Dá para entender porque o candidato da oposição a presidente da República, José Serra (PSDB-DEM-PPS), concentrou-se nas últimas semanas de campanha em críticas ao tráfico de drogas, acusou os governos da Bolívia de omisso e do Brasil de cúmplice nessa questão, e anteontem desfechou pesados ataques ao Plano Nacional de Combate ao Crack (leia o post "Mais uma do presienciável da oposição") lançado pelo governo Lula?
Dá se vocês observarem que com sua campanha e seu PSDB em crise e na tentativa de estancar sua queda contínua nas pesquisas - está em empate técnico com Dilma Rousseff e, em algumas sondagens ela já livra alguns pontos de vangtagem sobre ele - Serra atira para todos os lados na tentativa de encontrar um tema que emplaque junto ao eleitorado e reverta essa situação.
Encaixa-se nessa procura por um tema de campanha a promessa do candidato de, caso se elegesse, criar um Ministério da Segurança Pública - o terceiro ministério que ele promete criar. Não pegou, como não pegaram suas promessas anteriores de instituir os dois outros ministérios, o da Pessoa Portadora de Necessidadees Especiais e o da Amazônias.
Falta autoridade ao candidato em suas promessas
Não pegaram porque falta autoridade a Serra em suas críticas ao Plano Nacional de Combate ao Crack e às políticas de segurança pública e repressão ao tráfico. Não tem moral para fazer esse tipo de ataque quem, como Serra, foi governador do Estadoviu, sem fazer nada, o tráfico e drogas e o crack em particular, se tornarem um grave problema em São Paulo.
Um drama público, que afeta grave e diretamente a vida das pessoas e que tem como símbolo maior e ostensivo a concentração de bairros na capital paulista conhecida como Cracolândia. Como prefeito de São Paulo por 1,4 ano e depois governador por 3,5 anos, embora prometesse solução para a região, Serra não fez nada.
Falta-lhe, portanto - e a população sabe disso - história, passado e autoridade para, fazendo essa demagogia com a questão do tráfico internacional de drogas e explorando preconceitos contra a Bolivia, criticar a proposta do governo de combate ao crack. E principalmente criticar sem apresentar alternativa, porque não tem um projeto ou rumo para o país, nem um programa
Fonte:blog do zé
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