
Que valores são esses? Eles se fundamentam na concepção neoliberal da centralidade do mercado em detrimento dos direitos, do consumidor em detrimento do cidadão, da competição em detrimento do justo atendimento das necessidades de todos. É o chamado “modo de vida norteamericano”, que se difundiu com a globalização e com a hegemonia mundial que os EUA conquistaram no final da guerra fria, com o fim do mundo bipolar e sua ascensão a única potencia global.
Trata-se de uma visão do mundo não centrada nos direitos, na justiça, na igualdade, mas na competição entre todos no mercado, esse espaço profundamente desigual e injusto, que não reconhece direitos, que multiplica incessantemente a concentração de riqueza e a marginalização da grande maioria.
A extensão do acesso ao consumo para todos e o monopólio dos meios de comunicação – concentrados em empresas financiadas pelos grandes monopólios privados – favoreceram que as transformações econômicas e sociais não tivessem desdobramentos no plano da ideologia, dos valores, no plano cultural e educativo. No momento em que a ascensão social das camadas pobres da população ganha uma dimensão extraordinária, o tema dos valores que essas novas camadas que conseguem, pela primeira vez, ter acesso a bens fundamentais, fica em aberto que valores serão assumidos por esses setores, majoritários na sociedade brasileira.
Não por acaso setores opositores, em meio a uma profunda crise de identidade, tentam apontar para essas camadas sociais ascendentes como seu objetivo, para buscar novas bases sociais de apoio. E o próprio governo tem consciência que na disputa sobre os valores desses setores ascendentes se joga o futuro da sociedade brasileira.
Há várias questões pendentes, preocupantes, com que o governo Dilma se enfrenta. As readequações da política econômica não conseguiram ainda dar conta da extensão dos problemas a enfrentar: taxas de juros altas e em processo de elevação, desindustrialização, riscos inflacionários, insatisfação com o aumento do salario mínimo – para citar apenas alguns.
Da mesma forma que as condições em que se dão obras do PAC revela como a acelerada busca dos objetivos do plano não levou devidamente em consideração as condições a que as empreiteiras submetem as dezenas de milhares de trabalhadores das obras mais importantes do governo federal. Jirau, Santo Antonio, Belo Monte – são temas que estão longe de ter sido devidamente equacionados.
As mudanças, mesmo se de nuance, na politica externa, suscitam perguntas sobre se a equilibrada formulação de perseguir o respeito aos direitos humanos sem distinção do país, se reflete na realidade, quando inseridas em um mundo extremamente assimétrico, em que, por exemplo, o Irã é denunciado, enquanto os EUA – por Guantánamo – e Israel – pela Palestina – não são tratados da mesma forma. Em que a Líbia é bombardeada, enquanto se trata de maneira diferenciada a países em que se dá o mesmo tipo de movimento opositor, como o Iémen e o Bahrein, para citar apenas alguns casos. Se iniciativas que impeçam que se trate, objetivamente, de dois pesos, duas medidas, não forem tomadas, o equilíbrio que se busca não se refletirá no conflitivo e desequilibrado marco de relações internacionais.
Mas a questão estrategicamente central - mencionada anteriormente - é a questão das ideias, dos valores, da cultura, das formas de sociabilidade. Nisso, as dificuldades na politica cultural (retrocessos, isolamento politico, ausência de propostas, falta de consciência da dimensão da politica cultural no Brasil contemporâneo), na educativa - com a indispensável e estreita articulação entre politicas educativas e culturais - e o seu desdobramento fundamental nas politicas de comunicação, são os elementos chave. Com a integração das políticas sociais – do Bolsa Família às praças do PAC -, das politicas de direitos – dos direitos humanos aos das mulheres e de todos os setores ainda postergados no plano da cidadania plena – deveria ir se constituindo uma estratégica ampla e global para promover e favorecer formas solidárias e humanistas de sociabilidade. Para que estejamos a favor do governo não apenas porque nossa situação individual está melhor, mas porque o principal problema que o Brasil arrasta ao longo do tempo – a desigualdade, a injustiça social, a marginalização das camadas mais pobres – tem tido respostas positivas e sua superação é o principal objetivo do governo.
Foi criada no Brasil uma nova maioria social e politica, que elegeu, reelegeu Lula e elegeu Dilma. Trata-se agora de consolidar essa nova maioria no plano das ideias, dos valores, da ideologia, da cultura. Esse o maior e decisivo desafio, que vai definir a fisionomia do Brasil da primeira metade do século XXI.
Emir Sader é sociólogo e professor.
PSDB/SP é um saco de gatos. Cerra devia ser Ministro da Dilma
Saiu na Folha (*), pág. A9:
“Serrista deixa PSDB e ataca Alckmin”
“Fundador do partido e secretário de São Paulo, Walter Feldman culpa governador por crise entre tucanos”.
Feldman “acusa ala adversária (alckimista – PHA) de sabotar sua campanha à Câmara em 2010 (ele não se elegeu deputado federal em 2010 – PHA)”.
Feldman defende tese esdrúxula.
O Padim Pade Cerra lançou Kassab, do PFL, candidato a prefeito de São Paulo, contra Alckmin, do PSDB.
E Feldman diz que quem traiu foi o Alckmin.
Interessante.
Na véspera, a mesma Folha tinha noticiado que Alckmin acabou com um programa do Cerra: ensinar idiomas a alunos de escolas públicas FORA da rede pública.
Interessante, o jenio Cerra.
Mandou 80 mil alunos para escolas particulares.
Em boa hora, Alckmin acabou com a experiência privatizante.
Alckmin paga Cerra na mesma moeda.
Quando assumiu o Governo, Cerra desmontou vários programas de Alckmin.
O que rendeu bom argumento à Presidenta.
Dizia ela: como ter certeza de que o meu adversário vai seguir com o Bolsa Família e o ProUni, se ele detonou os programas do Alckmin, que é do próprio partido dele, e de São Paulo ?
Cabe aqui recomendar ao amigo navegante a leitura da entrevista de Fernando Lyra ao Jornal do Commercio de Pernambuco – “Fora Lula, quem é que o PT tem ?”, onde ele mostra que o PSDB é uma ficção, ou, como diz o Oráculo de Delfos, um elemento químico.
(Porém, não esquecer que, mesmo sem um Partido, Cerra tem o Papa, o aborto – no Chile pode – e a Chevron – ou seja, a extrema direita.)
O amigo navegante Rodrigo sugeriu que a presidenta Dilma desse um Ministério ao Cerra.
Porque ninguém a ajudou tanto quanto o Cerra.
O Rodrigo tem lá as suas razões.
Por que não dar ao Cerra a Secretaria de Assuntos Estratégicos do Wellington Moreira Franco ?
Adversário por adversário …
Paulo Henrique Amorim.
(*) Folha é um jornal que não se deve deixar a avó ler, porque publica palavrões. Além disso, Folha é aquele jornal que entrevista Daniel Dantas DEPOIS de condenado e pergunta o que ele achou da investigação; da “ditabranda”; da ficha falsa da Dilma; que veste FHC com o manto de “bom caráter”, porque, depois de 18 anos, reconheceu um filho; que matou o Tuma e depois o ressuscitou; e que é o que é, porque o dono é o que é; nos anos militares, a Folha emprestava carros de reportagem aos torturadores.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
O PT é citado como o partido mais admirado pela nova classe média, diz Datafolha
O PT é citado como o partido mais admirado pela nova classe média, faixa que reúne as famílias com renda mensal entre três e dez salários mínimos. A sigla aparece à frente das outras em todas as faixas de renda, com 26% da preferência, contra 6% do PMDB e 5% do PSDB.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Lucas: Albieri é convidado a se filiar ao PT
É o caso do Partido dos Trabalhadores, o PT, que oficializou na noite desta segunda-feira, 18, durante sessão ordinária na Câmara de Vereadores, o convite para que o vereador Márcio Albieri, hoje militante do Partido Popular Socialista (PPS), trocasse de sigla.
O anuncio do convite foi feito pelo vereador, Fernando Pael (PT) na tribuna. E segundo ele, a ida de Albieri não é apenas um simples acordo político, mas sim, visando à disputa eleitoral ao cargo de futuro prefeito de Lucas do Rio Verde.
“Durante reunião com toda diretoria do Partido dos Trabalhadores, os membros me pediram que eu fizesse o convite ao companheiro Márcio Albieri. Vamos colocar o nome do vereador à disposição para uma possível candidatura a cargo de prefeito de Lucas”, comentou Pael, justificando que o nome de Albieri foi colocado em discussão junto ao partido sem nenhum questionamento contrário.
“Haja vista que o nobre vereador foi o mais votado nas ultimas eleições com 11% dos votos válidos. Teve sua prestação de contas aprovada, enquanto presidente dessa casa, por unanimidade pelo Tribunal de Contas sem nenhuma restrição e apontamento”. Finalizou.
Por sua vez, o vereador Albieri se diz feliz com o convite, mas afirmou que é cedo para esse tipo de discussão.
“Eu me sinto honrado com o convite. É cedo para esse tipo de discussão. O fato é que vamos continuar a trabalhar para honrar os 11% dos votos que tivemos”. O vereador disse ainda. “A cidade de Lucas do Rio Verde mudou. Já se foi o tempo em que meia dúzia decidia quem seria o prefeito da cidade. O próximo prefeito tem que sair justamente, dessa discussão da população e não por vontade de poucos”.
Questionado se estaria pronto para tal desafio, Abieri foi categórico.
“Eu me sinto preparado, até por que no dia-a-dia a gente enfrenta situações e que facilmente seriam resolvidas se tivesse o poder da caneta. Muitas vezes o vereador é limitado, enquanto membro do poder público. A vantagem de ser executivo é justamente essa, tento o poder da caneta na mão, faz as coisas acontecerem”, comentou.
Ainda segundo Fernando Pael, o PT segue em crescimento e fortalecimento de sua estrutura por meio da afiliação de novas lideranças. Pael anunciou também a filiação da ex-vereadora Cleci Fátima Nunes ao PT.
Fonte: ExpressoMT/João Ricardo
O anuncio do convite foi feito pelo vereador, Fernando Pael (PT) na tribuna. E segundo ele, a ida de Albieri não é apenas um simples acordo político, mas sim, visando à disputa eleitoral ao cargo de futuro prefeito de Lucas do Rio Verde.
“Durante reunião com toda diretoria do Partido dos Trabalhadores, os membros me pediram que eu fizesse o convite ao companheiro Márcio Albieri. Vamos colocar o nome do vereador à disposição para uma possível candidatura a cargo de prefeito de Lucas”, comentou Pael, justificando que o nome de Albieri foi colocado em discussão junto ao partido sem nenhum questionamento contrário.
“Haja vista que o nobre vereador foi o mais votado nas ultimas eleições com 11% dos votos válidos. Teve sua prestação de contas aprovada, enquanto presidente dessa casa, por unanimidade pelo Tribunal de Contas sem nenhuma restrição e apontamento”. Finalizou.
Por sua vez, o vereador Albieri se diz feliz com o convite, mas afirmou que é cedo para esse tipo de discussão.
“Eu me sinto honrado com o convite. É cedo para esse tipo de discussão. O fato é que vamos continuar a trabalhar para honrar os 11% dos votos que tivemos”. O vereador disse ainda. “A cidade de Lucas do Rio Verde mudou. Já se foi o tempo em que meia dúzia decidia quem seria o prefeito da cidade. O próximo prefeito tem que sair justamente, dessa discussão da população e não por vontade de poucos”.
Questionado se estaria pronto para tal desafio, Abieri foi categórico.
“Eu me sinto preparado, até por que no dia-a-dia a gente enfrenta situações e que facilmente seriam resolvidas se tivesse o poder da caneta. Muitas vezes o vereador é limitado, enquanto membro do poder público. A vantagem de ser executivo é justamente essa, tento o poder da caneta na mão, faz as coisas acontecerem”, comentou.
Ainda segundo Fernando Pael, o PT segue em crescimento e fortalecimento de sua estrutura por meio da afiliação de novas lideranças. Pael anunciou também a filiação da ex-vereadora Cleci Fátima Nunes ao PT.
Fonte: ExpressoMT/João Ricardo
domingo, 17 de abril de 2011
Reforma Política: Senador que impor limite de gastos nas campanhas
A comissão da Reforma Política do Senado vai levar para o plenário o debate sobre o financiamento público das campanhas eleitorais.
Para o senador Jorge Viana (PT/AC) o financiamento público é um tema polêmico e pode ter dificuldade em ser aprovado.
Viana apresentou uma proposta para limitar os gastos das campanhas e acredita que essa medida vai trazer mais igualdade ao pleito eleitoral.
“Eu particularmente acho que isso vai gerar um debate enorme ainda, o financiamento público, por princípio sou favorável porque hoje já é misto o sistema. Mas a minha sugestão é que seja estabelecido um teto de gastos por partido, que dá pra fazer regionalizado, dá pra fazer com que a gente tenha uma melhor possibilidade de fiscalizar. As candidaturas, elas têm que ter um limite pra gente ter menos dinheiro circulando na eleição e ter mais igualdade na disputa. Aqueles que não têm dinheiro e tem boas ideias poderem enfrentar aqueles que ganham na base do dinheiro”.
O projeto vai ser analisado pela comissão de Constituição e Justiça e depois de aprovado segue direto para a Câmara dos Deputados. (Bruno Costa – Portal do PT)
Para o senador Jorge Viana (PT/AC) o financiamento público é um tema polêmico e pode ter dificuldade em ser aprovado.
Viana apresentou uma proposta para limitar os gastos das campanhas e acredita que essa medida vai trazer mais igualdade ao pleito eleitoral.
“Eu particularmente acho que isso vai gerar um debate enorme ainda, o financiamento público, por princípio sou favorável porque hoje já é misto o sistema. Mas a minha sugestão é que seja estabelecido um teto de gastos por partido, que dá pra fazer regionalizado, dá pra fazer com que a gente tenha uma melhor possibilidade de fiscalizar. As candidaturas, elas têm que ter um limite pra gente ter menos dinheiro circulando na eleição e ter mais igualdade na disputa. Aqueles que não têm dinheiro e tem boas ideias poderem enfrentar aqueles que ganham na base do dinheiro”.
O projeto vai ser analisado pela comissão de Constituição e Justiça e depois de aprovado segue direto para a Câmara dos Deputados. (Bruno Costa – Portal do PT)
PT recusará aliança com PSD de Kassab na eleição municipal
O PT está longe de caminhar junto com o PSD, do prefeito Gilberto Kassab, nas eleições municipais paulistanas do ano que vem. O partido da presidente Dilma Rousseff faz oposição à administração kassabista e manterá esta postura na sucessão.
A diretriz deve ser aprovada neste fim de semana em debate das direções zonais da legenda, que representam regiões do município.
"Nossa estratégia é simples: construir uma candidatura do PT e definir este nome ainda este ano. Somos oposição ao governo Kassab e não tem sentido buscar apoio do partido dele nas próximas eleições", disse o presidente do diretório municipal, Antonio Donato.
Kassab, que deixará o oposicionista ao governo federal DEM para ingressar no PSD, vem afirmando que a nova sigla pretende ajudar o governo Dilma. Para Donato, isso não tem correspondência em São Paulo.
"Não muda nada se eles são base. Uma coisa é Brasília, outra é o processo eleitoral", avaliou o dirigente, apontando pesquisa Datafolha em que 43% dos paulistanos acreditam que o prefeito vem fazendo uma administração ruim ou péssima.
No documento que será discutido nas reuniões deste fim de semana, os petistas classificam o projeto de Kassab de "antagônico" e afirmam que a nova legenda é uma tentativa de construir uma alternativa ao PT, apontando como exemplo o acordo da prefeitura com o PC do B, tradicional aliado dos petistas.
Já a escolha do nome do candidato petista deve receber a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele vem dizendo a interlocutores que quer uma renovação no nome que disputará a prefeitura de São Paulo, mas até agora não interferiu diretamente no processo.
Segundo Donato, se o foco for a renovação, o partido analisa os nomes dos ministros Fernando Haddad (Educação), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Alexandre Padilha (Saúde). Os deputados Jilmar Tatto, Paulo Teixeira e Carlos Zarattini também estão neste bloco. Enquanto os deputados teriam mais vivência com a cidade, os ministros estariam longe do dia-a-dia do município.
Se a opção for por nomes mais consolidados eleitoralmente, a senadora Marta Suplicy e o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) seriam as opções. A ex-prefeita Marta (2001-2004) saiu derrotada da eleição de 2008 contra Kassab, mesmo desempenho que teve contra José Serra (PSDB) em 2004.
Tantos nomes sugerem a realização de um prévia, o que foi descartado pelo presidente do PT paulistano. "Vamos tentar resolver no debate", disse.
Pelo PSDB, José Serra tem sido apontado como possibilidade, recebendo a promessa de apoio do PSD. Se ele não concorrer, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, é a opção pela nova sigla.
fonte: folha .com
A diretriz deve ser aprovada neste fim de semana em debate das direções zonais da legenda, que representam regiões do município.
"Nossa estratégia é simples: construir uma candidatura do PT e definir este nome ainda este ano. Somos oposição ao governo Kassab e não tem sentido buscar apoio do partido dele nas próximas eleições", disse o presidente do diretório municipal, Antonio Donato.
Kassab, que deixará o oposicionista ao governo federal DEM para ingressar no PSD, vem afirmando que a nova sigla pretende ajudar o governo Dilma. Para Donato, isso não tem correspondência em São Paulo.
"Não muda nada se eles são base. Uma coisa é Brasília, outra é o processo eleitoral", avaliou o dirigente, apontando pesquisa Datafolha em que 43% dos paulistanos acreditam que o prefeito vem fazendo uma administração ruim ou péssima.
No documento que será discutido nas reuniões deste fim de semana, os petistas classificam o projeto de Kassab de "antagônico" e afirmam que a nova legenda é uma tentativa de construir uma alternativa ao PT, apontando como exemplo o acordo da prefeitura com o PC do B, tradicional aliado dos petistas.
Já a escolha do nome do candidato petista deve receber a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele vem dizendo a interlocutores que quer uma renovação no nome que disputará a prefeitura de São Paulo, mas até agora não interferiu diretamente no processo.
Segundo Donato, se o foco for a renovação, o partido analisa os nomes dos ministros Fernando Haddad (Educação), José Eduardo Cardozo (Justiça) e Alexandre Padilha (Saúde). Os deputados Jilmar Tatto, Paulo Teixeira e Carlos Zarattini também estão neste bloco. Enquanto os deputados teriam mais vivência com a cidade, os ministros estariam longe do dia-a-dia do município.
Se a opção for por nomes mais consolidados eleitoralmente, a senadora Marta Suplicy e o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) seriam as opções. A ex-prefeita Marta (2001-2004) saiu derrotada da eleição de 2008 contra Kassab, mesmo desempenho que teve contra José Serra (PSDB) em 2004.
Tantos nomes sugerem a realização de um prévia, o que foi descartado pelo presidente do PT paulistano. "Vamos tentar resolver no debate", disse.
Pelo PSDB, José Serra tem sido apontado como possibilidade, recebendo a promessa de apoio do PSD. Se ele não concorrer, o vice-governador de São Paulo, Guilherme Afif Domingos, é a opção pela nova sigla.
fonte: folha .com
Dilma visita centro de pesquisa da ZTE, que investirá US$ 200 milhões em Hortolândia, SP”
Dilma visita centro de pesquisa da ZTE, que investirá US$ 200 milhões em Hortolândia, SP”
Ela diz que decidiu investir no Brasil, com um centro de Pesquisa e Desenvolvimento – clique aqui para ler “Mercadante conta como Presidenta deu o ‘salto tecnológico’ ” – , depois que soube do Plano Nacional de Banda Larga.
A China tem 450 milhões de usuários de banda larga.
Clique aqui para ler “Presidenta enquadrou telefônicas sobre banda larga”.
Ou seja, se os nossos global players – BrOi (portuguesa), Telefonica (espanhola) e Embratel (mexicana) – foi nisso que deu a privatização do Farol de Alexandria – não se mexerem, não reduzirem o preço, os chineses comem pela borda.
Vale lembrar, amigo navegante, um dos fracassos retumbantes do Governo (?) do Padim Pade Cerra em São Paulo.
Em plena campanha presidencial de 2010, para concorrer com a JK de saias, o Padim anunciou um Plano Estadual de Banda Larga.
Este ansioso blogueiro logo informou que, na verdade, se tratava de um plano de banda lerda.
Não deu outra.
“Banda larga de São Paulo atinge só 22% do objetivo.”
“Lançado em 2009 por Serra, programa conta hoje com 550 mil assinantes”.
A informação está na Folha (*), pág. B3.
Ele é um jenio.
Para ter a exata noção da jenialidade do Padim, acompanhe o raciocínio do Oráculo de Delfos sobre o artigo do “pobre que exploda” do Justo Veríssimo do PSDB, o Farol de Alexandria.
Paulo Henrique Amorim
Ela diz que decidiu investir no Brasil, com um centro de Pesquisa e Desenvolvimento – clique aqui para ler “Mercadante conta como Presidenta deu o ‘salto tecnológico’ ” – , depois que soube do Plano Nacional de Banda Larga.
A China tem 450 milhões de usuários de banda larga.
Clique aqui para ler “Presidenta enquadrou telefônicas sobre banda larga”.
Ou seja, se os nossos global players – BrOi (portuguesa), Telefonica (espanhola) e Embratel (mexicana) – foi nisso que deu a privatização do Farol de Alexandria – não se mexerem, não reduzirem o preço, os chineses comem pela borda.
Vale lembrar, amigo navegante, um dos fracassos retumbantes do Governo (?) do Padim Pade Cerra em São Paulo.
Em plena campanha presidencial de 2010, para concorrer com a JK de saias, o Padim anunciou um Plano Estadual de Banda Larga.
Este ansioso blogueiro logo informou que, na verdade, se tratava de um plano de banda lerda.
Não deu outra.
“Banda larga de São Paulo atinge só 22% do objetivo.”
“Lançado em 2009 por Serra, programa conta hoje com 550 mil assinantes”.
A informação está na Folha (*), pág. B3.
Ele é um jenio.
Para ter a exata noção da jenialidade do Padim, acompanhe o raciocínio do Oráculo de Delfos sobre o artigo do “pobre que exploda” do Justo Veríssimo do PSDB, o Farol de Alexandria.
Paulo Henrique Amorim
terça-feira, 5 de abril de 2011
Por uma saúde pública universal, de qualidade e humanizada.
A Comissão Executiva do Partido dos Trabalhadores do Estado de Mato Grosso, reunida no dia 04/04/2011, na sede do Partido em Cuiabá, torna pública nota sobre as Organizações Sociais – OSs, na Gestão do Sistema Único de Saúde.
As Organizações Sociais, proposta pelo então ministro da Reforma do Estado e Administração Pública do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Carlos Bresser Pereira (PSDB), em 1998, teve por objetivo transferir as responsabilidades que cabiam ao Estado à iniciativa privada, que posteriormente foi aprovada e sancionada a Lei n° 9.637/98;
Desde então, servidores públicos, sociedade civil organizada, bem como partidos políticos comprometidos com as conquistas sociais e com as entidades representativas da classe trabalhadora, vem lutando contra a Lei n° 9.637/98. Foi de autoria do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Ação Direta de Inconstitucionalidade [ADIN] 1923/98, contra a referida Lei;
Com o fim da CPMF e a conseqüente queda de arrecadação da ordem de R$ 40 bilhões anuais para a saúde, agravaram os problemas, apesar do principal argumento de defesa da oposição que com o fim da CPMF haveria redução de preços dos produtos, o que se viu foi a transformação da redução tributária em lucro por parte do empresariado, beneficiando em certa medida os sonegadores e prejudicando os usuários do SUS, da Assistência Social e da Previdência;
No entanto, o fim da CPMF não impediu o governo de Lula de continuar a investir na Saúde. E no governo de Dilma Rousseff, por meio do Ministério da Saúde, está definida como prioridade a negociação com governadores e prefeitos para a aprovação da regulamentação da emenda constitucional 29, que fixa os percentuais mínimos a serem gastos na Saúde por estados, municípios e União e, impedirá quegestores direcionem, por exemplo, verba para a assistência social alegando se tratar de uma medida de saúde.
Portanto, o Partido dos Trabalhadores:
Reafirma sua posição de defesa do Sistema de Seguridade Social, articulando de forma efetiva as três áreas que o compõe - Saúde, Assistência Social e Previdência Social na perspectiva da consolidação de direitos sociais e do exercício da cidadania;
Reconhece que o Sistema Único de Saúde criado há mais de vinte e dois anos, é sinônimo de uma política ousada de inclusão social, referência de universalização de direitos. Portanto, assegurar o cumprimento da legislação vigente no que tange à implementação dos seus princípios de universalidade, integralidade, equidade, bem como às diretrizes para o seu financiamento, estruturação, gestão e controle social, mais que uma prioridade deve ser um compromisso do conjunto da sociedade brasileira;
Defende a transparência na aplicação dos recursos públicos e, por isso, apóia a iniciativa parlamentar do deputado estadual Ademir Brunetto, que propôs a realização de uma auditagem nas Contas da Secretaria Estadual de Saúde, no sentido de apontar mais elementos para avaliação do quadro atual da Secretaria e buscar solução para os problemas identificados;
E, diante da aprovação da “Lei Complementar nº 417, de 17 de março de 2011, que altera dispositivos da Lei Complementar nº 150, de 08 de janeiro de 2004, que dispõem sobre a qualificação de entidades como Organizações Sociais - OSs, no âmbito do Poder Executivo Estadual, e dá outras providências”, que ocorreu sema necessária participação e debate com a sociedade civil organizada, o PT-MT se solidariza aos movimentos sociais na defesa de uma saúde pública universal, de qualidade e humanizada.
Cuiabá-MT, 04 de abril de 2011.
Comissão Executiva Estadual PT-MT.
As Organizações Sociais, proposta pelo então ministro da Reforma do Estado e Administração Pública do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, Carlos Bresser Pereira (PSDB), em 1998, teve por objetivo transferir as responsabilidades que cabiam ao Estado à iniciativa privada, que posteriormente foi aprovada e sancionada a Lei n° 9.637/98;
Desde então, servidores públicos, sociedade civil organizada, bem como partidos políticos comprometidos com as conquistas sociais e com as entidades representativas da classe trabalhadora, vem lutando contra a Lei n° 9.637/98. Foi de autoria do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Democrático Trabalhista (PDT), a Ação Direta de Inconstitucionalidade [ADIN] 1923/98, contra a referida Lei;
Com o fim da CPMF e a conseqüente queda de arrecadação da ordem de R$ 40 bilhões anuais para a saúde, agravaram os problemas, apesar do principal argumento de defesa da oposição que com o fim da CPMF haveria redução de preços dos produtos, o que se viu foi a transformação da redução tributária em lucro por parte do empresariado, beneficiando em certa medida os sonegadores e prejudicando os usuários do SUS, da Assistência Social e da Previdência;
No entanto, o fim da CPMF não impediu o governo de Lula de continuar a investir na Saúde. E no governo de Dilma Rousseff, por meio do Ministério da Saúde, está definida como prioridade a negociação com governadores e prefeitos para a aprovação da regulamentação da emenda constitucional 29, que fixa os percentuais mínimos a serem gastos na Saúde por estados, municípios e União e, impedirá quegestores direcionem, por exemplo, verba para a assistência social alegando se tratar de uma medida de saúde.
Portanto, o Partido dos Trabalhadores:
Reafirma sua posição de defesa do Sistema de Seguridade Social, articulando de forma efetiva as três áreas que o compõe - Saúde, Assistência Social e Previdência Social na perspectiva da consolidação de direitos sociais e do exercício da cidadania;
Reconhece que o Sistema Único de Saúde criado há mais de vinte e dois anos, é sinônimo de uma política ousada de inclusão social, referência de universalização de direitos. Portanto, assegurar o cumprimento da legislação vigente no que tange à implementação dos seus princípios de universalidade, integralidade, equidade, bem como às diretrizes para o seu financiamento, estruturação, gestão e controle social, mais que uma prioridade deve ser um compromisso do conjunto da sociedade brasileira;
Defende a transparência na aplicação dos recursos públicos e, por isso, apóia a iniciativa parlamentar do deputado estadual Ademir Brunetto, que propôs a realização de uma auditagem nas Contas da Secretaria Estadual de Saúde, no sentido de apontar mais elementos para avaliação do quadro atual da Secretaria e buscar solução para os problemas identificados;
E, diante da aprovação da “Lei Complementar nº 417, de 17 de março de 2011, que altera dispositivos da Lei Complementar nº 150, de 08 de janeiro de 2004, que dispõem sobre a qualificação de entidades como Organizações Sociais - OSs, no âmbito do Poder Executivo Estadual, e dá outras providências”, que ocorreu sema necessária participação e debate com a sociedade civil organizada, o PT-MT se solidariza aos movimentos sociais na defesa de uma saúde pública universal, de qualidade e humanizada.
Cuiabá-MT, 04 de abril de 2011.
Comissão Executiva Estadual PT-MT.
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